<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901</id><updated>2012-01-23T13:20:43.778-08:00</updated><category term='Traduções'/><category term='Danças'/><category term='Referências'/><category term='festivais'/><category term='Apolo'/><category term='Reconstrucionismo'/><category term='Altar'/><category term='notas rápidas'/><category term='Hermes'/><category term='Opinião'/><category term='Religiosidade'/><category term='Tradição'/><category term='família'/><category term='História Grega'/><category term='Ensaios'/><category term='crianças'/><category term='Theogamia'/><category term='kharis'/><category term='Héstia'/><category term='Politeísmo Helênico'/><category term='Heróis'/><category term='Notícias'/><category term='30 Dias de Helenismo'/><category term='Dioniso'/><category term='Problemas'/><category term='Thargelia'/><category term='filmes'/><category term='Mulheres'/><category term='vídeos'/><category term='Géia'/><category term='Culto'/><category term='Deusas'/><category term='Skirophoria'/><category term='Atena'/><category term='Poemas Modernos'/><category term='sacrifício'/><category term='Deuses'/><category term='Adaptações'/><category term='magia'/><category term='Ártemis'/><category term='Arrephoria'/><category term='sexualidade'/><category term='Idéias'/><category term='educação'/><category term='Zoé'/><category term='MEme'/><category term='Dia da Terra'/><category term='Política'/><category term='Receitas'/><category term='mitologia'/><category term='Simbologia'/><category term='Oráculos'/><category term='ritos de passagem'/><category term='Preces'/><category term='Cultura'/><category term='ortopraxia'/><category term='Sacerdócio'/><category term='Erínias'/><category term='Calendário'/><category term='Afrodite'/><category term='Hinos'/><category term='Militância'/><category term='Teseu'/><category term='Outros Autores'/><category term='Preconceitos'/><category term='Ética'/><category term='Panatenéia'/><category term='mito'/><category term='Postura'/><category term='ritos'/><title type='text'>Ta-Hiera</title><subtitle type='html'>Politeísmo Helênico Reconstrucionista por Petraios</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3573221740790173739</id><published>2012-01-23T13:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T13:20:43.810-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ritos de passagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História Grega'/><title type='text'>Fins de Ciclo: velhice, morte e ancestralidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Nos dias de hoje, onde beleza e juventude são tomadas em dimensões absurdas – algo não muito diferente do que ocorria no mundo helênico clássico – a dimensão temporal e espacial daquilo que é fundador, que é ancestral, que enfim, estabelece laços, é esquecida ou perde espaço frente a outras medidas e necessidades em torno das quais a vida moderna se estabelece: um bom salário, o carro do ano, casa própria, relacionamento satisfatórios. E então vem a questão: de onde viemos e o que fazemos com isso? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Característica comum a muitas religiões étnicas pré-cristãs é o lugar de prestígio e importância atribuídos ao culto dos ancestrais. Por ancestrais entende-se toda a linhagem de predecessores (predominantemente) consanguíneos, mas em aspecto mais geral aqueles que se vinculam à família, estando assim na esfera do Oikos; dessa forma também se incluem nessa rede a partir dos tempos mais tardios da época clássica amigos muito devotados e heróis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;O&lt;/span&gt; que gostaria de propor então é uma leitura dos ancestrais pautadas em dois aspectos, que não necessariamente se estabelecem de forma binária, havendo outras possibilidades que não estas, tratarei apenas das que me interessam nessa reflexão. Essas dimensões dizem respeito cadáver (seu trato e lugar) e as honras fúnebres (ou das funções da comunidade para com o morto), abordando-as de modo a entender como o trato com os mortos, na esfera da religião, passa necessariamente da esfera doméstica ao público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É bem sabido que o que temos de informação sobre a história da religião grega é em sua maior parte fonte de registros históricos e arqueológicos daquilo que se entende como religião civil, ou seja, o corpus de práticas e crenças defendidas pelas polis como “normativas” ou tradicionais. Isso implica em todo um aparato ritualístico e procedimental inteligível como um relacionamento saudável e adequado entre mortais e imortais. Em paralelo ao culto civil temos o culto doméstico, centrado na dimensão do privado, da casa. A casa em si guarda uma série de segredos e práticas que não devem sair desta dimensão porque dizem respeito unicamente àqueles que nela residem e dela sobrevivem. Na esfera do civil encontramos as manifestações públicas como as súplicas coletivas pela vitória nas guerras e pelo fim das secas; no doméstico encontramos práticas particulares algumas das quais não reconhecidas ou legitimadas pelo Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;O culto dos mortos encontra-se na interseção entre civil e doméstico. Apesar de pertencer predominantemente ao trato do lar, alguns cultos aos mortos e celebrações fúnebres ganham dimensões tão grades que passam a ser incorporadas nas práticas do Estado. É este o caso de alguns heróis, a exemplo do curador Melampo, cujo culto cresceu de forma tão surpreendente que as honras fúnebres oferecidas por devotos e familiares são incorporadas dentro do corpus ritualístico da pólis. Há ainda o culto aos mortos e ancestrais que tem sua origem dentro do próprio Estado, seja por pessoas que tiveram especial importância para a cidade – a exemplo de Teseu para a Ática – ou que estão envolvidos em atividades importantes para a cidade e morreram por isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Segundo o helenista do século XIX, Fustel de Coulanges, hoje um pouco esquecido por parte dos estudiosos, mas que ainda assim foi um importante pensador do mundo grego em seu tempo, é a partir de cultos domésticos como estes centrados nos mortos que surgem os deuses olímpicos. Essa idéia, apesar de controversa pela teoria histórica hoje, é também tomada por alguns helenistas mais recentes que tomam essa versão como uma possibilidade para o crescimento de religiões e cultos de mistérios. (cf. Kérenyi, 2005). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Apesar da aura de miasma na qual se envolve as honras fúnebres e o funeral em si, o sepultamento no mundo antigo não é visto como algo infausto. Como nos diz Coulanges, “não era pela ostentação da dor que se oficiavam as pompas fúnebres, mas pelo repouso e felicidade da alma do morto” (1979,13). Essa idéia é visível no canto XXII da Ilíada, a despeito do sepultamente do cadáver de Heitor.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nesse exemplo vê-se as angústias do homem grego em dar a alma uma casa, aliás, devolvê-la à sua casa. Isso porque é na sua casa que o cadáver, o morto, agora consagrado sob o lugar de ancestral, de fundador, pode estender suas graças por sobre a família. Exemplos disso vemos por exemplo no Alceste de Eurípedes, quando este diz: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tu, que és um deus sob a terra, seja-me propício&lt;/i&gt;”. Uma distinção todavia precisa ser feita. A importância do morto está no cadáver, no que é corpo, sendo efetivas assim a urgência em dar-lhe casa, dar-lhe uma cova. A corporalidade é sumária neste aspecto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; O morto é visto como forte e ativo mais pelo ser e pelo corpo que pela idéia da alma, diferente das crenças atuais. O corpo aqui desempenha um papel fundamental. O poder do morto encontra-se na força de seu corpo, o peso que impõe sobre os demais. É bem sabido que os gregos, ao menos na dimensão pública da religião, viam a alma como um sopro, algo sem idéia e sem vida, de modo que se poderia até pensar ser o corpo a dar vida à alma e não o oposto. Todavia esta é uma discussão que por agora não nos interessa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;No mundo antigo o corpo é reivindicado pela família; deve estar próximo, à entrada da casa regulando assim as proteções e bênçãos a quem reside na casa e a quem a freqüenta. Na mesma posição o morto malfazejo amaldiçoa – à família e aos visitantes. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda com esse poder, essa força sob o qual encontra-se a aura do culto aos mortos, este culto não é visto como obrigação ou dever de obediência. Estendendo a visão de Otto sobre o culto aos deuses para este aspecto particular das práticas religiosas, acredito que o culto aos mortos, dentro do corpus da religião, está relacionado a uma espécie de amor e não a um suposto dever de obediência e obrigação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O deus grego não é um amo, não é uma vontade imperiosa. Como divindade exige reconhecimento e respeito – mas não sectarismo, nem obediência incondicional; menos ainda uma fé cega. &lt;/i&gt;(Otto, 2006: 119)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Como explica Otto mais a frente, apesar do temor da morte, o culto ao morto não se verifica por ser o homem “forçado a submeter-se”, mas sim por respeito e devoção aquilo que o morto representa para a família e para a comunidade. Sendo assim, suas ações, sua memória são honradas como exemplo de ser, de elaboração moral, caso o seja. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Com o desenvolvimento da polis, o Estado desenvolve dispositivos de controle e regulação sobre nascimento e morte e doença, aspectos aos quais o miasma se liga mais rotineiramente. O surgimento de instituições como maternidades, casas de parto, cemitérios e hospitais implica uma paulatina revisão nas funções de família e Estado nos deveres para com o miasma. Similar à pesquisa da antropóloga Mary Douglas (Pureza e Perigo) observa-se que os rituais de purificação contribuem para o estabelecimento daquilo que é tabu. Todavia, aquilo que é tabu não pode ser rejeitado, antes são criados espaços de limpeza, arquiteturas higiênicas para vida, reprodução, doença e morte. É nesta dimensão que grandes rituais de cuidado aos mortos transpõem a dimensão do privado e do particular e tornam-se ferramenta regulamentar do Estado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;Tratando-se da especificidade de cada polis, não é possível pelo material a que tenho acesso identificar grandes rituais fúnebres pan-helênicos. Em todo caso, há alguns cultos que obtiveram maior destaque nas relações que extrapolam as dimensões da cidade e que foram registradas por alguns mitógrafos, historiadores ou tragediográfos em geral. A título de exemplo pode-se citar a celebração de Kataklismas, um festival ático centrado nas pessoas que morreram no mar. Neste tipo de ritual encena-se preces, clamores às vítimas, bem como os deuses que protegem o mar a exemplo dos Dioscuroi, Posídon, Afrodite entre outros são honrados pedindo-se proteção aos que vivem de atividades que se relacionam com o mar, como pescadores e comerciantes, além dos viajantes como um todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Á guisa de conclusão acredito que o aspecto maior a desta reflexão está na importância&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;atribuída àqueles que abriram espaço para que estivéssemos aqui, mesmo que, no contexto atual, com freqüência eles compartilhem de opiniões e crenças diferentes das nossas. Discordâncias desse tipo foram freqüentes em todos os momentos da história e, acredito, não devem afetar a relação de respeito e consideração a estabelecer-se com os mais velhos e com os que já se foram. Esse tipo de pensamento é recorrente em tradições religiosas politeístas e monoteístas do oriente&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que sobreviveram apesar da ocidentalização, a exemplo do hinduísmo, da religião tradicional chinesa, e de maior parte das tradições budistas do Japão, para citar as mais recorrentes. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O envelhecimento é um aspecto importante de uma sociedade que vive cada vez mais. É preciso não apenas estarmos preparados para a velhice, mas entendê-la como um exercício de prudência e cuidado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ésto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3573221740790173739?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3573221740790173739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2012/01/fins-de-ciclo-velhice-morte-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3573221740790173739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3573221740790173739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2012/01/fins-de-ciclo-velhice-morte-e.html' title='Fins de Ciclo: velhice, morte e ancestralidade'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-1800912391562294805</id><published>2012-01-18T09:45:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T10:37:07.323-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Da Microfísica dos (des)afetos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EJOjp3aFwfw/TxcE2ta3LGI/AAAAAAAAAkQ/ubkNoj4w4sY/s1600/Athena_Diomedes_Tyszkiewicz_painter.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-EJOjp3aFwfw/TxcE2ta3LGI/AAAAAAAAAkQ/ubkNoj4w4sY/s320/Athena_Diomedes_Tyszkiewicz_painter.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente os problemas de relacionamento não são uma novidade do mundo contemporâneo. A esterilidade das relações e a&amp;nbsp; incomunicabilidade que é tão comumente repetida pelos autores pós-modernos já apareceu em momentos anteriores ao presente, salvo as distinções e graus pertinentes a cada época. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tarefa de viver em comunidade certamente é um desafio, daí decorrem uma série de dilemas morais, éticos e junto a isse todos os dispositivos reguladores e contingentes das relações entre as pessoas no seio da sociedade. Em contraposição a necessidade premente de laços, de amigos e companheiros, os gregos reconheciam haver uma parte não educada do ser humano, reconhecia-se isso como uma virtude a que eu tenho costumeiramente chamado de&amp;nbsp;"elaboração do ser", ou seja, uma série de posturas e condutas não catalogáveis por serem de esfera subjetiva e pessoal&amp;nbsp;com&amp;nbsp;o objetivo desenvolver no homem as virtudes da kalós, da areté e do agathos. Notoriamente os gregos reconheciam como bárbaros todo aquele que não fosse um semelhante, que não fosse "um grego", e acredito, isso implica substancialmente essa indisposição a elaboração de si nos termos helênicos da época clássica. Nesse contexto, os deuses olímpicos aparecem como modelos de ser, padrões que não necessariamente devem ser copiados, mas honrados. O devoto apresenta-se frente ao deus da forma mais limpa, mais honrosa. É preciso ser herói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão, todavia, é que não necessariamente nossas redes de relações são feitas por amigos, vizinhos e familiares. A mesma necessidade premente de amigos nos imputa a possibilidade dos inimigos, dos desafetos. Como lidar com isso no processo de elaboração do ser para a honra, para a virtude, para a &lt;em&gt;kalokagathias&lt;/em&gt; a que se referia Platão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo geral, a amizade representava para os gregos um laço maior que o sangue ou o simples convívio, por isso as palavras tradicionalmente atribuídas a "amigo" (philos) é marcada em distinção a outras categorias tais como estrangeiros, vizinhos, concidadãos, colegas de trabalho e até mesmo esposa/marido e demais familiares. É como dizer que alguém pode ser seu "philos kai syngeneis" (amigo e parente),&amp;nbsp;mas o laço de parentesco não constitui&amp;nbsp;a amizade por si, contrapondo-se assim a dizeres&amp;nbsp;modernos do tipo "seus pais são&amp;nbsp;seus únicos amigos", ou "amizade de verdade só de mãe". Acredito que essas crenças que se fundem a um biologismo de aspectos que na verdade estão numa esfera do social e cultural precisam ser relativizados e problematizados para que assim possamos ter um real entendimento deles. A família estrutura-se por laços de&amp;nbsp;dependência, parceria e responsabilidades distintas daquelas&amp;nbsp;daqueles mecanismos de sociabilidade fora da esfera doméstica. As funções e expectativas que podemos estabelecer sobre uma mãe não são as mesmas que as esperadas de um "amigo". Uma família pode ser enriquecida por amigos, mas estas ainda assim são classes distintas, o que podemos ver por exemplo em Calicrátidas, um filósofo neopitagórigo, quando ele afirma "&lt;em&gt;o bem que vem dos amigos contribui para a vida doméstica, que assim se torna maior e mais distinta, não apenas pela propriedade ou quantidade de parentes, mas também pela abundância de amigos&lt;/em&gt;" (&lt;em&gt;In&lt;/em&gt; Sobre&amp;nbsp;o Bem-Estar do Lar, &lt;em&gt;apud&lt;/em&gt; Konstan: 2005, 79)².&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, afinal, o que é um amigo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acredito em qualquer tipo de fidelidade, e sendo assim, prezo pela responsabilidade e transparência. Fosse eu responder a esta pergunta seria tanto mais uma divagação pessoal no nível da subjetividade que qualquer outra interpretação sobre a história social da vida privada na Grécia Clássica ou Arcaica. Sendo assim a saída que encontro está em buscar entender o que não é um amigo, o que desclassifica alguém dessa categoria. Refletindo sobre todos os mitos que me vem a mente retratando a amizade entre mortais, deuses, daemons ou dessas classes com outras, reparo que são dois os elementos que desqualificam alguém da categoria de philos: a ingratidão e a desonra, sendo a primeira aquela que tem maior peso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao pensar na amizade de Ártemis e Hipólito, Athenas e Hérakles, ou Ela mesma e Diomedes dentre tantos outros testemunhos exemplares de amizades que nos é trazido pela mitologia grega observo que a amizade é antes de tudo um exercício de admiração pela beleza ou nível de elaboração de si em outro e também de responsabilidade. Partindo da ideia de Platão para quem a amigo são dois corpos numa só mente, é preciso cuidar desses corpos para que a mente funcione em sintonia; é tarefa do philos preservar moral e fisicamente do outro. A amizade constitui-se então da ortopraxia cotidiana dos afetos, do cuidado e do zelo. É nesse aspecto que a Philia se relaciona a Philotes, filho da noite e que é personificado sobre a ternura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a ternura símbolo maior da amizade, porém não me refiro com ternura a esta concepção romântica do sentimento. Como filho de Nyx, Philote associa-se a uma série de outras divindades marcadas pela antiguidade e pela preservação do ancestral, como as Moiras, Gueras (a velhice), Momo (sarcasmo), Nêmesis e as Queres. É antes de tudo um potencial ativo, de preservação e cuidado, semelhante a seus irmãos. A ternura na dimensão do amor filia, do amor entre amigos é o sentimento de preservação e cuidado, do embate por um ser que lhe é importante, pelo cuidado. Ternura aqui é antes de tudo, a disposição para a ajudar, para estar próximo sempre que necessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quebrada a ternura, seja pela desonra dos laços que fazem a amizade, a sua traição, ou pela ingratidão, inicia-se o regime do desafeto, da falta. Aliás, sobre essa ingratidão, já referida por mim como o maior dos males neste caso, Xenofonte³ aponta que já na infância as crianças eram ensinadas a odiar este tipo de conduta, pois "aqueles que são ingratos são também negligentes em relação aos deuses, aos pais, à pátria, e aos amigos". Mesmo referindo-se em seu texto às crianças persas, esse era também uma instrução comum entre as crianças gregas. Um amigo traidor era um incômodo, algo indesejável para toda a comunidade. É nesse aspecto que o amigo é um ponto de mutação, um lugar intermediário entre aquilo que constitui-se como obrigações do bom cidadão: os laços de consanguinidade e o seu dever para com a Pólis, o Estado. Assume assim uma importância fundamental, visto que é uma escolha deliberada do sujeito. Em todo caso, é preciso saber escolher seus amigos pelas virtudes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em contextos espaço-temporais como o nosso, marcado por construções de sentimento ainda muito instáveis a ponto de poder entendê-los, é complexo entender como são construídos os laços de amizade e companheirismo, motivo pelos quais eu acredito ser importante esse olhar para o passado. Possivelmente essa instabilidade e (im)possibilidade momentânea para o entendimento sejam os aspectos que mais contribuem para&amp;nbsp;a sensação de inexistência desses valores, ou de sua fragilidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retomando a ideia que me propus a debater, a inimizade surge como algo indesejável não só para o indivíduo, para a sociedade também. É nesse aspecto que a traição é tão presente tanto na mitologia como na própria história, operando como modelos punitivos e também como exemplo a não seguir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Partindo de uma reflexão pautada na areté, entendemos que não há um código ou um catálogo de respostas para a ingratidão, a traição ou desonra. Cada situação tem demandas próprias e os gregos entendiam isso bem,&amp;nbsp; o que não implica que suas ações sempre fossem as certas. Em todo caso, o princípio está em que não há nada absolutamente bom ou mau, pelo contrário, esse binarismo não é tão somente rejeitado como desacreditado. A escolha do indivíduo deverá ser sempre marcada com a consciência da situação, do empenho em melhor solucionar. Recolhendo alguns exemplos na mitologia, várias são as soluções tomadas: a vingança, a retaliação, o afastamento, o apagamento, ou até mesmo o simples ato de ignorar. Em todos os casos prevalece a imagem de que não é apenas desonrado aquele que é traído, mas substancialmente ambos são feridos pela desonra, ambos estão sujos, e por isso, é preciso providência de ambas as partes. Daquele que não cuidou de seus afetos, instaurando assim um desequilíbrio nas relações da pólis, seja pela negligência, seja pela incorreção, o estado precisa ser reparado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que transpondo esse pensamento pro mundo moderno, certamente há mais uma diversidade de modelos e formas de responder&amp;nbsp;as quais não interessavam ao mundo grego, mas que podem ser revistas hoje. O diálogo,&amp;nbsp;o esclarecimento podem ser uma dessas, pois apesar de presentes, afetivam-se mais na esfera das relações entre estado, nos laços de amizade entre governantes, do que na esfera privada. Em todo caso, acredito e os gregos são um testemunho do sucesso dessa forma de pensar, não há respostas prontas. Cada um é senhor de si para cuidar de seus problemas, seja por meio de equações, inequações, ou simplesmente respostas em branco, em todo caso, essa tão minuciosa microfísica dos (des)afetos não se fará simplificada, constituindo sempre um universo de desafios e contínuos questionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Notas: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;¹ - Athena ajuda Diomedes. Detalhe de amphora ática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;²&amp;nbsp;- KONSTAN, David. A Amizade no Mundo Clássico. Trad. de&amp;nbsp; Maria E. Fiker. São Paulo: Odysseus, 2005;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;³-&amp;nbsp;A Educação de Ciro&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sugestões de Leitura&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp; Elisabeth Belfiore. Muder among friends: violation of philia in Greek tragedy. Oxford: Oxford Press, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- David Konstan: The Emotions of the Ancient Greek: studies in Aristotle and classical literature. Oxford: Oxford Press, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-1800912391562294805?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/1800912391562294805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2012/01/da-microfisica-dos-desafetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1800912391562294805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1800912391562294805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2012/01/da-microfisica-dos-desafetos.html' title='Da Microfísica dos (des)afetos'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EJOjp3aFwfw/TxcE2ta3LGI/AAAAAAAAAkQ/ubkNoj4w4sY/s72-c/Athena_Diomedes_Tyszkiewicz_painter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2427161055418336138</id><published>2011-12-26T19:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T19:59:52.813-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros Autores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Carta Aberta ao Diário do ABC - Diarinho</title><content type='html'>A seguir, compartilho um texto da colega exegetes &lt;a href="http://depoisdadanca.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Sarah Helena &lt;/a&gt;onde são expostas algumas considerações sobre a forma como a imprensa paulista tem tratado a temática da diversidade religiosa. Para ler o texto a que a autora se refere, clique &lt;a href="http://www.dgabc.com.br/News/5933339/todos-podem-ser-amigos-de-deus.aspx" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Vejo a chamada, falando sobre nem todos comemorarem o Natal. Fico feliz, imaginando que vou encontrar um exercício de tolerância religiosa. E no entanto, me deparo com um pesadelo e a dificuldade em explicar para meu filho de seis anos, leitor do Diarinho, porque fomos excluidos do conceito de religiosidade do jornal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;"Todos podem ser amigos de DEUS"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Assim, "gritando" porque caixa alta desde os primórdios da internet significa grito. Assim, no singular. Desrespeitando nossa religião,politeísta, que crê em muitos Deuses. Politeísmo partilhado pelos hinduístas, que como nós creem em uma miríade de Deuses. Excluindo também toda a população wiccana, duoteísta, com sua Deusa e Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não basta isso. O texto segue "Deus é um só." Mais uma vez, negando a realidade de centenas de sistemas religiosos que não são monoteístas. Como explico para minha criança que as religiões dominantes no ocidente enxergam as pessoas de fés diferentes como inferiores? Porque foi assim que nós nos sentimos. Inferiorizados. Tratados como se nossa fé fosse algo que não merece a consideração do jornal que assinamos. Como posso dizer para meu filho respeitar os outros, quando somos vítimas de desrespeito até sentados na mesa do café da manhã quando abrimos um jornal?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;E como preconceito pouco é bobagem, terminam com uma definição de fé novamente excludente e preconceituosa, agora contra os ateus, lembrando que as pessoas que se declaram sem religião no Brasil são 30%, e que mesmo assim vivemos um momento em que ateus são perseguidos brutalmente. "Sem fé, perdemos a coragem de enfrentar as dificuldades e lutar por um mundo melhor."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Fiquei chocada e decepcionada. Como o Diarinho, ao se propor a fazer uma matéria tolerante, pode cair tão fácil na armadilha da falsa tolerância, que só ouve o que tem vontade, que só respeita se não for tão diferente assim? Porque foi ouvido um membro da umbanda, que é cristã,mas não do candomblé, não cristão? Porque só as religiões que aceitam o monoteísmo foram consideradas religiões dignas de nota?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Como eu posso explicar para o meu filho de seis anos de idade que ele não pode esperar das pessoas outra coisa que não preconceito e ridicularização por termos uma fé diferente? Se já não fosse ruim o bastante ter medo de declarar sua fé porque sabe que será tratado mal, até dentro de casa seremos vítimas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Vivemos em um país onde ateus e não cristãos tem medo. Onde seu emprego pode ficar em risco por sua fé ou falta de fé, onde ser ateu ou não cristão te faz vítima de bullying. E o Diarinho corroborou com essa ideia. Porque só existe um deus e quem não tem fé não tenta fazer do mundo um lugar melhor. Justifica o preconceito tentando se fingir de tolerante, quando mesmo no quadro que diz que se deve respeitar o outro, novamente se fala de Deus, masculino singular. Quem se importa com politeístas e ateus, afinal? Eles não merecem tolerância, pelo que transparece no texto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2427161055418336138?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2427161055418336138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/12/carta-aberta-ao-diario-do-abc-diarinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2427161055418336138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2427161055418336138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/12/carta-aberta-ao-diario-do-abc-diarinho.html' title='Carta Aberta ao Diário do ABC - Diarinho'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-1814735913922030484</id><published>2011-10-27T11:06:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T12:40:13.899-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deusas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>Sobre os deuses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após algum (longo) tempo afastando do BlogUniverso, estou de volta e para reaquecer as ciosas, apresento a todos os leitores um vídeo produzido pelo grupo YSEE, que certamente os leitores em sua maioria já devam conhecer, mas que em todo caso foi o primeiro grupo helênico surgido no início dos anos 2000 durante o fórum mundial de religiões étnicas. O grupo é atualmente a maior entidade social a reunir politeístas helênicas registrados no mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vídeo trata-se de uma apresentação sobre os deuses na concepção do politeísmo helênico e eu compartilho com a tradução e algumas adaptações à língua portuguesa que se fizeram necessárias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/4yZ37rLBLho/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4yZ37rLBLho&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/4yZ37rLBLho&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente as ferramentas que disponho para legendagem e sincronização não resultaram num bom visual para o vídeo quando inserido o texto em português, razão pela qual opto por transcrever aqui abaixo o texto que compõe o vídeo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;1. O termo&amp;nbsp; politeísmo&amp;nbsp; é derivada de duas palavras gregas: poli (muitos) e theos (deus) e&amp;nbsp; significa “devoção a muitos deuses”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;2. O Politeísmo, portanto, é definido como a crença na existência de muitos deuses. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;3. Na ideia de que há muitas potências divinas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;4. É, por fim, a ideia de que a divindade reside em muitos seres ou entidades distintos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;5. Há muitos deuses e deusas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;6. Os deuses seres grandiosos e poderosos; justos e sábios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;7. São imortais; dignos de respeito e adoração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;8. Eles têm muitas formas e podem revelar-se por muitos meios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;9. São igualmente imanentes e transcendentes. &amp;nbsp;Estão presentes nos elementos e nas formas de vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;10. Estão manifestos nas forças da natureza, na matéria e na energia, mas também&amp;nbsp; são transcendentes e não se restringem em qualquer forma material.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;11. Os deuses podem revelar a si mesmos como &amp;nbsp;humanos ou outros seres como &amp;nbsp;plantas, animais, ou objetos materiais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;12. Não há limite de forma para os deuses. Eles são o que escolhem ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;13.A divindade é múltipla e variada, tanto em aparência quando em realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;14.Nenhum deus ou deusa se esconde atrás dessa multiplicidade de formas divinas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;15.Os deuses e deusas são entidades objetivamente reais, cuja existência não está sujeita à crença ou ações de seres menores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;16. Eles não são arquétipos ou símbolos imaginários das atividades ou mente &amp;nbsp;humanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;17. Não são representações simbólicas dos eventos e processos naturais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;18. Eles, deuses e deusas, são reais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;19.Eles existem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;20. Sua sabedoria e poder tomam forma neste mundo, a esta forma de cosmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;21. Sua beleza e graça duram para sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;22. São seres livres e independentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;23.São igualmente divinos. Não são controlados por outras potências ou entidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;24. Os deuses e deusas satisfazem-se quando seres menores livremente reconhecem sua existência e lhes dão respeito e devoção...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;25. ... embora não precisem desse tipo de reconhecimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;26. Eles não precisam de nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;27. Eles simplesmente criam tudo que desejam...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-1814735913922030484?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/1814735913922030484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/10/apos-algum-longo-tempo-afastando-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1814735913922030484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1814735913922030484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/10/apos-algum-longo-tempo-afastando-do.html' title='Sobre os deuses'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-1416026016564942097</id><published>2011-05-03T12:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T12:32:16.202-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kharis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ritos'/><title type='text'>Preces para Pipe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presente artigo constitui-se de algumas preces elaboradas por mim com objetivo de pedir o auxílio dos deuses na cura de um pequeno. Espero que possa servir de ajuda não só pra este pequeno, necessitado no momento, mas também para outros. Se assim quiserem e tanto quanto mais poderem, os leitores deste blog podem contribuir com suas preces para que Andrés se recupere bem e tão rápido quanto possível. Para ler um pouco mais sobre as preces aos enfermos, clique &lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/ortopraxia/prece-a-um-enfermo"&gt;AQUI&lt;/a&gt;. Bem...&amp;nbsp;vamos lá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;(à luz deles, sob a fumigação de aromáticos)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DUuOA9w9Vj0/TcBUTrvLRkI/AAAAAAAAAjI/aay8x9DZ0ks/s1600/bowl+of+incense+smaller.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-DUuOA9w9Vj0/TcBUTrvLRkI/AAAAAAAAAjI/aay8x9DZ0ks/s320/bowl+of+incense+smaller.jpg" width="263" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I - à Héstia (&lt;/b&gt;a consagração da chama)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Divina Héstia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;por todos &amp;nbsp;coroada&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;em nossos corações arde tua chama&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;fogo passado e alimentado, perpétua tradição&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Vens aqui, agne, vestida de branco&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e envolve nossa casa em teu canto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;deixa teu cheiro de óleos adocicados&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;para que se aproxime &amp;nbsp;o daemon da alegria e de boa sorte&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;o divino filho de Chronos, protetor desta família&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II - para Apolo e seu filho&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ó bondoso Pytho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;que tão suave e forte&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;espalha a ti em brilho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;deixa tua flecha solta&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e traz junto a teu filho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;o curador habilidoso&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;a graça já pedida&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;para que sem dano,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;sofrimento ou agonia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;chegue saudável e&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;em alegria&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;o menino, tão pequeno&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;a teu serviço dedicado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Tu Febo, multifacetado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;atirador de flechas do arco prateado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;leva para longe o malefício e a doença&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;junto de Asklépio e seus numes sagrados&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;devolve ao pequeno a saúde&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e à casa seu real contento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II - A Zeus&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É por Zeus&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;altissonante portador dos trovões&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e tempestades que chama neste canto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ó tu, juntador de nuvens, purificador&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Recebe esta prenda digna de teu nome¹&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e faz em nós a limpeza desse desencanto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;remove aqui, Pater mou, o problema e a doença&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;a dor e a desavença, lava em água purificado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;teu pequeno devoto em serviço prestado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;e deixa à família a criança, a cura&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;como toque de divina&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;¹ - Espera-se que o postulante ofereça alguma oferta que pode ser um incenso, uma vela ou algo mais elaborado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-1416026016564942097?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/1416026016564942097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/05/preces-para-pipe.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1416026016564942097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1416026016564942097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/05/preces-para-pipe.html' title='Preces para Pipe'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DUuOA9w9Vj0/TcBUTrvLRkI/AAAAAAAAAjI/aay8x9DZ0ks/s72-c/bowl+of+incense+smaller.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2925544814771727003</id><published>2011-04-21T14:38:00.000-07:00</published><updated>2011-04-21T14:38:27.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros Autores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Hellenismos: Rituais para Crianças (parte 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas mais recompensadoras na escritura é quando sua mensagem é recebida e de alguma forma devolvida em forma algum feedback. Em resposta ao &lt;a href="http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/hellenismos-rituais-para-criancas.html"&gt;último texto&lt;/a&gt; publicado aqui, sobre as relações entre as crianças e os deuses e formas de introduzir e de desenvolver um culto autônomo e espontâneo por parte delas na medida de suas possibilidades, a&amp;nbsp;&lt;a href="http://networkedblogs.com/gWXp9"&gt;Luciana Onofre&lt;/a&gt;&amp;nbsp;publicou algumas das produções de seus filhos, entre desenhos e modelagens que eu republico aqui, com os meus mais sinceros votos de agradecimento e de gratidão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zqjVCjwCkV0/TbCjBJ2HrAI/AAAAAAAAAi8/thili-aiIPo/s1600/pipe+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-zqjVCjwCkV0/TbCjBJ2HrAI/AAAAAAAAAi8/thili-aiIPo/s320/pipe+1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Representação de Zeus elaborada pelo Felipe de 8 anos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IyrWDa9cM1M/TbCjLEnvUHI/AAAAAAAAAjA/PCg1AnHXiIY/s1600/palicia2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-IyrWDa9cM1M/TbCjLEnvUHI/AAAAAAAAAjA/PCg1AnHXiIY/s320/palicia2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Modelagem da Alicia, de 8 anos, representando Afrodite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Ambos os trabalhos são de 2008.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2925544814771727003?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2925544814771727003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/hellenismos-rituais-para-criancas-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2925544814771727003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2925544814771727003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/hellenismos-rituais-para-criancas-parte.html' title='Hellenismos: Rituais para Crianças (parte 2)'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zqjVCjwCkV0/TbCjBJ2HrAI/AAAAAAAAAi8/thili-aiIPo/s72-c/pipe+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3289235308077735369</id><published>2011-04-19T17:10:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T17:16:16.692-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Hellenismos: Rituais para Crianças</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que fiquei surpreso quando uma amiga me falou que seu filho havia pedido sugestões de "rituais para crianças", mas é verdade que a comunidade não cristão vem crescendo e novas formas de família vão surgindo, inclusive as comunidades politeístas. Há pelo menos umas três famílias de amigos do meu convívio próximo que educam seus filhos em moldes de vida que não aqueles cristão, sejam eles celtibéricos, reconstrucionistas helênicos, kemetistas ou puramente "pagãos" na concepção mais comum do termo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas chega de teorizações. A questão que me foi proposta era de dar pequenas soluções para celebrações que pudessem ser feitas com crianças ou em que elas pudessem ser inseridas. Observando a historiografia helênica não é difícil de ver a criança envolvida na vida religiosa, para citar alguns momentos: onomatodosia (a celebração de imposição do nome da criança feito pelos pais e paranymphos), Anthesterias (onde as crianças são especialmente envolvidas, sendo entendidas não só como símbolo de fertilidade, mas como representação do crescimento da comunidade), Kourotrophos &amp;nbsp;(as celebrações gerais dessas divindades ligadas ao cuidado da criança e sua educação).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os pais com os pequenos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.delphys.gr/images/onomatodosia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" src="http://www.delphys.gr/images/onomatodosia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes exemplos mostram que a criança está constantemente envolvida na vida religiosa, ao menos no contexto helênico que é o foco deste blog. No ambiente contemporâneo alternativas de reconstrução e inserção das crianças não são&amp;nbsp;difíceis. Para os pais que desejam envolver seus filhos nas atividades rituais e nos festivais¹, por exemplo, há uma série de funções que podem ser atribuídas as crianças, tais como o carregador da água ou da oferta, o portador da khernips, e para o caso de crianças mais sensíveis e que tenham alguma experiência com oráculos, até mesmo a função de mantis; além dessas funções acredito ser saudável &amp;nbsp;e importante que haja espaços para a criança mostrar sua relação para com os deuses, sendo assim ela pode fazer suas ofertas e libações junto com os pais ou responsáveis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um fator que acredito ser bastante relevante é oferecer a criança a oportunidade que ela monte seu próprio altar. O altar é um espaço bastante pessoal que não pertence a quem o monta, mas sim para quem se monta. Sendo assim, a sacralidade que o envolve não está apenas pelo que se coloca, mas no porque se coloca, ou seja: para dar. Nesse sentido entendo que essa devesse ser uma atividade própria da criança e livre, ou seja, é bom que os pais evitem a típica mania reconstrucionista que deseja prezar sempre pela coerência dos símbolos e fatos e deixar que a criança monte o altar com os elementos que simbolizam a sua própria relação &amp;nbsp;com os deuses. Nem sempre &amp;nbsp;o que comove ou significa para a criança é o símbolo mais óbvio. A criança pode representar Posídon, por exemplo, com uma estrela do mar, tridente, barco, pedra, um golfinho, cavalo, &amp;nbsp;ou apenas com um copo de água. Há de se ter flexibilidade para que a criança desenvolva sua experiência com os deuses e construa seus conhecimentos a medida que vai aprendendo e vivênciando essa visão de mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As crianças com os deuses&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São inúmeras as atividades que as crianças podem desenvolver no seu culto pessoal para com os deuses, a seguir faço algumas sugestões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;a href="http://www.ysee.gr/images/onomatodosia2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.ysee.gr/images/onomatodosia2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Desenhos&lt;/b&gt;: Desenhos são ótimas ofertas votivas e podem ser feitas por crianças de quase todas as idades. Além de expressar sua relação com os deuses e os seu sentimentos para com eles, eles podem ser usados nos altares como forma de representação em substituição a estátuas e imagens tipificadas por exemplo. Além disso podem ser montados cadernos de desenhos que podem servir de guia para representações ou como espécie de histórias em quadrinhos contando mitos sobre os deuses ou heróis que em determinados momentos podem ser ofertados.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Representações&lt;/b&gt;: O teatro e toda forma de representação é central nas atividades de culto. Em certa medida, todo ritual ou festival é a reencenação de um mito, ou seja, uma representação mais ou menos teatralizada de algo que é importante para a comunidade. As crianças podem elaborar pequenas peças ou contações de histórias para as outras pessoas (inclusive os pais) com mitos e histórias envolvendo deuses, heróis e daemons.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Escrita&lt;/b&gt;: assim como o desenho, a escrita é um excelente presente votimo. Poemas, canções, histórias podem ser ofertados aos deuses em qualquer momento.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Modelagem&lt;/b&gt;: crianças menores podem usar massa de modelar e as maiores argilas para confeccionar imagens dos seus deuses preferidas e depois usá-las em seus altares ou ofertá-las como peças votivas.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Memórias&lt;/b&gt;: O registro da memória da família é&amp;nbsp;muito importante, pois a noção de Ôikos, a casa-família é outra base não só da ética helênica, como também da religião civil e doméstica, para isso basta lembrar que os deuses se organizam como uma família. Uma sugestão que dou é que a criança seja responsável pelo registro dessas atividades e acontecimentos que são importantes para a sua própria história como também da família. Um baú pode ser confeccionado e devotado a Héstia e Zeus com essa finalidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Modelo Simplificado de Ritual para Crianças&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A libação é o ato mais simples e um dos mais significativos que pode se executado pelas crianças. Para isto basta que a criança escolha algum líquido a ser ofertado: suco, água, vinho, leite, mel, azeite ou óleos. Em seguida:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Cante uma canção para Héstia ou caso seja maior ela pode recitar o Hino Homérico a Héstia&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Derrame uma parte do líquido para Héstia&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Conte uma história, recite um poema ou cante uma música que lembre ou mencione o deus que se pretende homenagear e ....&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;verta-se o restante do líquido oferecendo-o para este deus ou deusa.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;e por fim agradecer a Héstia e aos deuses.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir um pequeno modelo mais completo de ritual que pode ser seguido pelas crianças. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Acenda uma vela e faça uma pequena prece para Héstia&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Com uma bacia de água, faça a bênção da água e limpe o lugar.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Conte uma história, recite um poema, ou cante uma música que lembre &amp;nbsp;Héstia e outra mais para o(s) deus ou a(s) deusa que será(ão) homenageado(s).&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Apresente suas ofertas ou oferendas; podem ser frutas, bolos, seus desenhos, músicas, etc.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Faça uma libação, vertendo algum líquido no solo.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Acenda um incenso e agradeça.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após isso pode-se fazer uma celebração, uma verdadeira festa envolvendo a criança e a família. Nos preparativos todos podem participar e colaborar, por exemplo, na preparação do bolo, de doces, salgadinhos e na decoração.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_______________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;¹ Texto escrito a pedido do meu sobrinho, Pipe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;² Num aspecto amplo as crianças podem ser envolvidas em quase todas as celebrações e festivais do mundo helênico, exceto alguns festivais de Dioniso e Deméter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;* fotos retiradas dos sites do YSEE e Delphýs&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3289235308077735369?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3289235308077735369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/hellenismos-rituais-para-criancas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3289235308077735369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3289235308077735369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/hellenismos-rituais-para-criancas.html' title='Hellenismos: Rituais para Crianças'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8620196340225625335</id><published>2011-04-13T15:23:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T15:23:00.889-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Civismo, Mundo Moderno e o Culto dos Heróis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZE2-CqFE7R0/TaYiJkPI4uI/AAAAAAAAAi4/f1tkbBl7W8Q/s1600/minotaur-theseus-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="295" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZE2-CqFE7R0/TaYiJkPI4uI/AAAAAAAAAi4/f1tkbBl7W8Q/s320/minotaur-theseus-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As relações entre o civismo no mundo moderno e o culto religioso, em especial no Hellenismos é uma questão que já há algum tempo vem me provocando discussões. Como reconstrucionista, reconheço as limitações não só de bibliografia e estudos sobre o fato, como também de um&amp;nbsp;posicionamento&amp;nbsp;da comunidade praticante no sentido de propor soluções ou de expor o problema de acordo com as especificidades de cada grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aspecto cívico é totalmente inerente ao Hellenismos; além de ser um culto da urbe, ou seja, com características muito mais urbanas que rurais, é parte também do Hellenismos esse aspecto que vincula a religião às questões do estado e da comunidade, remetendo portanto ao civismo, em especial no culto aos heróis locais ou pan-helênicos. Os festivais por si só já são um ato cíveil. O momento do festival é um momento civil, onde toda a comunidade se reúne para festejar e celebrar algo que é importante para todos e que por isso, deve ser feito, homenageado ou relembrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noção de herói vai muito além daquela tradicional, romantizada, e no campo da religião ainda carecemos de uma definição satisfatória. Em termos práticos, podemos dizer que na mitologia, herói se refere a todo personagem de algum mito, o que vai contra a visão tradicional de herói perpetuada pela literatura que o caracteriza como o mocinho, causador de boas ações, se observarmos como heróis figuras que causam algum dano, como por exemplo, Clitemnestra, que cometeu o assassinato do seu marido. Todavia esses dilemas morais que envolvem a figura do herói não são o foco deste texto, mas sim os feitos que os levaram a ser entendidos como heróis e cultuados por certas comunidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além dessa dimensão de heróis consagrados pela mitologia, há a dimensão cultual, com todas as suas especificidades tão comentadas e repetidas, visto o contexto das comunidades helênicas na época arcaica e clássica. Nessas comunidades em geral, havia o culto de um herói (ou mais), como por exemplo os cultos de Melampo, Hipólito ou Mounikhos, como apontam Walter Burket, Carl Kerényi e tantos outros helenistas e estudiosos da cultura helênica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão que nos importa é que esses heróis eram cultuados pela relevância que suas ações tinham causado nas comunidades em que vivam, como por exemplo Teseu que era cultuado na Ática, que além de governar a pólis, também foi o unificador das colônias da Ática.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que além dessa dimensão de culto aos heróis pan-helênicos, ou dos heróis dito menores que de algum forma são significativos para alguém, há ainda a problemática de reconstruir essas práticas no mundo contemporâneo. Como já dito, a marca fundamental do culto heróico é a relevância dos atos de um determinado alguém, dito posteriormente herói., para uma comunidade. Como fazer isso no caso do Brasil, por exemplo, ou de qualquer outra comunidade helênica que não tem a Grécia como berço? E mesmo que fosse a Grécia, acredito que as discrepâncias de tempo também seria interferências necessárias a serem consideradas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrando de um texto introdutório do Sannion, representante do movimento reconstrucionista alexandrino, expando a questão. Argumentando sobre o ritmo de aprendizagem e introdução nas práticas do Hellenismos ele aponta:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;A próxima coisa, depois de conhecer os rituais oficiais, seria criar os seus próprios, e segui-los. Pense na sua vida. Quando foi que você sentiu o chamado de um deus? Foi em alguma data em especial? Há algum aspecto deles que você quer honrar ou um mito que você quer comemorar? Qual é o ciclo agrário da região onde você vive? (Afinal, para que celebrar a colheita da uva se na sua terra a vinha ainda nem amadureceu, ou celebrar a festa das flores quando seu jardim está encoberto pela neve?) O que os festivais antigos representavam? Como você obter o mesmo efeito sem ter centenas de pessoas para entrar numa procissão ou uma hecatombe de bois para oferecer a Zeus ou uma estátua enorme de Atena para costurar um “peplos” ou um porto de onde seguir em um cortejo náutico? Há várias coisas que se pode fazer com os recursos limitados. (tradução de Alexandra Nikasios, texto integral&amp;nbsp;&lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/o-que-e/para-quem-esta-comecando"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Como o próprio Sannion aponta, o problema aqui questionado não é tão somente (ou principalmente) uma questão que deva ser resolvida por toda a comunidade, mas, acredito eu, uma reflexão fundamental. O culto heróico era tão importante quanto aquele dedicado aos deuses, e como deixa entender o autor, a coerência entre o que se faz e o que se acredita é muito significativa. O que os festivais representam, quais os símbolos que me tocam? Religião não é, no caso do Hellenismos, um problema de fé, mas sim de lógica. Como diz a&amp;nbsp;&lt;a href="http://sofalex.blogspot.com/"&gt;Alexandra Nikasios&lt;/a&gt;&amp;nbsp;num texto recente, religião não tem a ver com fé, mas sim com lógica. Acreditamos em algo porque isso para nós é lógico. É lógico para mim haver em qualquer conflito duas partes distintas, a estratégia e a violência, mas que estão em constante interação e interdependência, talvez por terem a mesma origem, que é a busca por manter a ordem, e a isso eu chamo de Zeus, pai dos deuses e dos homens, e Ares e Athena, seus filhos, cada um com suas responsabilidades e papéis nesse processo. Receber bem um estrangeiro (e entenda-se aqui qualquer pessoa de fora da casa, não necessariamente a alguém de outro país) porque isso para mim, além de um dever religioso, é natural ao ser humano: a solidariedade, o saber acolher, esmo em tempos tão difíceis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando aos heróis? Qual o lugar deles no mundo moderno, ou modalizando a questão, quais os heróis do mundo moderno ? Eles estão no nosso mundo? Gandhi, Tiradentes e tantos outros homens e mulheres que mudaram não só a história do Brasil, mas as histórias estaduais têm algum espaço na nossa vida religiosa? Qual ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8620196340225625335?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8620196340225625335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/civismo-mundo-moderno-e-o-culto-dos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8620196340225625335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8620196340225625335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/civismo-mundo-moderno-e-o-culto-dos.html' title='Civismo, Mundo Moderno e o Culto dos Heróis'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZE2-CqFE7R0/TaYiJkPI4uI/AAAAAAAAAi4/f1tkbBl7W8Q/s72-c/minotaur-theseus-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-7561340982615428292</id><published>2011-04-13T14:34:00.001-07:00</published><updated>2011-04-13T14:34:34.075-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Modernos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros Autores'/><title type='text'>Poema para Juliano o Apóstata</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;No tempo dos deuses tudo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;era simples como eles&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;e natural e humano&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;e eles reinavam no mundo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;Mas veio um deus usurpador e único&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;e tornou o mundo incompreensível&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;porque o seu reino não era deste mundo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;E até hoje ninguém soube por que ele expulsou&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;os outros deuses&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;e ficou reinando sozinho&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;e fez todos os homens pecarem&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;- coisas que eles jamais haviam feito antes –&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;porque pecar com inocência não é pecar...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;E os homens conheceram o terror maravilhoso do pecado&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;-e assim o novo deus lhes trouxe uma volúpia nova.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;- Mário Quintana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-7561340982615428292?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/7561340982615428292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/poema-para-juliano-o-apostata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7561340982615428292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7561340982615428292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/04/poema-para-juliano-o-apostata.html' title='Poema para Juliano o Apóstata'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5833004132490139328</id><published>2011-03-23T13:59:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T13:59:19.159-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reconstrucionismo'/><title type='text'>Breve considerações sobre a história do Hellenismos e dos Reconstrucionismos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento reconstrucionista em todas as suas ramificações tem sua origem nos anos 1970 como uma fragmentação do então super crescente movimento wiccano (ou wiccaniano) nos Estados Unidos e Europa. Uma parte deste movimento insatisfeita com o nível intelectual dos adeptos da Wicca, além do questionamento de alguns aspectos desta começou a nortear suas práticas religiosas de acordo com as informações históricas que se tinha até então. O termo começa a ser usado no sentido que lhe é mais comum por Margot Adler no livro 'Drawing Down The Moon", para referir-se aquelas pessoas que dentro dos movimentos pagãos da época tinham alguma inclinação, ou de fato vinculavam-se a alguma religião histórica, ou seja, às religiões étnicas de matriz européias, a exemplo da celta, grega, romana e nórdicas. Hoje o termo é teve seu campo de signifcação expandido e dentro do movimento religioso enquadrou-se novas religiões de matriz não européia, a exemplo da egípcia como o movimento Kemetista, além da fragmentação das próprias religiões étnicas de acordo com o culto, no caso por exemplo do reconstrucionismo da religião grega, há além do Hellenismos, que se preocupa com o culto das divindades gregas do período homérico até o ano da morte de Alexandre o Grande, em 323 AEC, e o movimento Alexandrino, que incorpora o culto helênico a partir da sua fusão com &amp;nbsp;as práticas relgiosas egípcias e o sincretismo resultante dessa mistura. De sua proposição, nos anos 1970 até a criação de um movimento reconstrucionista helênico passaram-se quase vinte e cinco anos, sendo concretizado de fato com a fundação do Supremo Conselho dos Gentis Helenos (YSEE) em 1997, hoje o maior e mais atuante grupo com esse orientação no mundo..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5833004132490139328?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5833004132490139328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/03/breve-consideracoes-sobre-historia-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5833004132490139328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5833004132490139328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/03/breve-consideracoes-sobre-historia-do.html' title='Breve considerações sobre a história do Hellenismos e dos Reconstrucionismos'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5872642531347177346</id><published>2011-02-15T15:09:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T15:09:19.096-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>Kalé Anthesteria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Kalé Anthesteria ton pan hellenoi!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, finalmente é chegado os dias de Anthesteria! Dioniso volta à superfície depois de sua hibernada no mundo de Hades. As mênades cantam e rodopiam sua volta, com barulho e bebedeira. As flores irrompem o solo, é chegada a estação da vida. Não vou me repetir em explicações sobre as Anthesterias pois isto já foi feito em vários lugares como na página oficial do&amp;nbsp;&lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/festivais/anthesterion-xanthikos"&gt;RHB&lt;/a&gt;, então minha proposta aqui é apenas apresentar um modelo simplificado de celebração para este festival que é sem dúvida um dos maiores do calendário helênico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EX1Kd5_XUvs/TVsHLgD2g6I/AAAAAAAAAgY/ZEbDkQTWmkI/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-EX1Kd5_XUvs/TVsHLgD2g6I/AAAAAAAAAgY/ZEbDkQTWmkI/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1° Dia - Pythoi (a abertura dos jarros)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pythoi são os jarros onde o vinho é guardado para ser fermentado. É no primeiro dia das Anthesteria que eles são abertos. Então a minha sugestão é o seguinte: Providencie uma quartinha ( se você não sabe o que é isto, clique &lt;a href="http://www.caxias.rs.gov.br/urbal/_upload/obra_70.JPG"&gt;aqui &lt;/a&gt;para ver a imagem). Essa quartinha pode ser decorada com motivos que te remetam à data. A imagem de culto pode ser uma &amp;nbsp;estátua ou uma máscara, particularmente eu prefiro as máscaras devido à importância das mênades e sátiros nesse festival.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Feito isso você pode fazer uma espécie de procissão, ou caso o espaço seja pequeno ou você não tenha privacidade para rondar o lugar, podes ficar circumbulando o espaço onde o altar está montado. Uma parte do vinho pode ser ofertado misturado com água, conforme ensinado por Dioniso aos gregos. Caso você tenha liberdade, você também pode fazer bastante barulho, ou tocar uma música "extasiática" (como &lt;i&gt;The Bacchia Dance of Nymphe, do Daemonia Nymphe&lt;/i&gt;) semelhante às mênades tentando acordar Dioniso do seu sono no Hades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2° Dia - Khoé &amp;nbsp;(Festa dos Cântaros)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo é o dia da festa dos &amp;nbsp;Khoés, vasos enormes contendo vinho que é ofertado à Dioniso em libação. Antes de tudo, os altares da casa devem ser cobertos durante esses três dias de celebração, então pegue um pano e os cubra. Em seguida você pode criar um altar alternativo, temporário, para Ele num lugar não comum de sua casa, já que na antiguidade esse festival era celebrado no tempo de Dioniso Lenaios, na saída da cidade próximo ao pântano. Esse dia marca a libertação daquilo que separa mundo dos mortos e mundo dos vivos, sendo assim é comum que fantasmas possam aparecer, como forma de prevenção os gregos passavam piche nas portas e mascavam ramos de arbusto durante o período das manhãs. Uma alternativa que tenho usado nos últimos festivais é marcar as portas sumo de folhas de parreira e também mascar algumas durante a manhã. Uma celebração com amigos é sempre bem vinda e crianças também podem participar, seja você lhes dando presentes ou suco de uva com um pouco de vinho. Guirlandas podem ser confeccionadas e depois ofertadas no altar temporário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3° Dia - Khytroi&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;(Festa dos potes)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a celebração do Hiero gamos de Dioniso e Ariadne, que durante o festival é feito através das núpcias da mulher mais importante da cidade com um homem escolhido que se coloca mascarado como Dioniso. Nos dias atuais podemos celebrá-lo recontando de alguma forma o mito de Dioniso e Ariadne,&amp;nbsp;seja pela leitura, encenação, pintura ou escrita, música...Danças são feitas em torno da máscara do altar, e brincar de balanço relembrando a história de Erígone também são atividades que podem ser incorporada. Outra celebração &amp;nbsp; importante deste dia é a festa da Hydrophoria, onde acontece a procissão das carregadoras de água, recontanto o mito do Dilúvio, no final a água era libada em uma fenda da terra. Sugiro que um buraco seja feito na terra e lá a água seja ofertada..&amp;nbsp;Neste dia também se faz a refeição dos mortos; uma refeição especialmente preparada com vegetais cozidos e mel é oferecida para os mortos e Hermes Pyscopompe, acontecendo após isso o banimento dos mortos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5872642531347177346?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5872642531347177346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/02/kale-anthesteria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5872642531347177346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5872642531347177346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/02/kale-anthesteria.html' title='Kalé Anthesteria'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EX1Kd5_XUvs/TVsHLgD2g6I/AAAAAAAAAgY/ZEbDkQTWmkI/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8182166600382975712</id><published>2011-02-01T11:20:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T11:23:03.580-08:00</updated><title type='text'>Meme #4 e #29- Pensar e fazer: o lugar da ortopraxia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos males da religiosidade moderna é a sua própria crise. Acredito eu que após os conflitos mundiais do último século o homem, especialmente o homem ocidental, tomou consciência da sua animalidade e mais ainda de seu potencial destrutivo. O momento posterior a isso foi uma tentativa de revitalização da fé, o que não foi suficiente talvez porque os fatos eram alarmantes demais para serem esquecidos, ou confortados com os modelos de fé que prevaleciam até então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maior consequência do pós-guerra para a humanidade foi a descrença. Todavia, como já diz a música do Pato Fu 'as pessoas tem que acreditar em forças invisíveis para fazer o bem' e é sob esse ponto de vista que surgem organismos internacionais responsáveis para manter a ordem e a paz mundial. Mas, retornando à questão religiosa, é após a segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria que se inicia uma onda de 'espiritualização', de forma mais abrangente e expressiva nos anos 1960 e 1970.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aversão a ordem social comum é tomada como uma forma de ressignificar o mundo para devolvê-lo a sua 'natureza selvagem' e aqui nasce o grande dilema da religiosade contemporânea que é a espiritualidade. Há os que vem essas duas como a mesma coisa e outros que como distintas, eu particularmente acredito que ambas estejam tão estritamente interligadas que se confundem, mas nem por isso são a mesma coisa. Como reconstrucionista não posso negligenciar a importância que uma religião organizada exerce em minha vida e como esta é importante. Todavia a espiritualidade é justamente a aversão a essa ordem que é necessária a uma religião; ela constitui-se justamente da escolha do indivíduo por orienta-se daquilo que lhe é pertinente em dado momento da sua vida, o que não é até certo ponto errado, afinal, tudo é uma escolha. Mas há um momento em que estas escolhas tornam-se um gesto de egoísmo e aproveitamente, e esse momento é quando nossas escolhas tomam por princípio único nosso favorecimento. Ora, isso é negligência com a ordem natural das coisas, afinal, nem sempre o que queremos é o certo ou o possível de acontecer. E é esse meu entrave com esse tal espiritualidade banalizada do mundo pós-moderno.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Religião e ética estão profundamente conectadas. Como já disse o Sannion, se religão é fazer a coisa certa para os deuses, ética é fazer a coisa certa para os outros, e não há aqui nenhum gesto de subserviência a que se possa ter medo, pelo contrário, aqui encontramos refletivos um valor fundamental dos princípios helênicos: a reciprocidade - a Kháris.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro da própria Kháris encontro uma diferença substancial que sustena o Hellenismos enquando crença passível de mudar o mundo: a ortopraxia, ou seja, a disponibilidade para fazer a coisa certa. Isso implica mais ou menos em dizer o seguinte: não nos interessa mais o que você acredita do que o que você faz. Pode parecer uma diferença pequena, mas é essa uma distinção fundamental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então a mensagem é curta e grossa, sem gugu-dadá: verdade em vossos corações e força em vossos braços. Seu trabalho e dedicação para com os deuses diz mais do seu sentimento do que ignorar qualquer coisa por esta parecer pequena demais. O menor abraço cotidiano é maior do que o maior festival milenar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8182166600382975712?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8182166600382975712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/02/meme-4-e-29-pensar-e-fazer-o-lugar-da.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8182166600382975712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8182166600382975712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2011/02/meme-4-e-29-pensar-e-fazer-o-lugar-da.html' title='Meme #4 e #29- Pensar e fazer: o lugar da ortopraxia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5195336517596455755</id><published>2010-12-29T11:13:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T11:13:51.713-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30 Dias de Helenismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MEme'/><title type='text'>#3 e #4 30 Dias de Helenismo - Rapidinhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;#3 - Nem só de mito vive um homem&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa será uma apreciação breve tendo em vista que o que se pretende dizer aqui já foi exposto e retomando várias vezes nas colocações aqui apresentadas. Qual o lugar da mitologia no Hellenismos? Respondo: importante, mas não fundamental.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é difícil encontrar quem pense que a mitologia grega é a religião grega, coisa que sabemos não é verdade. O Hellenismos é uma religião não dogmática, sendo assim não podemos apontar qualquer livro ou mito que seja como o certo a ser seguido como livro de Leis, e tampouco que há uma interpretação certa para tal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme aponta Kérenyi em seu ensaio sobre Dioniso, nem todo mito tem a função cultual/religiosa. Há mitos fundadores e mitos didáticos criados e contados pelos gregos para fins diversos, desde o ensino, a formação moral, o exercício religioso entre outros. No entanto a questão que se pretende apresentar aqui é que a base das práticas religiosas do Hellenismos não estão sobre a mitologia, ou sobre uma ortodoxia, mas sim sobre práticas cotidianas a que se chama ortodoxia. O lugar que o mito assume é como fonte de explicação para os deuses, suas características e histórias entendendo a diversidade de informações (muitas vezes divergentes) sobre estes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;#4 - A Importância de um contexto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso o contexto como uma questão cruciel para o desenvolvimento de qualquer religiosidade reconstrucionista, mas qu no entanto vem sido neglicienciada nestas comunidades dada a falta de material apontando para uma reflexão desta categoria. O que se pretende dizer pode ser uma idéia a priori já sabida, mas que de tão sabida acaba sendo esquecida ou negligenciada por parte dos adeptos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando o reconstrucionismos como uma operação de transporte e resgate de valores, práticas e ideias acredito ser fundamental para uma compreensão de tais aspectos um estudo e entendimento do contexto em que se desenvolveram essas ideias, bem como a compreensão do contexto para o qual tudo isso será levado. É mais usual enxergamos o lado do antigo e&amp;nbsp; pontuarmos a complexidade e a diversidade dos contextos envolvendo os gregos antigos e nos esquecermos de contrapor isto ao nosso modo de vida contemporâneo afim de se construir uma visão sobre como se dá ou daria essa transposição cronológico-cultural, ao meu ver é por falta de reflexões dessa espécie que discussões como o sacrifício, o sofrimento, o pós-morte, o sacerdócio e o dever de cada um nesse jogo todo ainda nos são tão problemáticos e cheios de tabus.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia a tarefa a que me proponho não é responder a essa reflexão, mas apenas provocar um olhar mais demorado sobre esta problemática para discutí-la em comunidade oponto visões e experiências.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5195336517596455755?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5195336517596455755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/12/3-e-4-30-dias-de-helenismo-rapidinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5195336517596455755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5195336517596455755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/12/3-e-4-30-dias-de-helenismo-rapidinhas.html' title='#3 e #4 30 Dias de Helenismo - Rapidinhas'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3938908625215640690</id><published>2010-11-21T16:33:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T13:45:49.585-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Modernos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>Na ocasião da festa das flores</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;És tu que transbordas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;enche de sonhos o meu sono&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;e dá vinho à minha taça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É o mar longe, não distante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Que traz toda bênção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todo líquido germinado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todo riso recusado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E todo grito estourado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Que vem com as flores&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E estas mulheres que&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;de pura fé correm ao frio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;com seus pés desnudados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;perfurando o frio, rompendo o gelo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&amp;nbsp;cantando teu retorno, o fim de tua morte&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Acorda Backós, é chegado o regresso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;devolve ao túmulo as Queres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;trazes vida e vinho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;instaurado e regressado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;completamente restaurado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ao meu corpo junto ao teu inebriado&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;devolve o sopro à carcaça estática, Backós&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 13.5pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;poema devocional para Dionso&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3938908625215640690?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3938908625215640690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/na-ocasiao-da-festa-das-flores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3938908625215640690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3938908625215640690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/na-ocasiao-da-festa-das-flores.html' title='Na ocasião da festa das flores'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2393404723293965570</id><published>2010-11-21T16:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T16:34:24.960-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30 Dias de Helenismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sacerdócio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Problemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religiosidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MEme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reconstrucionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>#2 e #27 - 30 Dias de Hellenismos - História e Comunidade</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A questão que coloco a debater é a seguinte: como construir uma tradição sem um percurso histórico? É possível? Qual a posição e os problemas do reconstrucionismo helênico nesse movimento de volta às antigas práticas religiosas ?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O que observo é que nos últimos anos o movimento neopagão vem se subdividindo numa série de organizações, separadas muitas vezes por apenas questões de afinidade na liderança, e que costumeiramente se chama "tradição"... e essas são inúmeras.&amp;nbsp;Mas o que é uma tradição?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Reconheço uma tradição como um conjunto de práticas sociais executadas por uma comunidade e que tem como objetivo a perpetuação de certas práticas ou idéias sociaios que são importantes para esse grupo, sendo essas mesmas práticas, herdadas de outros membros mais antigos da comunidade. No entanto, para que essa tradição possa se estabelecer &amp;nbsp;é fundamental o tempo, ou mais precisamente o 'longo tempo', que permite que essa determinada comunidade possa construir e legitimar essa tradição.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;É esse o elemento fundamental das religiões pagãs, porém também um dos seus grandes problemas. Como um dado grupo que tem muitas vezes pouco menos de década de existência pode legitimar-se como tradição? Como e quais os elementos que definem essa tradição e a diferencia das demais ?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TOm12B151CI/AAAAAAAAAfw/DIzOWKC2DJo/s1600/gregos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TOm12B151CI/AAAAAAAAAfw/DIzOWKC2DJo/s1600/gregos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não tenho resposta para essas perguntas, mas como questionador que sou, acredito que sejam estas perguntas que qualquer adepto de uma religião pagã contemporânea deve fazer-se para contribuir com a legitimidade e reconhecimento de sua orientação religiosa como algo sério. Religião não remete unicamente à práticas cultuais, mas essencialmente a uma vivência dessa religiosidade; religião é antes de tudo experiência do sagrado compartilhado, vida em comunidade, independente das fronteiras geográficas. O que caracteriza uma prática cultual no contexto religioso é uma relação de pertinência e reconhecimento que esta estabelece em relação a algo superior que se partilha com uma comunidade. Não existe religião sem comunidade; isso seria apenas uma crença pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Mas qual a relação do reconstrucionismo com essa necessidade de ancestralidade, de tradição? Sem dúvida a mesma que a das demais religões pagãs, porém, como religião étnica que é, temos um legado histórico, especialmente o Hellenismos que é religião de um povo que tem um impacto profundo sobre a vida ocidental. Porém não estamos isentos das preocupações de qualquer outro grupo religioso, mas temos este problema num nível diferenciado: enquanto as expressões mais novas do movimento pagão procuram construir sua identidade religiosa com base em práticas que lhe são convenientes e necessárias, o esforço do Hellenismos é &amp;nbsp; &amp;nbsp;o de dar continuidade a uma tradição em certa medida interrompida. Em certa medida, isso é fácil, acontece que o problema é maior; vivemos num mundo diferente. Aos moldes do Pierre Menard de Borges, nosso problema não é ser politeísta helênico reconstrucionista nos tempos de politeísmo helênico, mas ser politeísta helênico reconstrucionista nos dias de hoje.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Como reconectar nossa visão do mundo com um mundo que hoje é sensivelmente diferente, apesar de nas suas bases similares à Grécia Antiga ?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Não bastasse ainda esse problema, coloco mais uma questão: toda comunidade requer uma organização, como reconhecer a legitimidade de sacerdotes e sacerdotisas que se perpetuam pelo meio neopagão sem qualquer instrução necessária, baseados apenas em leituras, ou&amp;nbsp;&lt;i&gt;pior&lt;/i&gt;, intuições pessoais? Que impactos provocaria isso sobre uma comunidade pagã? Pode-se falar numa comunidade pagã ?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2393404723293965570?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2393404723293965570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/2-e-27-30-dias-de-hellenismos-porque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2393404723293965570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2393404723293965570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/2-e-27-30-dias-de-hellenismos-porque.html' title='#2 e #27 - 30 Dias de Hellenismos - História e Comunidade'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TOm12B151CI/AAAAAAAAAfw/DIzOWKC2DJo/s72-c/gregos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-7563877935851753886</id><published>2010-11-07T10:40:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T10:48:24.191-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notas rápidas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Receitas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortopraxia'/><title type='text'>Nota rápida - Moda e Crenças Religiosas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TNbxJ-M7zsI/AAAAAAAAAfs/px376-30L-E/s1600/Imagem+772.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TNbxJ-M7zsI/AAAAAAAAAfs/px376-30L-E/s320/Imagem+772.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferente da idade média, a vaidade na Grécia não era condenável. Dierente disso estar bonita, independente da sua condição física era prova da sua disposição em tornar-se uma pessoa melhor. Mas moda não é o tema principal desse post, ela é apenas um ponto de partida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão numerosos quantos os oráculos são as superstições na Grécia antiga. Era muito comum entre os gregos usar símbolos de proteção, a exemplo de fitas coloridas nos tornozelos e jóias nos pulsos. Essa é uma idéia que tenho adotado nos últimos tempos e que eu gostaria de compartilhar. Primeira vez que me veio a idéia foi durante a Thargelia deste ano quando me deu na teia de usar duas fitas que havia usado durante a celebração como um símbolo d'Eles&amp;nbsp; (Ártemis e Apolo) como símbolo de proteção. Então dediquei repidamente as fitas molhando-as em água lustral e as coloquei no braço (vide foto no nício do texco). Recentemente tenho usado também uma fita vermelha pra Hermes pra afastar o olho gordo e qualquer idéia ou coisa que se volte contra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos lá, tenho procedido de modo muito simples: depois de comprar a fita, acendo a vela pra Héstia e preparao uma bacia com khernips,&amp;nbsp; em seguida faço uma rápida dedicação aos deuses a quem a fita é direcionada, em seguida molhando-as na água ou salpicando a água sobre elas, logo depois ponho onde quero e uso normalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O período de tempo tem variado, se uso para algum evento específico, como uma entrevista ou prova, uso-a apenas durante aquele dia, ou se é para algum festival durante o festival, ou por semanas... meses, enfim.. depende da proposta a que vc se propõe. Também tenho costumado escrever o nome dos deuses&amp;nbsp; em grego nas fitas, ou pequenas preces como no caso de Hermes "leva-me por bons caminhos, sempre rápido e veloz filho de Zeus e Maia", mas você também pode inserir epítetos e/ou símbolos relacionados a eles. A cor da fita em geral se relaciona à cor mais usada para o deus, como púrpura pra Zeus e Dioniso, azul pra Atena, turquesa pra Afrodite, branco pra Hera e Héstia... mais sobre os símbolos e cores, bem como os epítetos&amp;nbsp; você pode ver &lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/tabelas"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso você queira misturar fitas você pode fazê-las trançadas, como eu fiz na foto, mas é bom que se tome cuidado pra não misturar deuses que não se dão muito bem entre si. Caso você queria fazer isso e os deuses estejam nessa condição, algo que podes fazer é usá-las em braços/mãos, tornozelos/pés fdiferentes.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-7563877935851753886?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/7563877935851753886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/nota-rapida-moda-e-crencas-religiosas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7563877935851753886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7563877935851753886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/nota-rapida-moda-e-crencas-religiosas.html' title='Nota rápida - Moda e Crenças Religiosas'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TNbxJ-M7zsI/AAAAAAAAAfs/px376-30L-E/s72-c/Imagem+772.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-7405485011988413361</id><published>2010-11-07T10:11:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T10:11:53.958-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30 Dias de Helenismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MEme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>#1 - 30 Dias de Hellenismos -  Hellenismos: Por que não ?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TNbpBWJSq7I/AAAAAAAAAfo/GdpIQuay1oc/s1600/Imagem+777.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TNbpBWJSq7I/AAAAAAAAAfo/GdpIQuay1oc/s400/Imagem+777.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é muito difícil encontrar alguém por aí que logo após perguntar de sua orientação religiosa te pergunta "o que é isso"&amp;nbsp; e logo em seguida "por quê você escolheu isso" ? Acredito que a orientação religiosa de uma pessoa não é só uma orientação, e da mesma forma não é só uma escolha. Mas pode ser os dois: além de uma orientação uma escolha, e é isso que defendo pra minha vida, pro meu caso.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Por que você escolheu isso', essa&amp;nbsp; é uma pergunta fundamental e que precisa ser discutida. Honestamente suspeito de qualquer resposta que, considerando as circuntâncias gerais em que vivemos, hoje responda que é politeísta helênica desde criança, ou que desde sempre seguiu esse caminho vendo coisas extraordinárias e por aí vai... como se a orientação religiosa fosse uma coisa sempre consciente e como se por não ser cristão você fosse dotado de poderes mais que outros não têm. Na verdade, todos sabemos, as coisas em qualquer lugar não são assim. Acreditamos em coisas diferentes, muitas vezes, mas ainda somos pessoas com as mesmas condições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada instituição religiosa elabora para si uma visão de mundo de acordo com os ideais que esta defende; não há uma forma certa para ver o mundo, mas cada um se reconhece numa ou outra forma de exergar o mundo,e a visão de mundo que mais me é familiar é esta que encontro no politeísmo helênico.&amp;nbsp; Se alguém me pergunta porque eu escolhi o politeísmo helênico respondo que eu assumi o politeísmo como orientação e escolhi vivênciá-lo, mas a pergunta persiste: 'mas por quê?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas por quê não, digo eu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que o mundo atual tem medo da ordem, mas busca por ela, aliás, pela segurança que ela proporciona, sem o entanto abrir mão da falsa liberdade a que temos direito.&amp;nbsp; O mundo moderno abriu mão de qualquer religião institucionalizada em favor de pequenos gestos que visam apenas pedir quando necessário, sem que houvesse qualquer necessidade ou responsabilidade por devolver algo em troca. A religião perdeu espaço para a espiritualidade, e valores fundamentais que se controem em sociedade vão-se fragmentando nos desejos pessoais de cada um; não há mais a troca, compartilhamento, apenas a barganha. coisas que anteriormente se resolvima pela vivência, pela aprendizafgem coletiva do homem com os deuses foram trocadas por fórmulas nas quais qualquer um pede pra qualquer um. Não que o homem seja incapaz de resolver seus probelas sozinhos, pelo contrário, sempre podemos inverter o jogo da história, mas a que preço? Seriam os meus desejos particulares mais importantes que uma comunidade? Que valores norteiam as minhas escolhas pessoais e as escolhas do grupo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp; no Hellenismos que encontro fundamento para muitas das minhas crenças pessoais sobre a vida e sobre a função de uma religião:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - O valor do homem e sua relação com o divino&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Incentivo ao desenvolvimento pessoal físico, moral e ético;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 - Vivência em comunidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 - Ideais de nobreza e respeito pela diferença, bem como o acolhimento desta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 - Crença numa beleza que se faz pelo sensível ultrapassando o visível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim... são muitos os motivos... tantos que não vejo necessidade de mencionar todos aqui, até por que, como leito, acho que nosso objetivo é procurarmos as nossas respostas, tendo por base as experiências pessoais e as experiências de pessoas que compartilham de ieéias semelhantes e opostas às suas, mas não conhecer as respostas dos outros como se elas devessem ser as suas. Mas e você que me lê,&amp;nbsp; por que está aqui ? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-7405485011988413361?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/7405485011988413361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/1-30-dias-de-hellenismos-hellenismos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7405485011988413361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7405485011988413361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/11/1-30-dias-de-hellenismos-hellenismos.html' title='#1 - 30 Dias de Hellenismos -  Hellenismos: Por que não ?'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TNbpBWJSq7I/AAAAAAAAAfo/GdpIQuay1oc/s72-c/Imagem+777.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6335397082260847988</id><published>2010-10-04T14:17:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T14:22:12.341-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30 Dias de Helenismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MEme'/><title type='text'>Meme - 30 Dias de Helenismo</title><content type='html'>Copiando a idéia da Filhote de Lua publicado no &lt;a href="http://depoisdadanca.blogspot.com/"&gt;Depois da Dança&lt;/a&gt; e já inspirado&amp;nbsp; na proposta do ofThespiae proponho aqui um meme, a que a Filhote chama de '30 Dias de Helenismos' , ou 30-Day Paganism, que consiste na abordagem de diversos temas do universo religioso que nos cabe, ou seja, no nosso, 30 postagens sobre o Politeísmo Helênico.&amp;nbsp; Como já disse a Filhote, são 30 postagens, não necessariamente 30 dias, mas me esforçarei para postar ao menos a cada dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis meu esquema para as trinta postagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1° Postagem&lt;/b&gt;: Hellenismos, por que não ?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2° Postagem&lt;/b&gt;: Porque tudo tem história&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3° Postagem&lt;/b&gt;: Nem só de mito vive um homem&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4° Postagem&lt;/b&gt;: Da importância de um contexto&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5° Postagem&lt;/b&gt;: Pensar e fazer: o lugar da ortopraxia&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6° Postagem&lt;/b&gt;: Ritualistica: entre o ideal e o possível&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7° Postagem&lt;/b&gt;: Problemas antigos, soluções modernas&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8° Postagem&lt;/b&gt;: O lugar do homem&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9° Postagem&lt;/b&gt;:&amp;nbsp; Encarando a morte - parte I - O mito como resposta&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10° Postagem&lt;/b&gt;: Encarando a morte - parte 2 - Moîra&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11° Postagem&lt;/b&gt;: Encarando a morte - parte 3 - A (possibilidade) da alma&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12° Postagem&lt;/b&gt;: A necessidade de um herói&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13° Postagem&lt;/b&gt;: Da Política sem Aristóteles&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14° Postagem&lt;/b&gt;: Hýbris&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15° Postagem&lt;/b&gt;: Novas e Velhas Idéias sobre Miasma&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16° Postagem&lt;/b&gt;: As Musas, ou o Lugar da Inspiração na Religião Étnica&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17° Postagem&lt;/b&gt;: De como roubar a sorte, ou uma conversa sobre Hermes&lt;br /&gt;&lt;b&gt;18° Postagem&lt;/b&gt;: Os deuses e a Moralidade&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19° Postagem&lt;/b&gt;: Algumas considerações sobre religião e estética&lt;br /&gt;&lt;b&gt;20° Postagem&lt;/b&gt;: Fé?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;21° Postagem&lt;/b&gt;: Daemons&lt;br /&gt;&lt;b&gt;22°Postagem&lt;/b&gt;: Agathos Daemon&lt;br /&gt;&lt;b&gt;23° Postagem&lt;/b&gt;: Mântica: um estudo da possibilidade&lt;br /&gt;&lt;b&gt;24° Postagem&lt;/b&gt;: Velhos Tempos, Novos Oráculos&lt;br /&gt;&lt;b&gt;25° Postagem&lt;/b&gt;: Solón e Delfos: uma proposta ética&lt;br /&gt;&lt;b&gt;26° Postagem&lt;/b&gt;:&amp;nbsp; Religiosidade e Criatividade&lt;br /&gt;&lt;b&gt;27° Postagem&lt;/b&gt;: O lugar da comunidade&lt;br /&gt;&lt;b&gt;28° Postagem&lt;/b&gt;: Filia, o lugar da amizade na Religiosidade Helênica&lt;br /&gt;&lt;b&gt;29° Postagem&lt;/b&gt;: Kháris&lt;br /&gt;&lt;b&gt;30° Postagem&lt;/b&gt;: O que se há por dizer, o que ha por fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o destino é incerto, é provável que no decorrer do processo alguma temática seja alterada pela emergência ou necessidade de se falar no tema. Mas desde já agradeço a todos e os incentivo a também participarem do movimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6335397082260847988?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6335397082260847988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/10/meme-30-dias-de-helenismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6335397082260847988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6335397082260847988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/10/meme-30-dias-de-helenismo.html' title='Meme - 30 Dias de Helenismo'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6699123345642556110</id><published>2010-10-02T15:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T16:13:21.675-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Militância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Problemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reconstrucionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História Grega'/><title type='text'>Senta aí que vamos falar sobre sexo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é um blog sobre religiosidade helênica sim, só que religião não é um sistema social isolado do resto da vida. Essa visão que nós aprendemos na escola das coisas, tudo muito marcado, tudo muito distinto e separado é muito diferente da nossa realidade. Religião, política, sexo, humor, tradições, ética... são coisas que estão completametne interrelacionadas a tal ponto que qualquer uma delas poderia falar sobre as demais sem qualquer problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas do que sexo, pretendo aqui falar um pouco sobre sexualidade e questões políticas que costuram essas temáticas: sexo, sexualidade, orientação sexual, religiosidade, estado de direitos, estética.. E isso tudo porque me incomoda profundamente essa visão que perambula pelo mundo da sexualidade helênica da antiguidade como&amp;nbsp; uma verdadeira orgia (no sentido vulgar do termo), uma putaria geral, onde todo mundo era gay e todo mundo comia todo mundo. Os de coração fraco que me perdoem, mas creio que os leitores desse blog são pessoas inteligentes e bem resolvidas, e sendo assim, usarei do palavreado que me convier, quando achar necessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra início de conversa, a sexualidade grega é bem mais complexa e bem mais diversa do que se pensa; enquanto se fala muito da questão homoafetiva ou pederastia, na concepção histórica do termo, esquecemos muitos outros elementos que são fundamentais, a exemplo das concepções de amor, da amizade, do casamento, do sexo como profissão e como "castigo"...&amp;nbsp; que eu pretendo abordar nesse breve espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um argumento que eu uso muito, ams que é fundamental na concepção de toda produção cultura lgregas:o fato de que a antiga Hélada, a nossa Grécia, não era um estado unificado, um país ou uma nação no conceito moderno, mas sim um agregado de cidade-estados, com uma estrutura cultural e política distinta e com aspectos religiosos e linguísticos que apesar de apresentarem um núcleo semelhante, também apresentavam variações de um lugar para outro,mas que os unia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é o caso de se dizer que não haveria uma única forma de entender a sexualidade, pelo simples fato dela se manifestar segundo aspectos culturais que eram diversificados e por pessoas das mais diferentes origens em constante interrelação. Mas o que podemos abordar são os aspectos gerais dessa sexualidade, vez por outra apontando aspectos específicos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecemos pelo amor... amor não era (e ainda assim não é) uma condição fundamental para o sexo ou para o casamento na Grécia arcaica e clássica. Fazia-se sexo por puro desejo, ou por amor, ou por vontade, ou por necessidade. O casamento nesse contexto funda-se essecialmente com uma instituição de aspecto político e social, mas não necessariamente afetivo. O casamento em grande parte das polieis era uma forma de se ter filhos autênticos gerados por cidadãos, e assim garantir a continuidada da vida em comunidade, das frátrias. E considerando esses aspectos, são muitos comuns os festivais que visam por um lado, reconhecer esses filhos autênticos, legítimos, prepará-los e inseri-los para a vida na comunidade, mas também há os festivais que têm como objetivo acolher e dar o mínimo de assistência aos&amp;nbsp; filhos bastardos, frutos de casamentos não possíveis ou ilegítimos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois se por um lado o casamento era unicamente um acordo, por outro havia sim o sexo visto como uma atividade prazerosa (alguns a condenando&amp;nbsp; e outros a glorificando).&amp;nbsp; Assim aparecem as figuras das hetarias e pornoi/pornai; personagens fundamentais para a compreensão da sexualidade grega. A prostituição é listada entre os gregos como uma profissão como qualquer outra, existindo não só prostitutas mulheres, como homens também, conforme aparecem representadas por diversos autores como por exemplo aparecem nios diálogos de Sócrates, ou nos textos de Estrabão e nas peças de Xenofontes. É preciso também que se faça uma rápida distinção entre as pornai e as hetarias. As pornais geralmente eram escravas ou cativas de guerra; eram as prostitutas mais baratas que em muitos casos ficavam sob a tutela de um proxenata em pequenos albergues que na altura da antiguidade eram chamados de pornoboskós, algo como um prostíbulo. Já as hetarias eram mulheres independentes, muitas vezes com certo conhecimento de épica, filosofia, ginástica ou gramática, bem como tocadoras de instrumentos, e que na hierarquia social eram bem mais reconhecidas e valorizadas. A história menciona inúmeras hetarias famosas, como por exemplo Aspasia, que foi amante de Péricles, Teodota e Finés, sendo esta última modelo de Praxtíteles para a Afrodite Cnido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TKetLCQVOeI/AAAAAAAAAcc/wQ2q-qkK1yw/s1600/imagem2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TKetLCQVOeI/AAAAAAAAAcc/wQ2q-qkK1yw/s200/imagem2.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A prostituição masculina existia, sendo requisitada por homens e mulheres, porém há poucos registros para esse fato, sendo a mais conhecida aquela feita por Xenofontes na peça Pluto. Além da prostituição masculina, outro fato nesse universo pouco registrado, mas que se tem conhecimento é a prostituição sagrada. Em suma, o que se sabe é que alguns templos, em especial os templo de Afrodite em colônias distantes e o de Corinto albergava inúmeras prostitutas, sendo inclusive reconhecido a oferta feita por um cidadão chamando Xenofonte (não o trágico) que ao vencer as provas de pantatlo e corrida darante os Jogos Olímpicos fez o aferta de cem mulheres para o templo de Afrodite em Corinto.&amp;nbsp; Outra questão relevante no estudo da sexualidade helênica é a estética. Aos primeiros olhares, quem analisa as representações de prostitutas e até mesmos de pessoas comuns da Grécia Antiga, inclusive em&amp;nbsp; algumas estátuas, pode deparar-se com padrões de beleza destoantes da beleza clássica defendida pelos gregos. Nesse caso é preciso que se compreenda a beleza como um produto histórico. Cada cultura elabora para si padrões de beleza que lhe são convenientes e que corroboram com as suas crenças. É dessa forma que hoje em dia temos um padrão de beleza que circula o andrógino, a alguns anos a magreza feminina, já durante a Renascença a gordura aparece como ideal de beleza e da mesma forma na Pré-História, bem como durante à Idade Clássica, criou-se a idéia de belo como equilíbrio nas proporções (e até mesmo no espírito, na inteligência e na alma, segundo alguns).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão da homossexualidade é ainda mais polêmica. É recorrente o pensamento de que na Grécia clássica a homossexualidade era comum, porém eu sou do partido que só se pode classificar aquilo que é possível, e se pensarmos que definições como 'heterossexualidade', 'homossexualidade' foram criados por volta do século XIX... XX e termos como 'bissexualidade' e 'pansexualidade' serem mais recentes ainda não se pode dizer que os gregos fossem gays ou heterossexuais ou bissexuais que fosse, visto que esse sistema de classificação não caberia ou seria adequado historicamente. Podemos sim mencionar que havia o predomínio de certo padrão, mas nem isso pode ser atestado como verdade absoluta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Pederastia, que mais uma vez caiu no censo cumum e acabou por perder todo seu campo de signifgicação primitava, passando a palavra designar o abuso de crianças por adultos do mesmo sexo, e a própria idéia de pederastia em homossexualidade, quando na verdade não é bem assim. A Pederastia aparece na história Grega como um sistema de apóio à educação. A partir de certa idade um jovem cidadão poderia ser "adotado" por outro mais velho, a fim de que este ensinasse artes militares, a vida em sociedade, hábitos masculinos entre outros, podendo-se até mencionar a atividade sexual. Nesse ponto não se pode determinar se havia ou não relacionamentos sexuais, por mais natural que isso possa parecer, pois em algumas cidades há leis que proíbem o abuso do menor, o eromenos. Há ainda registros de que a posição passiva durante o ato sexual era vista como uma redução do vigor masculino, sendo um grande insulto ser chamado como "frouxo", "folgado" em termos correspondentes aos dialetos locais. Porém, eu sugiro que esses xingamentos sejam vistos de outra forma, não como uma degradação do ato sexual, valorizando ou menosprezando a posição de um ou outro parceiro, mas sim como um xingamento necessário para que não se exponha a intimidade do casal. Se considerarmos que Hera, a deusa do casamento era uma deusa intimamente relacionada ao decoro, expor as relações sexuais do casal, era um erro que não caberia, e que merecia sim, punição.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TKex1gUMKEI/AAAAAAAAAco/WMZqwu8xM_M/s1600/800px-Symposiumnorthwall.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TKex1gUMKEI/AAAAAAAAAco/WMZqwu8xM_M/s640/800px-Symposiumnorthwall.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já do outro lado dessas correntes, era possível em algumas cidades da Grécia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, algumas em termos explícitos, outras não. Na antiguidade havia verdadeiras competições por alguns eromenos. Para algumas famílias, era até conveniente que o seu filho tivesse relações com um erastes de alto prestígio, visando assim a ascedência desse. Alguns historiadores afirmam que o aspecto estético da pederastia era muito frequente, mas era essencialmente uma instituição social, fundamental, de modo que, segundo Platão, era algo que diferenciava os gregos dos bárbaros. Ainda sobre a pederastia, é preciso que se diga, sendo alguns historiadores, é uma instituição que ultrapassou os limites da Grécia, sendo encontrados indícios não só no mundo helênico, mas em diversas partes do mundo antigo e fora dele,&amp;nbsp; a exemplo da Coréia, Japão, China e no próprio Oriente Médio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra questão de grande confusão é a homossexualidade feminina. Em geral, o idel grego de mulher era marcado por um certo decoro doméstico. As ruas não eram lugar para uma mulher "decente", e quando casada, pouco se permitia que fosse além de sua casa, sendo ela a responsável pela manutenção da mesma e do cuidado da família. O acesso à educação era restrito, sendo em algums polieis muito comum, enquanto em outras um grande tabu. Basta que se mencione o caso de Sapho de Lesvos, que não se sabe ao certo, tinha grande afeição por suas alunas a ponto de ter relações sexuais com elas. Mas como o lado "sujo" de todao história acaba sendo o que ganha mais destaque, acabou-se por identificar Lesvos como a ilha das lésbicas, vindo o próprio termo do nome da ilha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se pode dizer hoje em dia, sobre o a homossexualidade e sobre o casamento, é que cada pessoa tem total responsabilidade sobre suas escolhas, obedecendo a certos padroes éticos, que no nosso casos incluem as Máximas Délficas e os conselhos de Solón. Sendo o casamento uma instituição religiosa, cabe à cada organização definir se ele seria ou não possível dentro de suas crenças. Já com relação aos direitos civís para a união civil reconhecida, é algo que está para além do campo religioso, o que deve-se diver como uma grande vantagem, visto que a grande maioria das instituições religiosas que são maioria do mundo contemporâneo são contra a união civil homoafetiva. Já com relação às mulheres, o que defemos é o pleno exercício de seus direitos e a igualdade de condições para homens e mulheres, de todas as etnias e idades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É evidente que há uma série de outros temas que não foram abordados no pequeno espaço desse artigo, até porque não seria possível, mas o que se pretendeu aqui foi fazer uma breve explanação história e um posicionamento de geral de minhas opiniões, que de certo modo confluenm com as opiniões do movimento reconstrucionista helênico no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Crédito das Imagens:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - relevo de moeda expondo Afrodite de Cnido, de Praxíteles&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Afresco mostrando erastei e eromenoi num Symposium do século V AEC&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Recomendações de Leituras&lt;/b&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amor, Sexo e Casamento na Grécia Antiga, Nikolaos Vrissimtzis ( Ed. Odysseus)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/ritos-de-passagem/casamento-ontem-e-hoje"&gt;Casamento Ontem e Hoje (por YSEE, &lt;i&gt;traduzido por Alexandra Nikasios) &lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6699123345642556110?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6699123345642556110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/10/senta-ai-que-vamos-falar-sobre-sexo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6699123345642556110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6699123345642556110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/10/senta-ai-que-vamos-falar-sobre-sexo.html' title='Senta aí que vamos falar sobre sexo'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TKetLCQVOeI/AAAAAAAAAcc/wQ2q-qkK1yw/s72-c/imagem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5655122297246532300</id><published>2010-09-04T09:05:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T09:05:12.659-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><title type='text'>Polieus/Polias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.greeka.com/members/user_images/kinglui/580_25_0292b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" ox="true" src="http://www.greeka.com/members/user_images/kinglui/580_25_0292b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Santuário de Zeus Polieus, em Atenas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é novidade que as discussões políticas envolvendo o reconstrucionismo religioso é frequente neste espaço, e agora não vai ser diferente. Há algum tempo já venho me quesitionado sobre um fator muito particular e na religiosidade helênica que foi incorporado posteriormente por outros cultos, até mesmo o o catolicismo cristão, que&amp;nbsp;é a função do Polieus (ou Polias para o feminino), o deus da pólis, da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na antiguidade este desempenhava um papel fundamental, sendo ele o guardião da cidade, responsável pela manutenção das leis e da ordem local, bem como o símbolo representativo da pólis. Vale lembrar que diferente das demais religiões "pagãs" que tinham um centro cultual muito mais voltado para a agricultura e para o pastoril, a religão grega era fundamentalmetne urbana. O culto agrarário era sim presente e tão importante quanto, mas apresentava-se em consonância com esse culto urbano, cívil, no qual toda a comunidade se envolvia. Em Atenas o culto de Athena Polias é evidente, pois é Ela por exclência a deusa do burgo, como já dizia o Walter Otto, assim como destacam-se o culto de Ares em Esparta,&amp;nbsp;Deméter e Perséphone em Eleusis, Posídon em Corinto, Hera em Argos, Zeus em Olímpia entre muitos outros casos. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fico me perguntando seriamente e sem encontrar muitas respostas como resolver esse problema do patron(o/a) da cidade, do Polieus ou Polias em um contexto tão simultâneo&amp;nbsp; diverso e similar como é o nosso caso no Brasil. Muitas vezes confesso ser inclinado a uma tentativa de sincretismo que não me agrada e conciliar a idéia da Nossa Senhora Aparecida como uma divindade helênica; outrora tentando fazer associações de meses do ano com&amp;nbsp;o calendário helênico na busca de uma compatibilidade, mapas astrológicos então, foram quase uma dezena. Talvez por eu ser o único praticante do Hellenismos na minha cidade fique mais fácil descobrir, afinal, só haverá eu mesmo pra me contradizer... seria Hermes por causa do mês de Agosto, ou com com Hera, devido à semelhança com a padroeira cristã da cidade, Nossa Senhoa das Neves... mas enfim, acredito que não seja essa a resposta. Não seremos nós a escolher o noso padroeira, mas facilmente eles nos escolherim, mas quem nos escolheu ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é que fico sem solução, me questionando e procurando por respostas que não chegarão com facilidade, ou tão cedo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5655122297246532300?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5655122297246532300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/09/polieuspolias.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5655122297246532300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5655122297246532300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/09/polieuspolias.html' title='Polieus/Polias'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5573468409066859526</id><published>2010-08-27T14:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T14:30:05.818-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><title type='text'>Celebração Coletiva da Dikhomenia com o Thyrsos da Grécia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; width: 480px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed height="360" src="http://w821.photobucket.com/pbwidget.swf?pbwurl=http%3A%2F%2Fw821.photobucket.com%2Falbums%2Fzz137%2Fthyrsos%2F20100824Selene%2Fa74122e0.pbw" type="application/x-shockwave-flash" width="480" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/slideshows" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://pic.photobucket.com/slideshows/btn.gif" style="border-width: 0pt; float: left;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://s821.photobucket.com/albums/zz137/thyrsos/20100824Selene/?action=view&amp;amp;current=a74122e0.pbw" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://pic.photobucket.com/slideshows/btn_viewallimages.gif" style="border-width: 0pt; float: left;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5573468409066859526?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5573468409066859526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/08/celebracao-coletiva-da-dikhomenia-com-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5573468409066859526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5573468409066859526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/08/celebracao-coletiva-da-dikhomenia-com-o.html' title='Celebração Coletiva da Dikhomenia com o Thyrsos da Grécia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8926617831925087128</id><published>2010-07-11T07:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T07:51:07.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortopraxia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calendário'/><title type='text'>Calendário - Ekatomabion</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começa ao pôr-do-Sol desta segunda-feira, 12 de Julho do ano civil, o mês de Ekatombaion, no calendário Helênico, e consequentemente&amp;nbsp;a celebração&amp;nbsp;ano novo ateniense, marcando o início&amp;nbsp;2° ano das 697°Olimpíadas. Como forma de comememoração durante este ano sempre ao início de cada mês divulgaremos sempre um calendário personalizado&amp;nbsp;com as festividades de cada&amp;nbsp;mês. Para fazer o download e imprimir, clique &lt;a href="http://www.4shared.com/document/rFk1OAkL/calendrio_Ekatombaion.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&amp;nbsp;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TDnXsITTCGI/AAAAAAAAAbU/ZWmndHX1tHg/s1600/Ekatombaion_2_697.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TDnXsITTCGI/AAAAAAAAAbU/ZWmndHX1tHg/s400/Ekatombaion_2_697.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;clique na imagem para ampliar&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Como cai no dia da Noumenia, a celebração de ano novo geralmente é bem semelhante. Há uma limpeza da casa, flores são depositadas nos altares, junto com ofertas e pedidos. Você também pode aproveitar o dia pra fazer uma faxina especial na casa, limpando-a para receber os ventos do novo ano, fazendo votos de agradecimento e retribuição aos seus deuses patronos, aos Ktheios Theoi (deuses da casa) e também ao seu Agathos Daimon. Também é um bom momento para convidar os amigos e fazer um simposyum, um banquete ou refeição compartilhada com eles e com os deuses. Enfim, &lt;em&gt;kaló neo étôs, oloi sas,&amp;nbsp;Élênes&lt;/em&gt; (Bom ano novo, todos vocês, Helenos)!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8926617831925087128?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8926617831925087128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/07/calendario-ekatomabion.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8926617831925087128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8926617831925087128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/07/calendario-ekatomabion.html' title='Calendário - Ekatomabion'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/TDnXsITTCGI/AAAAAAAAAbU/ZWmndHX1tHg/s72-c/Ekatombaion_2_697.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8824664777594294181</id><published>2010-07-11T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T06:57:22.290-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notas rápidas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Notas Rápidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;strong&gt;Criatividade&lt;/strong&gt;: Tenho visto com certa preocupação uma bipolaridade entre os adeptos do Hellenismos, particularmente na sua versão reconstruída. De um lado temos os pseudo-ortodoxos, labutando por fazer tudo conforme indicado e sugerido nas suas leituras ou nas recomendações dos membros mais experientes da comunidade; e do lado extremo oposto os pseudo-libertários, igualmente labutando, porém&amp;nbsp;por fazer tudo da forma como acreditam ser a certa, em nome de suposta mensagens de guias ou seja lá o que seja. Acredito que ambos os casos sejam vítimas da falta de criatividade, emais ainda de bom senso. É bom que fique nítido que por mais que busquemos uma coerência com as prátivas cultuais gregas antigas, vivemos em um momento histórico diferente, marcado por exigências distintas daquelas da Antiguidade. Sendo assim, é possível fazer escolhas por um caminho do meio, conciliando suas idéias sobre como as coisas aconteciam (como sempre, baseando-se em fontes confiáveis), porém fazendo um link com aquilo que pra você é significativo no contexto em que você vive. Eu diria que o fator que mais contribuiu para que a antiga Hélada fosse tudo aquilo que acreditamos e significou para o mundo foi sua receptividade, essa Xenia que permitiu ao povo grego receber e estar disposto a aprender com o diferente, pelo diferente e na adversidade; ou seja, é o confronto com pontos de vista diferente que nos faz crescer. Os cultos antigos não foram os mesmos o tempo todo. Eles foram adaptando-se e crescendo de acordo com as demandas da sociedade daquela época. Não&amp;nbsp;acredito que o ideal seria pararmos no tempo. Uma reconstrução religiosa como o Hellenismos está pautada na continuidade das práticas religiosas, não na sua estagnação ou o puro resgate estático para um novo contexto sócio-histórico. Porém não basta chamarmos por nomes de antigos deuses e fazermos aquilo que bem entendermos sem que exista entre esses dois lados uma relação mínima e necessária de coerência com aquilo que se sabe deles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;strong&gt;Preconceito&lt;/strong&gt;. Preconceito religioso não é só quando alguém da (suposta) maioria te exclui ou te ridiculariza ou coloca em descrença porque você pertence a uma minoria religiosa. Preconceito é quando você que é de uma suposta minoria religiosa desrespeita outra pessoa, seja qual for a orientação religiosa dela. Toda expressão religiosa está pautada em princípios éticos, e mesmo não podendo responder pelas demais,&amp;nbsp; acredito que haja uma máxima semelhante de que toda escolha deve ser respeitada, assim como todo indivíduo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Religião e Religiosidade&lt;/strong&gt; - Não confundam as coisas. Religião é um fator social; ninguém constrói religião sozinho. O que caracteriza uma certa religião é a junção de uma comunidade em torno do culto de algo a que se determina sagrado. Quando você diz que "na minha religião &lt;strong&gt;NÓS&lt;/strong&gt; fazemos assim...." está se referindo a uma postura adotada por seu grupo, então muito cuidado! Já religiosidade se refere a forma como cada indivíduo se relaciona com a religião. Aí sim você tem abertuda pra mostrar seus pontos de vista, como já fiz aqui e em outros momentos. " Na minha religião geralmente se faz assim, &lt;strong&gt;PORÉM&lt;/strong&gt; eu faço assim.. X faz dessa forma e Y ainda diz que fez dessa forma..." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8824664777594294181?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8824664777594294181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/07/notas-rapidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8824664777594294181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8824664777594294181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/07/notas-rapidas.html' title='Notas Rápidas'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-502545531634692309</id><published>2010-06-14T14:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T14:52:13.158-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arrephoria'/><title type='text'>Arrephoria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/atena7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" qu="true" src="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/atena7.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A Arrephoria é um dos festivais em honra de Athena que precedem a Panathenéia (Seu aniversário) e relembra o mito da descoberta de Erictônio, o pseudo-filho de Athena, pelas sacerdotizas filhas de Kekrops, o&amp;nbsp;governante de Atenas.&amp;nbsp;A deusa&amp;nbsp;confiou-lhas&amp;nbsp;o dever de guardá-Lo sem que Ele fosse descoberto, mas não resistindo a curiosidade duas das sacerdotizas abriram o cesto para ver o que estava ali dentro e ao verem Erictônio como homem-serpente não aguentaram a visão aterradora e precipataram-se de Acrópole morrendo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Pseudo-Apolodoro em sua biblioteca narra no volume 3 de sua Bibliotheca o evento da seguinte maneira:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;"Alguns dizem que Erictônio é o filho de Hefesto e da ninfa Átis, filha de Cranus, e outros dizem que Ele é filho de Hefesto e Athena, nascido da seguinte maneira: Athena foi até Hefesto com o desejo de forjar algumas armas, mas ele, após ter sido abandonado por Afrodite, apaixonou-se por Athena, e persegui-a, tendo Ela conseguido escapar dos seus abraços. Então quando finalmente tentou chegar aproximar-se d'Ela, barulhento que era, tentou-a agarrá-la, mas Ela, Virgem que era, esquivou-se do abraço tendo o sêmem d'Ele com a divina semente caído sobre a perna da Deusa. Desgostosa, varreu-a de sua perna com uma&amp;nbsp;lã e jogou-a no chão, indo embora em seguida. A lã no chão fez escorrer a semente até a terra que fertilizada fez nascer Erictônio.&amp;nbsp; Athena trouxe-o desconhecido aos deuses e&amp;nbsp;desejosa de fazê-lo imortal,o depositado em um baú, deixou-o sob a tutela de Pandrosos e suas&amp;nbsp;irmãs, todas filhas de Kekrops,&amp;nbsp;ordenando-lhas que não abrissem a arca. Mas as irmãs de Pandrosos por curiosidade abriram-no&amp;nbsp;e viram a serpente enrolada sobre o bebê, Segundo alguns, elas foram destruídas pela serpente, mas outros também dizem que elas foram levadas à loucura pela ira de Athena e atiraram-se da Acrópole. Tendo sido criado por Athena em seu recinto, Erictônio expulsou Amphikttyon e tornou-se Rei de &amp;nbsp;Atenas; também construiu a imagem de Athenas na Acrópole e instituiu o festival das Panathenéias.¹&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O festival é comemorado no terceiro dia do mês de Skirophorium, que tem seu nome de um festival também dedicado a Ela, a Skirophoria. Durante o festival as arrephoroi, duas sacerdotizas que supostamente passaram o ano no templo de Athena Polias, a guardiã da cidade. Durante um ritual noturno e secreto a Sacerdotiza de Athena entregava às jovens um pacote secreto, daí o seu nome "arrephoroi', aquelas que levam as coisas não dita, portadoras daquilo que não deve ser dito; então elas o levam por caminhos secretos até o santuário de Afrodite, nos jardins trazendo outro de volta. Marcando após isso a sua subtituição no serviço em favor de duas outras jovens garotas também na mesma faixa etária, segundo alguns autores, entre 7 e 11 anos.&amp;nbsp; Era comum durante o festival a oferta de oliveira, bem como também pode-se supor, do orvalho da oliveira, já que o festival também atendia pelo nome de Ersephoria (carregando orvalho, segundo Alexandra Nikasios). &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Sugiro aqui um ritual para adaptação bem simples, consistindo basicamente de uma oferta e libações.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;- Prepare o altar, onde além do material habitual como velas, incensos, símbolos e recipientes pra receber ofertas e libações você pode colocar imagens de Athena e também de Afrodite.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.mansfield.edu/~art/Papyrus2GeoffreyBeadlea_picture_of_women_weaving_in_th_files/image001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qu="true" src="http://www.mansfield.edu/~art/Papyrus2GeoffreyBeadlea_picture_of_women_weaving_in_th_files/image001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;- Purifique o local com água lustral. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;- A &lt;a href="http://sofalex.blogspot.com/"&gt;Álex&lt;/a&gt;&amp;nbsp;sugere que antes do rito em &amp;nbsp;uma caixa ou baú você deposite uma oferta, dispondo a caixa após isso sobre o altar. Eu sugiro que como oferta um bracelete em forma de serpente, ou algo relacionado à serpentes, já que ele simbolizará Erictônio, o Homem-Serpente. - Como de costume, acenda a vala do altar e recite o hino Homérico para Héstia. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;- Então faça uma pequena prece de abertura para Athena honrando-o com os epitetos que possa haver relação com o mito de Erictônio. Aqui também pode ser feita uma prece a Athena. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;- Jogue um punhado de cevada (aveia ou cerveja também podem ser usadas, caso você não tenha ou encontre cevada) sobre a caixa com o presente e sobre sua oferta propriamente dita, que a Álex sugere como sendo um pastel de queijo, mas também podem ser oliveira, figos; lã ou flores como o lírio e o gerênio, além de outras ervas aromáticas. E maçãs, frutas, doces ou &amp;nbsp;romã para Afrodite. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;- Após isso faça uma dedicação daquilo que está sendo ofertado como sendo para Athena; pode ser algo como 'para ti, Athena, deusa orvalhada de olhos de coruja..." o mesmo para Afrodite&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;- Então retire as partes dedicadas à Athena e à Héstia, e também a Afrodite. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;- Após a oferta segue-se a libação, onde você honrará Athena como Ela aparece no mito. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tudo que aqui está em tua honra, ó Atena&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;para ti, Atena, Toda Orvalhada&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Providente e&amp;nbsp;Protetora da Cidade&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A ti, Senhora Parthénos kai Mater&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;He Theós Hefaistia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Khalkioikos, moradora da casa de broze reluzente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Óh Stenias, exfaristo para polý&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;recebe o que eu te oferto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;com dedicação e em respeito de todo&amp;nbsp;coração, honra e espírito&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Algo semelhante pode ser feito para Afrodite, honrando-a como a Estrela Matutina, a responsável pelo orvalho. A libação pode ser feita com água mineral, ou caso haja possibilidade água de chuva ou orvalho que deve ser colhido anteriormente. Outra alternativa talvez seja a água com pétalas de rosas ou folha de oliveira &amp;nbsp;decantada no dia anterior. Após isso você pode pegar a caixinha com o presente para Athena e escondê-la. até a Panathenéia no próximo mês. Uma última libação é feita em horna de Héstia e encerra-se com uma prece final de agradecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;_______________&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;¹ - minha tradução &lt;a href="http://www.theoi.com/Olympios/AthenaMyths.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-502545531634692309?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/502545531634692309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/06/arrephoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/502545531634692309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/502545531634692309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/06/arrephoria.html' title='Arrephoria'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-1202720878439290387</id><published>2010-06-05T17:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T17:19:39.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Militância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Problemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religiosidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reconstrucionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>da Liberdade Religiosa na Grécia Hoje</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos meses a Grécia vem ganhando as páginas dos jornais devido à crise européia , mas longe de ser a única, não é apenas a economia que vem se mostrando um problema no país que é o berço da civilização ocidental e a que a maioria dos possíveis leitores deste ensaio se voltam no que se refere a religiosidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje do pouco mais de 10 milhões de habitantes, a Grécia tem cerca de 100 mil pessoas que se declaram como politeísta (dados de 2005), o que é algo em torno de 2% da população do pais. Nesse conjunto de 100 mil pessoas, cerca de 2 mil são adeptas do Helenismo na sua vertente reconstrucionista, e as 98 mil restantes são adeptas de outras formas de politeísmo étnico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com&amp;nbsp; Vasilios Makrides, professor de teologia da Universidade de Atenas, a revitalização do culto politeísta na Grécia é vista por parte da Igreja Ortodoxa com muita suspeita.&amp;nbsp; No livro "&lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=kKOY5NsekfkC&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;dq=Vasilios+Makrides&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=mMcdfQBwEY&amp;amp;sig=B6hAGNooMPYan_GsM_8ul-rNHUM&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=894KTIWgIYaSuAew3-yVCw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=2&amp;amp;ved=0CBsQ6AEwAQ#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false"&gt; Hellenic Temples and Christian Churches: A Concisious History of Religious Culture of Greece from the Antiquity to The Present&lt;/a&gt;" o autor faz um vasto estudo da cultura religiosa da Grécia desde os primórdios de sua civilização até os dias atuais, mencionando inclusive&amp;nbsp;os conflitos relgiosos entre politeístas e ortodoxos, e orotdoxos com outros grupos religiosos. Segundo o autor, os setores mais conservadores da Igreja Ortodoxa vêm analiando o avanço do politeísmo e as políticas de valorização da cultura helênica iniciadas pelo governo no final dos anos 80 e começo da décade de 1990 com um verdadeiro plano de paganização da Grécia, supondo alguns até ser isto um "projeto não oficial" de paganização, como foi apontado em alguns jornais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.ysee.gr/images/events/ANTITHEOCRACY09.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="177" src="http://www.ysee.gr/images/events/ANTITHEOCRACY09.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Vale lembrar que aqui tomamos sempre&amp;nbsp;o partido da liberdade de expressão e por consequência, da liberade de culto que nos é garantido constitucionamente pela Constituição Brasileira, porém no contexto político grego, temos estruturas diferentes. A Grécia está entre os países mais intolerenates no que se refere à religião no continente europeu, tendo inclusive sido condenada pela Comissão Européia dos Direitos Humanos pelo caso Kokkinakis. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A Constituição grega ainda está sob a tutela da Igreja Ortodoxa, conform pode-se ler no seu artigo 3°. paraágrafo primeio, que entre outras coisas menciona que o dogma da Igreja Ortodoxa passa a ser o do estado, e que ambos estão intimamente relacionados. Há o atenuante ainda de na Grécia o ministério da Educação está relacionado também ao da Religião, ou seja, além de não haver uma Estado Laico, conforme se defende nos modelos econômicos e sociais da pós-modernidade, ainda há um influente e "perigoso" relacionamento entre religião e educação que fere àquilo que está escrito na Convenção Européia de Direitos Humanos, onde pode-se ler no seu artigo 9:&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;1. Todos têm liberdade de pensamento, consciência e religião; é inerente a estes direitos a liberdade para mudar de religião ou crença, esteja o individuo só ou em comunidade, seja local público ou privado, poderá manifestar sua religiosidade poradoração, ensinamento, prática ou observância.&lt;/div&gt;2. A Liberdade para a manifestação religiosa ou de convicções pessoais só está sujeita a limitação quando previstas em Lei ou ainda quando houver ameaça à Sociedade Democrática, isto é, quando os interesses relativos à segurança pública, manutenção da ordem pública, saúde ou moralidades, bem como para a proteção dos direitos fundamentais e liberdades garantidas, estiverem ameaçados.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Não é objetivo nosso defender uns poucos que compõe a minoria politeísta, mas sim defender a liberdade de expressão que deve ser comum a todo Estado Democrático. Se os antepassados ensinaram-nos a lutar por aquilo que nos parece justo, ou como diz nas paredes dos Portais de Delfos, "Πραττε δικαια" (Pratique o que é justo); é por meio da honra de todo guerreiro em batalha, disposto a morrer por seus ideias e que jamais se curva a amoralidades que nós nos colocamos do lado daqueles que entre tantos outros revindincam o humano e inato direito do culto e da fé, seja quais forem os nomes a que se chama, respeitando os princípios de uma legislação democrática e favorável à liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &amp;nbsp;YSEE, aquela que é sem dúvida a maior organização politeísta helênica, não só em termos de membro, mas também em relevância histórica,&amp;nbsp; já que foi a primeira organização criada com o propósito de garantir o direito à liberdade relgiosa por parte dos politeístas helênicos na Grécia, noticiou através de seus membros que as celebrações abertas, que até então eram uma marca evidente do combate a esta intolerância e fechamento por parte &amp;nbsp;do governo à liberdade religiosa, o fim das celebrações devido às ações violentas de repressão e ostensivas, em favor sabe-se lá de quais ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reiteramos o que foi dito em linhas acima: não estamos aqui a defender um ou outro grupo que se sente excluído, mas sim em favor de uma liberdade que garanta a cada ser humano o mínimo direito de ACREDITAR. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-1202720878439290387?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/1202720878439290387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/06/hellenismos-um-breve-panorama-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1202720878439290387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1202720878439290387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/06/hellenismos-um-breve-panorama-do.html' title='da Liberdade Religiosa na Grécia Hoje'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5500767891874919294</id><published>2010-05-20T09:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T09:45:24.969-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ártemis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thargelia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Thargelia -</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consegui filmar um pouco da celebração do primeiro dia da Thargelia e posto aqui para vocês. A celebração ocorreu no dia 06 de Thargelion (21/05) pela manhã no Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6TfgpWO6NkE&amp;hl=pt&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6TfgpWO6NkE&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5500767891874919294?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5500767891874919294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/05/thargelia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5500767891874919294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5500767891874919294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/05/thargelia.html' title='Thargelia -'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-5988750055373709610</id><published>2010-05-14T11:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T07:38:05.683-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ártemis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thargelia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Sobre o Pharmakos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do cotexto da celebração do Thargelia que se aproxima, um elemento bem frequente e que é personagem característico da celebração é o Pharmakos. Na religiosidade grega antiga, o Pharmakos é uma espécie de bode-espiatório, um membro da comunidade, em geral um escravo ou membro em dívidas como criminosos e assasinos, usados como imã para atrair todo o miasma em momentos de crise, guerra&amp;nbsp;e pragas, por exemplo.&amp;nbsp;O objetivo do Phamakos era livrar a comunidade do miasma, e isso era feito através da expulsão do Pharmakos da cidade, onde durante esse processo eles eram apedrejados e&amp;nbsp;perseguidos. Segundo alguns historiadores havia o costume de sacrificar o Pharmakos, porém a maioria das fontes aponta para que essa teoria seja incoerente, principalmente quando tomada em consideração os relatos de Hiponax nos fragmentos sobreviventes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante&amp;nbsp;o Thargelia era costume escolher-se dois Pharmakoi para servirem como bode espiatório durante o primeiro dia de purificações do ritual. Em geral um era vestido com um colar de figos de preto e outro de branco, sendo um representativo de todos os indivíudos masculinos da comunidade e outro da parcela feminina respectividamente. Apesar do clima de ódeio que se mantia por eles, eram trato geral que eles fossem bem cuidados até o dia do ritual, quando eram vestidos com boas roupas&amp;nbsp;e soltos. Após escolhidos e soltos, no começo da noite do dia 06 de Elaphebolion, aniversário de Ártemis e primeiro dia do Thargelia, os pharmakoi eram perseguidos pela populção que lançava pedras, bulbos de cebola, alho e outros elementos que na fé popular repeliam o miasma, os maus espíritos e a má sorte que estavam retratados nos Pharmakoi. Vê-se nesses rituais uma nítida característica de catarse, conforme evidencia Walter Burkert (Greek Religion), purificando o homem e a comunidade do miasma que traz tantas pestilências. E pode-se dizer que era não apenas a catarse da comunidade, mas também dos pharmakoi que após todo o ritual eram expulsos da cidade e tidos como heróis, persoangens importantes por terem levado consigo aquilo que estava prejudicando o crescimento da comunidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Evidentemente nas nossas condições pós-modernas não podemos usar pessoas como pharmakoi, então muitos recomendam a construções de bonecos combustíveis como simulacros para esses pharmakoi. o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.portuskale.org/"&gt;Miguel&lt;/a&gt; sugere que este seja feito em papal ou papel machê, ou outro material inflamável, sendo possível a inserção de partes pessoais como unhas e cabelos; também recomenda que dentro do boneco esteja a palavra MIASMA. O pharmakoi pode ser vestido e ornamentado com figos conforme os modelos antigos, sendo após isso exposto a fim de que possa carregar-se com a energia da pessoa ou do ambiente. Durante o ritual o phamakos é purificado e queimado.&amp;nbsp; Já eu particularmente sugiro que este seja feito com argila, onde se pode inserir as mesmas coisas a desejo de quem o faz. Então ele deve uma semana antes ser exposto pela casa a fim de agregar a energia que circula por ali, sendo representativo do ambiente. No dia da celebração o boneco pode ser quebrado e enterrado ou jogado ao mar após sua purificação. A purificação pode dar-se por meio de estocadas com cebolas, alho, golpes de pedras e outras coisas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Abaixo algumas ilustrações do Pharmakos produzido por mim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img704.imageshack.us/img704/4060/img0190aj.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://img704.imageshack.us/img704/4060/img0190aj.jpg" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S_ADNrdZfaI/AAAAAAAAAZ0/3fZBx1Pd0Gc/s1600/IMG0191A.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S_ADNrdZfaI/AAAAAAAAAZ0/3fZBx1Pd0Gc/s320/IMG0191A.jpg" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-5988750055373709610?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/5988750055373709610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/05/sobre-o-pharmakos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5988750055373709610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/5988750055373709610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/05/sobre-o-pharmakos.html' title='Sobre o Pharmakos'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S_ADNrdZfaI/AAAAAAAAAZ0/3fZBx1Pd0Gc/s72-c/IMG0191A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2834118576313328049</id><published>2010-04-30T08:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T08:40:48.888-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ártemis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Danças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deusas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heróis'/><title type='text'>Mounykhia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Mounikhia é o festival que dá nome ao mês de Mounikhion, supostamente por ser dentro deste mês o festival de teor mais significativo para grande parte dos gregos antigos particularmente da região do Esparta, Atenas e Beócia, de onde se tem mais registros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.greek-gods.info/greek-gods/artemis/images/artemis-potnia-theron.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://www.greek-gods.info/greek-gods/artemis/images/artemis-potnia-theron.jpg" tt="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O festival é caracterizado pelo culto de Ártemis como deusa da Lua e Senhora dos Animais (Potnia Theron), e também em honra do herói Mounykhos. Conformo diz Suidas, Mounikhos era governante da cidade de Mounikhos, onde lá tinha seus promontórios. A cidade passava por um momento de crise, até que uma ursa apareceu e tomada pela voz da Deusa, disse aos atenienses o modo de acabar com a fome: era preciso que uma das meninas da aldeia fosse sacrificada à deusa. Ninguém se havia comprometido em fazer tal ato, até que Baros se ofereceu para tal serviço, justificando que sua família detinha as obrigações do sacerdócio. Então ele vestiu a filha e adornou-a, levando-a para o temenos e escondendo-a lá; feito isso vestiu uma cabra com as mesmas roupas e adornos e a sacrificou, como simulacro.&amp;nbsp; Suidas também mencionar que Mounikhyon era um monte em Athenas que era usado nos sacrifícios em honra de Ártemis Mounykhia. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse mito justifica grande parte das atividades desenvolvidas no festival no seu contexto antigo, em especial as encenações de meninas vestidas de saias para dançar da dança das ursas e o sacirfício da cabra para Ártemis Mounykhia. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O festival era aberto com uma procissão, como de costume na maioria dos festivais gregos. Não há registros exatos sobre como se procedia essa procissão, mas de modo geral pode-se dizer que os celebrantes faziam o percurso do templo até o local da festividade contarolando hinos e fazendo preces à Ártemis e ao herói local.&amp;nbsp; Cada pessoa levava consigo uma torta esferóide donde pequenas tochas chamadas 'dadia' eram afixadas, que seria posteriormente ofertadas à Ártemis como deusa da Lua. A estas tortas chamavam amphiphonte, que poderia ser traduzido como 'aquilo que brilha dos dois lados', que pode ser entendido por dois aspectos: o primeiro é a menção antiga de que as ofertas eram feitas quando o sol e a lua estavam ambos visíveis, e a segunda possibilidade pode ser que as dadia signifiquem o nascer e o pôr da lua.&amp;nbsp; Após isso é feito o sacrifício da cabra, notadamente uma cabra fêmea, reencenando o mito original de Baros, e dão-se início aos jogos e festividades, donde a principal competição é o da dança das meninas-urso, as Arktoi, jovens meninas que dançam vestidas em roupas curtas de cor açafrão, reencenando a dança dos ursos em homenagem à Ártemis e ao urso que profetizou a forma de acabar com a fome em Mounikhia. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adaptando o festival aos dias de hora, podemos fazer ofertas e libações para Ártemis, recitando poemas pessoais ou hinos para Ela. Não havendo possibilidade de fazermos as tortas, podemos usar biscoito, pães ou bolos em com desenho (em papel de arroz, que é uma possibilidade), ou formato de cabra.&amp;nbsp; Outra possibilidade é você se engajar em atividades relaciondas à festividade, como presentear crianças, visitar um orfanato... as possibilidades são muitas. O festival também é uma oportunidade para você começar a praticar esportes, ou repensar no sentido do heroísmo e de quem são seus ídolos e herói no mundo de hoje. Em todos os casos, as experiências são todas recompensadoras.&amp;nbsp; Bom festival a todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2834118576313328049?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2834118576313328049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/04/mounikhia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2834118576313328049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2834118576313328049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/04/mounikhia.html' title='Mounykhia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8644869575228883953</id><published>2010-04-03T08:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T08:38:42.542-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Militância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sacerdócio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Problemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>O Sacerdócio no Reconstrucionismo Helênico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma questão que tem sido levantada nos últimos tempos e com bastante reverberação pelos novos e não tão novos membros do grupo reconstrucionista helênico no Brasil é o sacerdócio. Como proceder numa prática religiosa institucionalizada se não há um dos principais elementos-guia desse processo que é o sacerdote, ou o arconte-basileus/heiroi no nosso caso ?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S7dedQl9uaI/AAAAAAAAAXg/sOmqsWg0iuA/s1600/imageATH10201211312.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S7dedQl9uaI/AAAAAAAAAXg/sOmqsWg0iuA/s320/imageATH10201211312.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A questão precisa ser analisada e repensada, fundamentalmente em sua estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada é preciso levarmos em consideração que no Brasil não somos um grupo institucionalizado, o que é algo que tenho repetido muito para possamos nos diferenciar de casos estrangeiros onde há particularidades legais e históricas, além de estruturais que propiciam este tipo de coisa. Verdade seja dita, para que haja esse tipo de coisa é preciso uma certa proximidade, e mais que isso pessoas qualificadas para exercer tais funções. Uma instituição não se mantém por boa vontade dos deuses, é preciso investimento por parte dos membros que a compõe, e no Brasil já temos um certo histórico de charlatanice que nos deixa de olhos em suspenso para esse tipo de coisa, e de fato, sempre haverá alguém para se aproveitar da fé inocente de um ou outro indivíduo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos pessoas qualificadas, sim, sem dúvida! Mas há interesse em exercer esse tipo de função num contexto social além do seu conhecimento? Essa é uma questão que também precisa ser considerada. Querendo ou não o cargo de sacerdote impõe&amp;nbsp; algumas qualidades que fazem o seu status, e com tais qualidades há bônus e encargos. Retaliações, desrespeito, injúrias já são comuns para sacerdotes de todas as religiões por parte de seus opositores, no caso das religiões étnicas não deixa de ser diferente. E aqui voltamos novamente a questão da charlatanice e dos recursos para manter tal instituição. O sacerdócio não deixa de ser um ofício, e como tal, é justo que tal sacerdote seja pago por isso,a final, ele também atende por demandas. Quem arcará com tais custos ? Como reconhecer a legitimidade de tal profissão ?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NIKASSIOS, (O Clero no Reconstrucionismo Helênico, 2007), aponta que uma das solução para o reconhecimento da legitimidade de tal classe no Hellenismos seria a criação de uma espécie de Colégio de Formação de Sacerdotes, mas para que tal caímos novamente na questão do financiamento. Porém, além do lado material , há outra esfera problemática para o reconhecimento e intitucionalização dos cultos, que é a esfera jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Constituição Brasileira no seu artigo V, parágrafo VI diz: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias." Em termos práticos isso implica dizer que qualquer pessoa tem direito de exercer a sua fé, seja ela qual seja, sendo assim, se você acredita em um deus monoteísta, numa diversidade de deuses, em um casal de deuses (duoteísta), em nenhum deus, ou que deus seria o Mestre dos Magos, da Caverna do Dragão, você tem tanto direito de culto quanto as demais opções, mas fato é que cada organização religiosa tem um corpo ritual que lhe é próprio, e tais rituais religiosos não podem estar acima da lei maior que é a constituição. No parágrafo VIII do mesmo artigo a Constituição menciona que "ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei." Mas sabemos que não é assim. O direito de expressão da sua fé acaba onde começa o meu, ou onde arbitram leis superiores (não divinas, mas de importância maior para o Estado, como o Código de Direito Civil, ou Pena, e a própria Constituição). Tomemos um exemplo: na umbanda é comum nos ritos religiosos o sacrifício animal, o que pode ser visto por alguns como uma violação das leis ambientais em alguns casos como por exemplo o sacrifício de tartarugas em ritos específicos. Mas a constituição garante a lieberdade de culto, e aí? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso do Hellenismos esse problema de coerência rito-legislação não é tão recorerrente posto que já há um certo concenso entre os organismos institucionais ou não no que tange ao respeito às leis de cada nação; além do que há outras alternativas que podem, com coerência e criatividade, serem incorporadas como substituição. Fato é que temos uma estutura legal que em muito pode ser parecer ilusória; o Brasil é supostamente um país laico, porém não é bem assim que as coisas são na prática devido à convenções&amp;nbsp; socialmente impostas e que de certa forma geram um impacto positivo na economia e que dificilmente serão deixados de lado, como é o caso dos feriados nacionais de cunho religioso (Páscoa, Dia de Nossa Senhora Aparecida); porém, há outras questões que também precisam ser repensadas e que essas sim, podem ser corrigidas, como o caso da ostentação de símbolos religiosos em locais públicos e o ensino de Formação Religiosa nas escolas públicas, que mesmo não sendo obrigatório ainda está inserido no currículo (por mais que esta contemple a diversidade religiosa; penso que cabe a cada indivíduo buscar informações sobre uma prática religiosa que lhe interesse, posto que por mais que se defenda uma suposta 'diversidade' ela nunca será atingida em seu âmbito total, dados o ressuurgimento e revivalismo de religiões étnicas, como a nossa, e a corrente de proliferação de novas entidades religiosas novas a todo instante).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltemos ao sacerdócio! Fica exposto que nas condições em que vivemos e sob as quais atuamos, uma estrutura clerical, por mais necessária que seja, precisa ser muito bem repensada, estruturada e elaborada,e isso levará algum tempo. A solução mais viável, creio eu, é a continuidade dos pequenos grupos de prática e estudo em permanente comunicação com os demais para que seja assim viável a manutenção de uma comunidade politeísta helênica brasileira. Em suas práticas pessois cada grupo pode eleger para um um representante ritual, uma espécie de sacerdote para aquele momento, o que é até natural e comum, consciente ou inconscientemente, deixando claro que para o resto da comunidade esse sacerdote não ocupará as funções que ele desempenha em seu grupo, será mais um membro, mais ativo ou relevante, não vem ao caso, da nossa ágora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Recomendações&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/artigos/o-clero-no-reconstrucionismo-helenico"&gt;O Clero no Reconstrucionismo Helênico&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/artigos/a-tolerancia-religiosa-na-grecia-antiga"&gt;A Tolerância Religiosa na Grécia Antiga&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=LMU_JAYiX3wC&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;dq=Timothy+Jay+Alexander#v=onepage&amp;amp;q=&amp;amp;f=false"&gt;A Bignner's Guide To Hellenismos &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=ekqJUZHVTzsC&amp;amp;pg=PA55&amp;amp;dq=Sacred+in+Greek+religion&amp;amp;cd=1#v=onepage&amp;amp;q=Sacred%20in%20Greek%20religion&amp;amp;f=false"&gt;Greek Religion (W.B.)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8644869575228883953?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8644869575228883953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/04/o-sacerdocio-no-reconstrucionismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8644869575228883953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8644869575228883953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/04/o-sacerdocio-no-reconstrucionismo.html' title='O Sacerdócio no Reconstrucionismo Helênico'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S7dedQl9uaI/AAAAAAAAAXg/sOmqsWg0iuA/s72-c/imageATH10201211312.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-1712410076605238172</id><published>2010-03-28T16:10:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T16:10:20.530-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>As Grandes Dionísias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do calendário das celebrações dionísiacas , a Grande Dionísas, ou Dionísias Urbanas são as mais novas dentre as festividades. Instituídas por Psístrato em Atenas, no século V AEC, em oposição à sua recente instituição, elas eram de grande importância para o desenvolvimento cultura da pólis, pois era durante esse período que aconteciam os grandes festivais de comédia e tragédia, onde Dioniso era honrado. Não só durante essa festividades aconteciam as apresentações teatrais, mas era durante esse período que os agons mais importantes aconteciam, dentro desse contexto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S6_g-FS3QMI/AAAAAAAAAXY/6QkqeZ2EBCI/s1600/dioniso.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S6_g-FS3QMI/AAAAAAAAAXY/6QkqeZ2EBCI/s200/dioniso.gif" width="116" /&gt;&lt;/a&gt;Conforme explica KERÉNYI¹, o calendário das celebrações dionisíacas em Athenas geralmente compreende o período de dezembro à março do calendário julianio; neste sentido tais celebrações (Dionísia Rural, Lenéia e Anthésteria) representam o ciclo de morte e ressurgimento da vida vegetal. Conforme explica MOERBECK²," o&lt;i&gt; vinho tem papel particular nessas festas. É assaz importante relembrar que, a relação de poder que envolve o mito de Dioniso em Atenas, mas também a própria produção das tragédias, está intimamente ligada ao fazer político, desde antes do período clássico".&amp;nbsp; &lt;/i&gt;O vinho não é só um produto comercial, mas sim um mecanismo de intercâmbio entre a vida cultural e política das polieis, sendo a religião e os cultos dionisíacos uma forma de representação dessa atmosfera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido,&amp;nbsp; o diferencial das Grandes Dionísias é que ela é, por assim dizer, uma criação dos cidadãos de Atenas. Uma festividade que se relaciona mais com o envolvimento do homem com o deus (notadametne Dioniso), do que ao calendário agrícola.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O festival tinha a duração de 6 dias, sendo esse período do dia 10 ao dia 15 do mês de Elaphebolion (fins ou meados de março, no calendário juliano), mas em geral começava-se com os preparativos bem antes, para assim possibilitar a montagem de cenários, contratação de atores, além do que, as obras a serem encenadas deviam submeter-se a uma espécie de conselho que avaliava sua viabilidade ou não; passando por esse conselho, iniciava-se os ensaios para as apresentações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o primeiro dia de celebrações, ocororria uma procissão ao começo da noite. A imagem de Dioniso era retirado do templo no caminho para Eleuteros ,onde eram feitos sacrifícios de touros e porcos, e junto com a imagem do deus Phallus coroado eram levadas em procissão e posteriormente era devolvida. Após a pompé, um Komos (espécie de procissão desorganizada, marcada pela bebedeira, músicas e danças) era iniciada. Após essse primeiro dia de celebrações, acontecia a apresentação dos atores e dos coros, e nos dias seguintes eram realizadas as competições (agon), sendo o último dia reservado às premiações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro das celebrações contemporâneas, podemos adaptar o ritual de modo a realizarmos atividades relacionadas ao motivo maior. É esse o período em que Dioniso é honrado como o Libertador, o Criativo, a força que derruba uma forma pré-existente a fim de criar, renovar, reabilitar para o novo. É o trágico e o cômico mesclando-se e interrelacinando-se. Algo da estrutura original pode ser mantido, como a procissão e o sacrifício (neste caso, de simulacros) em casos de grandes e médios&amp;nbsp; grupos, porém a situação de estar sozinho não exclui tal possibilidade. Além disso, pode-se fazer visitar ao teatro e cinema, compor poemas, ler textos teatrais, fazer máscaras e consagrá-las aos grandes atores e ao próprio Dioniso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;¹ , KERÉNYI, KARL, Dioniso: Imagem Arquetípica da Vida Indestrutível. São Paulo, Ed. Odysseus: 2006&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;², MOERBACK, Guilherme. As Grandes Dionísias e a Ordem Cívida na Atenas do Século V. &lt;i&gt;In:&lt;/i&gt; Revista de História, UFF, Rio de Janeiro, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-1712410076605238172?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/1712410076605238172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/03/as-grandes-dionisias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1712410076605238172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1712410076605238172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/03/as-grandes-dionisias.html' title='As Grandes Dionísias'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S6_g-FS3QMI/AAAAAAAAAXY/6QkqeZ2EBCI/s72-c/dioniso.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6017381388068226995</id><published>2010-03-28T15:21:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T15:23:09.011-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='magia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><title type='text'>Sobre a Magia e a Religião</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;"povo algum superou a magia em seu ideário representativo de maneira tão singular quanto o grego.&amp;nbsp; No mundo homérico, quer entre os homens, quer entre os deuses, a magia não tem importância alguma, e os poucos casos em que aí se mostra algum conhecimento dela evidenciam do modo mais claro o quanto ela está distante. Os deuses não praticam magia, muito embora, às vezes, o jeito como perfazem algumas de suas obras lembre a velha magia.&amp;nbsp; Tal como sua essência, seu poder não se funda na força mágica, mas no ser da natureza. "Natureza" é a grande palavra nova que o espírito grego amadurecido contrapõe à magia arcaica. E daí decorre em linha reta o caminho que leva à arte e ciência dos gregos."&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;OTTO, Walter Friederich. Os Deuses da Grécia. Trad. Ordep Serra; Editora Odysseus; São Paulo: 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6017381388068226995?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6017381388068226995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/03/sobre-magia-e-religiao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6017381388068226995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6017381388068226995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/03/sobre-magia-e-religiao.html' title='Sobre a Magia e a Religião'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-476340378813028268</id><published>2010-02-17T15:33:00.001-08:00</published><updated>2010-02-17T15:33:47.001-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mitologia'/><title type='text'>Corpo Mítico e Ritual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há uma coisa pela qual a civilização grega antiga é recordada e dita memorável é pelo seu corpo mítico. O mito é uma constante não só na vida cultural, mas também na vida política e religiosa dos povos gregos. No contexto reconstrucionista essa ferramenta não foge a regra e é um importante e instrumento de conhecimento e pesquisa. É no mito que são narradas as principais informações que temos sobre os deuses, seus aspectos, peculiaridades e culto. Porém, é preciso salientar conforma explica KERÉNY (2005) que nem todo mito é de esfera religiosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de seu uso religioso o mito também tinha um campo de atuação social e educativa. O mito poderia ser usado não só para ensinar sobre os deuses, mas também por conseqüência ensinar sobre a ordem da cidade, as funções de cada classe social, normas de comportamento e conduta, valores, o porquê das coisas. Em sua essência a palavra mito vem de mýthos, que pode ser traduzido como ‘verdade’. Sendo assim, o mito é a explicação para uma coisa de acordo com o conhecimento do homem sobre aquele determinado objeto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos dos festivais têm mitos que lhe são relacionados, ou de onde pode-se retirar uma nítida analogia. Mas nem sempre é o mito que dá origem à festividade. BURKERT analisando alguns contextos afirma que quase sempre é o rito em si que dá origem ao mito. Porém discutir esse velho questionamento de “quem veio primeiro:o ovo ou a galinha?”, ou no nosso caso, o mito e o rito, não leva alugar algum nessa reflexão sobre o papel do mito no campo religioso helênico. Pode-se fazer uma observação mais próxima e dizer que cada caso é único, ou simplesmente considerar que mito e rito são aspectos que dialogam e confluem no contexto religioso, sem qualquer dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém não podemos considerar o mito como única fonte de informação e tampouco considerá-lo como a forma mais isenta de informação sobre os deuses ou sobre os rituais religiosos. É bastante freqüente que haja mais de uma versão para um mesmo rito de acordo com a intenção daquele que o conta, nem por isso uma versão ou outra deixa de ser possível ou errônea. Isso pode ser nitidamente observado analizando o mito de Dioniso. Algumas versões dão-Lhe por mãe a princesa Sêmele, em outras versões a mãe é Persephone, unida a Zeus em forma de serpente, e em outros versões a Sua mãe também é dita como Deméter. É preciso considerar que no cenário mitológico os deuses têm aspectos que lhe são propícios, muitas vezes funcionando como símbolos para um simbolismo que é comum à sociedade, mais ou menos num sistema metonímico onde se troca o significado pelo significante. Então assim Deméter passa a ser símbolo para um determinado aspecto da vida e da natureza e Dioniso passa a ser interpretado como filho desse aspecto. Essas construções de significados podem parecer controversas, mas é preciso que se tome como parâmetro sempre o que sabemos a respeito do pensamento da época e não o pensamento ou o contexto atual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A religião está naquilo que se faz, não no que se diz” ( NIKASIOS, 2008) e no contexto da religião e religiosidade helênica, onde não há dogmas isso se faz mais presente ainda. A Odisséia, a Ilíada ou os Hinos Homéricos e Órficos são obras literárias que em muito contribuem para o conhecimento dos deuses, mas não devem ser tomadas como uma espécie de testamento dos deuses sobre o seu culto ou exercício religioso. São sim fontes de informação que em muito contribui para o conhecimento a cerca da teologia e cosmologia gregas, mas não devem ser tomadas como verdades únicas e invioláveis. Além deles há outras informações, como os registros pictóricos, papiros e outras informações frutos de pesquisas e investigações que também devem ser consideradas e respeitadas, ainda mais quando consideramos que um rito ou mito pode ser contado ou festejado de formas diferentes em uma polis ou outra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-476340378813028268?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/476340378813028268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/02/corpo-mitico-e-ritual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/476340378813028268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/476340378813028268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/02/corpo-mitico-e-ritual.html' title='Corpo Mítico e Ritual'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6848328613107941183</id><published>2010-02-11T06:40:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T06:54:49.361-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Theogamia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><title type='text'>Theogamia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S3QZkjLhteI/AAAAAAAAAUk/t1F26kada6g/s1600-h/herazeus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S3QZkjLhteI/AAAAAAAAAUk/t1F26kada6g/s320/herazeus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O mês de Gamelion é marcado em especial pelos festivais da Lenéia (celebrando o nascimento de Dioniso e as Mênades) e pelo festival de Theogamia, a celebração do hierogamos de Zeus e Hera. Esses são os dois festivais mais significativos deste mês. É bem comum no calendário grego festivais que celebram o nascimento, aniversário e casamento dos deuses, como o caso destes dois. A Lenéia é tradicionalmente festejada entre os dias 12 à 15. A Teogamia é festejado no dia 27.&amp;nbsp; A seguir algumas orientações para celebração do festival. O festival inclui celebrações não só em honra de Zeus e Hera, mas também podem ser incluídos nas celebrações deuses que tenham uma certa relação com o amor, como Afrodite e as Khárites. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1 - Preparação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- um vaso pra ofertas e libações; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- altar com ícones para Zeus, Hera, Afrodite e as Khárite;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ofertas: figos, mel, bolo de casamentom, bem casado, alianças, fotos de casais (preferencialmente você e alguém com quem se relacione), flores;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- libações: vinho, leite, mel;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- músicas: Himenayos (damoenia Nymphe); Himeneu de Safo ( Petros Taboulos); músicas contemporâneas que te lembrem alegria e casamento ('When a man loves a woman', 'Carinho" ou&amp;nbsp; 'De todas as maneiras', por exemplo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2-&amp;nbsp; Celebração&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.1 - Purificação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com a bacia de khernips circulbule o local dizendo "ekas, ekas este bebeloi" com uma possível prece a Apollon e/ou Zeus Kathatsios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.2 - A Chama&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acenda a vela no altar e recite o &lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/hinario/hestia"&gt;Hino Homérico 24&lt;/a&gt; em honra de Héstia &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.3 - Hinário&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode recitar Hinos em honra de &lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/hinario/zeus"&gt;Zeus&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://sites.google.com/site/helenismo/Home/hinario/hera"&gt;Hera&lt;/a&gt; e também de Afrodite e às Khárites, ou quaisquer outras divindades que você tenha escolhidos para honrar no contexto do festival (como Eros, Filotés ou Himen u por exemplo); você também pode ler poemas que você ou outra pessoa tenha escrito sobre eles ou que te lembrem d'Eles ou da intenção do festival. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.4 - Libações&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralelo aos hinos você pode fazer libações; ou então libar após os hinos, recitando seus epítetos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Para Ti, Hera Gamelia, do Casamento [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para tu, Hera Agrei, nascida em Argos [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ti, Hera Boophis, dos Olhos de vaca [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Hera Zygia, a que une [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti Hera, Nympheuomene, que é conduzida como noiva [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Hera Teleia, a Realizadora [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ti, HEra Leukolenos , toda armada de branco [verter uma libação]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E concede-me toda bem aventurança de tua proteção"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&amp;nbsp; Para Ti, Zeus Gamelios, do casamento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Zeus Heraios, de Hera&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Zeus Kretonegenes, nascido em Kreta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ti Zeus Basileos , o Rei&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Zeus Epidotes, sempre Generoso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Zeus Kharmon, o que se Rejubila&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ti, Zeus Ktesio, protetor das provisões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sejas Tu, Magna Olumpios, sempre o portador das boas graças!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.5 - Ofertas&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode fazer as ofertas, deixando-as sobre a tigela destinada a recebê-las, ou sobre o altar ou no chão, caso a celebração seja feita em local aberto e sem altares; você pode fazer uma dedicação da oferta, do gênero " Para vocês, Zeus e Hera Gamelios", ou algo mais elaborado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.6 - Última Libação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como de costume a última libação é sempre feita em honra de Héstia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.7 - Encerramento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O festival pode ser encerrado com umsa saudação em agradecimento pela persença dos deuses. Exemplo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" Eu vos saúdo óh Zeus e Hera Gamelion&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;todo vestido em branco e púrpura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rei e Rainha do Olimpo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado pela vossa presença. "&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Leituras Recomendadas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.hellenion.org/timotheos/theogamia.html"&gt;Ritual de Theogamia, por Thimoteos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=IHFYM-IGCO8C&amp;amp;pg=PA16&amp;amp;lpg=PA16&amp;amp;dq=Theogamia+YSEE&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=y7yb56h7t3&amp;amp;sig=-0r6-ShPTJ5kOesGndoNjGwHoyU&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=bRd0S5-TMsqKuAf6-JTICQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=2&amp;amp;ved=0CA0Q6AEwAQ#v=onepage&amp;amp;q=&amp;amp;f=false"&gt;Theogamia ( do livro 'Festivals on Attica', de Erika Simon &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.nysee.gr/photostheoyamia.html"&gt;Fotos da celebração da Theogamia no YSEE em 2008&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6848328613107941183?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6848328613107941183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/02/theogamia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6848328613107941183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6848328613107941183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2010/02/theogamia.html' title='Theogamia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/S3QZkjLhteI/AAAAAAAAAUk/t1F26kada6g/s72-c/herazeus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6047999911186446631</id><published>2009-12-31T12:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T12:08:33.496-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Altar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ritos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calendário'/><title type='text'>Rituais de fim de ano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sz0Ee55bqII/AAAAAAAAATo/HlOalAqzr-E/s1600-h/Hellenismos+_By+Th+%2852%29.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sz0Ee55bqII/AAAAAAAAATo/HlOalAqzr-E/s320/Hellenismos+_By+Th+%2852%29.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que a maioria daqueles que conhece o calendário helênico bem o sabem que o ano novo noso não é o mesmo ano novo do calendário cívil normal. Porém, uma questão interessante nessa época do ano é que ela é neutra de influências religiosas e oferece uma egrégora muito boa, sendo assim, não vejo motivos para não incorporarmos a data dentro do nosso conjunto de práticas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente faço algumas coisas específicas nesse último dia do ano e primeiro dia do próximo ano. Algumas são adaptações de antigos rituais de datas diversas, e consequentemente com simbologias diversas também; e também algumas outras que são criações pessoais, que dizem respeito à minha forma de ver e entender o culto. A seguir algumas sugestões baseado nisso:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Limpar a Frente da Casa - a frente da casa é o portal por onde as energias e os deuses entram em nosso lar. Eu vejo essa parte da casa como algo muito importante, um verdadeiro portal. Um hábito comum meu é consagrar essa parte da casa à Zeus Kthesios, o Zeus Doméstico. Eu lavo a frente da casa e as escadarias com água e sal, purificando-a e dizendo "Possas Tu, Zeus portador da égide, Kthesios, purificar e limpar minha casa, trazendo alegria, saúde e graça para toda a minha família não deixando que nenhum mal possa adentrar aqui".&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Purificação pessoal - Há vário métodos para isso, o que eu uso com mais frequência é o banho de mar, já descrito na antiguidade e usado em muitos festivais, entre eles os festivais dos Mistérios de Elêusis, como forma de purificação dos Mystai.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Limpeza da casa - isso já é um hábito comum, mas nesta data eu reforço a limpeza com uma espécie de limpeza astral. Eu geralmente acendo uma vela e incenso antes de começar, recitando o Hino Homérico para Héstia e em seguida uma prece para Zeus Kathatsios, o purificador. Em seguida eu acendo uma chama e queimo folhas de louro e outras ervas como alecrim, sálvia e canela. Então saio fumigando a casa repetindo "Hékas, Hékas Este Bebeloim". Então eu limpo o altar e a seguir começo a limpeza da casa lançando cevada e aveia pela casa. Após isso eu lavo a casa em si com água e sal, fazendo uma mistura entre aquilo que foi lançado e a água purificadora. Enquanto vou lavando eu siqgo cantando músicas que me lembrem os deuses ou vou fazendo-lhes preces de acordo com o cômodo que está sendo limpo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Purificação e limpeza do altar&amp;nbsp; - Acredito que nesse dia o altar merece uma precopação especial, então eu limpo, troco a toalha,&amp;nbsp; coloca ofertas, velas novas e incensos. Então eu fumigo o espaço com folhas de louro em chamas e em seguida coloco a imagem em seu lugar de origem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Geralmente encerro esse tipo de celebração com um minibanquete, com comidas que são repartidas entre a família e os deuses. Deixo uma pequena porção no altar seja ele fixo ou temporário e o restante é dividido entre amigos e parentes.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas são apenas algumas sugestões do conjunto de coisas que fazem parte dos meus hábitos comuns. Acredito que cada um tenha os seus próprios rituais, e quando feitos respeitando os preceitos básicos de etiqueta e com toda a honestidade para&amp;nbsp; com os deuses, não há erro, e Eles ficarão agraedecidos de suas ofertas..&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6047999911186446631?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6047999911186446631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/12/rituais-de-fim-de-ano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6047999911186446631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6047999911186446631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/12/rituais-de-fim-de-ano.html' title='Rituais de fim de ano'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sz0Ee55bqII/AAAAAAAAATo/HlOalAqzr-E/s72-c/Hellenismos+_By+Th+%2852%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-101096462539835195</id><published>2009-12-18T04:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T04:21:24.538-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Militância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><title type='text'>Além da Orientação, uma opção</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sytzll_5KeI/AAAAAAAAATI/1dOpvdBHn1I/s1600-h/YSEESOLSTICE23.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sytzll_5KeI/AAAAAAAAATI/1dOpvdBHn1I/s320/YSEESOLSTICE23.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No país do carnaval, é lema absoluto que “futebol, política e religião não se discute”. Verdade? Honestamente, creio que não, mas é provável que pessoas diferentes, por respeito ou por preguiça de pensar, concordem. Mas vejo que há aqui uma grande possibilidade de crescimento, porque em qualquer uma dessas áreas a discussão certamente tem como resultado a evolução, a melhoria nas idéias, posicionamentos, evidenciando falhas e propondo soluções. E é justamente nesse sentido que aqui nos interessa a pergunta: o que somos como somos e por que somos, enquanto proposta religiosa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente já nos deparamos com uma pergunta do tipo: ‘qual sua religião?’O que há de se responder? Grego, pagão, helenista, reconstrucionista? As respostas podem ser inúmeras, de acordo com a tradição a que você se presta, talvez por isso haja tantas dúvidas, o que de certa forma não é um erro, visto que é uma ocorrência freqüente nos adeptos de religiões históricas. Afinal, qual a necessidade de perguntar a um grego do século VII AEC qual a religião dele, se ele seguia a religião cível grega? O mesmo ocorre com celtas, gauleses, egípcios... Na antiguidade havia uma infinidade de cultos, mas todos com elos em comum entre si, principalmente nos povos politeístas. O que vemos hoje, são inúmeras instituições religiosas, a maioria delas divergentes de tão semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, no Hellenismos, são várias as denominações utilizadas, de acordo com o grupo em questão. A Hellenion, maior grupo norte-americano utiliza-se da expressão “Hellenismos”, já o YSEE, a primeira e maior organização reconstrucionista usa os termos Helenismo, Politeísmo Étnico e Tradição Helênica. Já o Ellaion usa “ Dodekatheísmo”; o Dudekatheon, Religião Helênica. Até mesmo dentro da proposta reconstrucionista há diversas opiniões. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de todas as divergências nesse e outros aspectos, o que nos interessa são os pontos em comum, que são a real maioria, visto que todas estas instituições, além de outras menores, repousam sobre princípios semelhantes, de honra e preservação das antigas tradições helênicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há uma Igreja Universal Helênica, a fé grega, mesmo na antiguidade, nunca foi unificada. Havia cultos diferentes para um mesmo deus, de acordo com a polis onde ele era honrado. Da mesma forma não podemos acreditar que hoje haveria uma única fé helênica. É preciso admitir que, mesmo dentre os reconstrucionistas, há orientações diferentes. O que é então que nos define como reconstrucionistas no politeísmo helênico?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Andrew Campbell (Old Stones, New Temples, 1998), o reconstru-cionismo helênico tem sua origem com a insatisfação com o nível cultura da então dominante Tradição Wiccana. O reconstrucionismo helênico começa a surgir por volta de 1990, sendo institucionalizado pelo YSEE (Ύπατο Συμβούλιο των Ελλήνων Εθνικών, Supremo Conselho dos Gentis Helenos) no ano de 1997, no Congresso Mundial das Religiões Étnicas. Porém, a expressão “reconstrucionismo” já havia sido utilizada antes, na década de 1970 por Isaac Bonewits, mas foi em 1979, com Margot Adler que a expressão tomou uma forma semelhante à empregada hoje. Margot foi a primeira mulher a fazer um exame detalhado das práticas pagãs da modernidade; em Drawning With The Moon (1979), ela foi empregou a expressão supostamente cunhada por Bonewits (isso porque ele mesmo não recorda-se se a expressão é sua, ou se foi um achado bibliográfico) para referir-se às pessoas que tinham como orientação religiosa alguma religião histórica. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com dados de 2005, estima-se que cerca de 2000 gregos eram adeptos ou praticantes do Reconstrucionismo Helênico. E cerca de 100 mil praticavam alguma tradição religiosa relacionada ao politeísmo helênico, entre elas o neopaganismo e o reconstrucionismo. Porém, devemos considerar que esses dados refletem apenas um panorama grego. De 2005 até hoje muita coisa mudou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-101096462539835195?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/101096462539835195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/12/alem-da-orientacao-uma-opcao_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/101096462539835195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/101096462539835195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/12/alem-da-orientacao-uma-opcao_18.html' title='Além da Orientação, uma opção'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sytzll_5KeI/AAAAAAAAATI/1dOpvdBHn1I/s72-c/YSEESOLSTICE23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8553600073045364105</id><published>2009-12-13T05:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T05:45:04.878-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros Autores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oráculos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História Grega'/><title type='text'>A fonte do poder no Oráculo de Delfos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTm7QyxqII/AAAAAAAAAR4/Uw2PfyLRges/s1600-h/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTm7QyxqII/AAAAAAAAAR4/Uw2PfyLRges/s320/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O templo de Apolo, incrustado na fascinante paisagem montanhosa de Delfos, abrigava o poderoso oráculo e era o mais importante local religioso do antigo mundo grego. Os generais buscavam conselhos do oráculo a respeito de estratégias de guerra. Os colonizadores procuravam orientação antes de suas expedições para a Itália, Espanha e África. Os cidadãos consultavam-no sobre investimentos e problemas de saúde. As recomendações do oráculo emergem de forma notável nos mitos. Quando Orestes perguntou-lhe se deveria vingar a morte de seu pai, assassinado por sua mãe, o oráculo encorajou-o. Édipo, avisado pelo oráculo de que mataria o pai e se casaria com a mãe, esforçou-se para evitar este destino, mas fracassou de forma célebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oráculo de Delfos funcionava em uma área específica, o ádito ou - área proibida -, no núcleo do templo, e por meio de uma pessoa específica, a pitonisa, escolhida para falar, como uma médium possuída, em nome de Apolo, o deus da profecia. A pitonisa era mulher, algo surpreendente se levarmos em conta a misoginia grega. E, contrastando com a maioria dos sacerdotes e sacerdotisas gregas, a pitonisa não herdava sua posição pela nobreza de seus vínculos familiares. Embora devesse ser natural de Delfos, poderia ser velha ou jovem, rica ou pobre, bem-educada ou analfabeta. Ela passava por um longo e intenso período de treinamento, assistida por uma congregação de mulheres de Delfos, que zelavam pelo eterno fogo sagrado do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Explicação Clássica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A tradição atribuída a inspiração profética do poderoso oráculo a fenômenos geológicos: uma fenda na terra, um vapor que subia dela e uma fonte de água. Há mais ou menos um século, os estudiosos rejeitaram esta explicação quando os arqueólogos, escavando o local, não encontraram qualquer sinal de fenda ou gases. Mas o antigo testemunho está bastante difundido e provém de várias fontes: historiadores como Plínio e Diodoro, filósofos como Platão, os poetas Ésquilo e Cícero, o geógrafo Estrabão, o escritor e viajante Pausânias e até mesmo um sacerdote de Apolo que serviu em Delfos, o famoso ensaísta e biógrafo Plutarco.Estrabão (64 a.C.- 25 d.C.) escreveu: "Eles dizem que a sede do oráculo é uma profunda gruta oculta na terra, com uma estreita abertura por onde sobe um pneuma (gás, vapor, respiração, daí as nossas palavras - pneumático - e - pneumonia -) que produz a possessão divina. Um trípode é colocado em cima desta fenda e, sentada nele, a pitonisa inala o vapor e profetiza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plutarco (46-120 d.C.) deixou um extenso testemunho sobre o funcionamento do oráculo. Descreveu as relações entre o deus, a mulher e o gás, comparando Apolo a um músico, a mulher a seu instrumento e o pneuma ao plectro, com o qual ele a tocava para fazê-la falar. Plutarco enfatizou que o pneuma era apenas um elemento que desencadeava o processo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A única representação da sacerdotisa, ou pitonisa, de Delfos, da época em que o oráculo estava ativo, mostra a câmara de teto baixo e a pitonisa sentada em um trípode. Em uma das mãos ela segura um ramo de louro (a árvore sagrada de Apolo); na outra ela segura uma taça contendo, provavelmente, água proveniente de uma fonte e que penetrava, borbulhando, na câmara, trazendo consigo gases que levavam a um estado de transe. Esta cena mitológica mostra o rei Egeu de Atenas consultando a primeira pitonisa, Têmis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTnWOUOuVI/AAAAAAAAASA/KkGuqWh87CM/s1600-h/2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTnWOUOuVI/AAAAAAAAASA/KkGuqWh87CM/s320/2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A peça foi feita por um oleiro ateniense em torno de 440 a.C&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, era o treinamento prévio e a purificação (que incluía, certamente, a abstinência sexual e, possivelmente, o jejum) da mulher escolhida que a tornavam sensível à exposição ao pneuma. Uma pessoa comum poderia sentir o cheiro do gás sem entrar em transe oracular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plutarco também relatou algumas características físicas do pneuma. Seu cheiro assemelhava-se ao de um delicado perfume. Era emitido, - como se viesse de uma fonte -, no ádito em que a pitonisa estava acomodada, mas os sacerdotes e as pessoas que iam consultá-la podiam, em algumas ocasiões, sentir o aroma na antecâmara onde aguardavam as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pneuma podia surgir como um gás livre, ou na água. Na época de Plutarco, a emissão tornara-se fraca e irregular, o que causara, em sua opinião, o enfraquecimento da influência do oráculo de Delfos nos assuntos do mundo. Ele sugeriu que, ou a essência vital esgotara-se, ou que intensas chuvas a diluíram. Ou, ainda, que um terremoto havia mais de 4 séculos bloqueara, em parte, esse escoamento. Talvez, considerou, o vapor tivesse encontrado uma nova passagem. As teorias de Plutarco sobre a redução da emissão deixam claro que ele localizava sua origem numa rocha abaixo do templo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um viajante da geração seguinte, Pausânias, ecoa a menção de Plutarco ao surgimento do pneuma na água. Pausânias relata ter visto, no declive acima do templo, uma fonte de água chamada Kassotis, que, segundo ouvira, mergulhava no subsolo e emergia novamente no ádito, onde suas águas tornavam as mulheres proféticas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Plutarco e outras fontes assinalam que, durante as sessões normais, a mulher que servia como pitonisa estava em um transe suave. Ela era capaz de sentar-se aprumada no trípode e passar um tempo razoável ali (embora, se a fila de pessoas que pediam conselhos fosse longa, uma segunda e até mesmo uma terceira pitonisa pudessem substituí-la). Ela podia ouvir as questões e respondê-las de forma inteligível. Durante as sessões oraculares, a pitonisa falava com voz alteraa e tendia a cantar as respostas, permitindo-se jogos de palavras e trocadilhos. Após a sessão, segundo Plutarco, ela se parecia com um corredor após uma maratona, ou uma dançarina ao final de uma dança extática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma ocasião, que ou o próprio Plutarco ou um de seus colegas testemunharam, as autoridades do templo forçaram a pitonisa a profetizar em um dia não propício, para agradar os membros de uma importante comitiva. Relutante, ela se dirigiu para o ádito subterrâneo e foi imediatamente tomada por um espírito poderoso e maligno. Neste estado de possessão, em vez de falar ou cantar como fazia, gemeu e gritou, jogou-se ao chão violentamente e precipitou-se em direção às portas, onde desmaiou. Os sacerdotes e as pessoas que a consultavam, assustados, inicialmente fugiram. Mas voltaram mais tarde e a recolheram. Alguns dias depois ela morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Nova Tradição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Gerações de estudiosos aceitaram essas explicações. Mas, por volta de 1900, um jovem especialista em temas do mundo clássico, o inglês Adolphe Paul Oppé, visitou as escavações conduzidas por arqueólogos franceses em Delfos. Não encontrou qualquer fenda, nem conseguiu obter informação sobre gases, publicando um influente artigo onde apresentava três teses críticas. Em primeiro lugar, nenhuma fenda ou emissão gasosa jamais existira no templo em Delfos. Em segundo, ainda que tivesse existido, nenhum gás natural poderia produzir um estado que se assemelhasse a uma possessão espiritual. Em terceiro, o relato de Plutarco sobre a pitonisa que passara por um violento frenesi, e morrera logo depois, era inconsistente com a descrição costumeira de uma pitonisa sentada em um trípode, cantando as suas profecias. Oppé concluiu que todo o antigo testemunho podia ser invalidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demolidora investida de Oppé tomou o mundo acadêmico de assalto. Suas opiniões foram expressas de forma tão vigorosa que passou a ser a nova ortodoxia. A ausência da ampla abertura que os arqueólogos franceses esperavam encontrar parecia provar os seus argumentos. Um apoio adicional para a teoria de Oppé surgiu em 1950, quando o arqueólogo francês Pierre Amandry acrescentou que apenas uma área vulcânica, algo que Delfos não era, poderia ter produzido um gás como aquele descrito pelos autores clássicos. O caso parecia encerrado. A tradição original dos autores gregos e latinos sobrevivia somente nos livros populares e nas palavras dos guias locais. Na opinião de Oppé, esses autores seriam a fonte do mito da fenda e do vapor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyToKcT2iaI/AAAAAAAAASI/reEOm9Ur_08/s1600-h/3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyToKcT2iaI/AAAAAAAAASI/reEOm9Ur_08/s320/3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A situação mudou nos anos 80, quando um projeto de desenvolvimento das Nações Unidas realizou uma pesquisa na Grécia sobre as falhas ativas (aquelas ao longo das quais terremotos foram gerados durante as últimas centenas de anos). Na qualidade de membro da equipe de pesquisa, um de nós (o geólogo de Boer) observou superfícies de falhas expostas a leste e a oeste do santuário. Segundo sua interpretação, essas superfícies marcariam a linha de uma falha que corria ao longo da inclinação ao sul do Monte Parnaso e sob o local em que ficava o oráculo. Ciente da tradição clássica, mas desconhecendo o ceticismo e a demolidora investida moderna, ele não deu maior importância à sua observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de dez anos depois, de Boer encontrou outro de nós (o arqueólogo Hale) em um sítio arqueológico em Portugal, onde Hale investigava a opinião geológica de de Boer sobre a evidência de um terremoto que teria causado estragos em uma vila romana. Enquanto bebiam uma garrafa de vinho, de Boer mencionou que havia observado a falha sob o templo em Delfos. Hale, que aprendera a teoria consagrada enquanto estudante, discordou. Mas, durante a animada conversa que se seguiu, de Boer convenceu-o com sua descrição da falha, com uma explicação de como as falhas poderiam conduzir os gases até a superfície e suas referências aos autores clássicos. Compreendendo a importância da observação para a interpretação das antigas explicações, os dois decidiram formar uma equipe para explorar melhor o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novas Interpretações&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Durante nossa primeira pesquisa de campo, em 1996, realizamos investigações geológicas e examinamos as fundações do templo, expostas pelos arqueólogos franceses. O templo apresentava algumas características anômalas que exigiam uma interpretação especial de suas funções, mesmo que os relatos de Plutarco e outros não tivessem sido preservados. Em primeiro lugar, a parte interna do santuário é mais baixa, situando-se entre 2 e 4 metros abaixo do nível do solo circundante. Em segundo lugar, é assimétrica: uma interrupção na colunata interna alojava uma estrutura hoje desaparecida. Em terceiro lugar, construída diretamente sobre as fundações da área interrompida, há um elaborado escoadouro para água de fonte, junto com outras passagens subterrâneas. Assim, o templo de Apolo parecia planejado mais para conter um pedaço particular de terreno que incluía uma fonte do que para proporcionar, conforme a função normal de um templo, uma morada à imagem do deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esta primeira exploração, localizamos a linha leste-oeste da falha principal, chamada de falha de Delfos, que de Boer havia observado anteriormente. Mais tarde descobrimos a superfície exposta de uma segunda falha em uma ribanceira acima do templo. Esta segunda linha, que chamamos de falha de Kerna, ia do noroeste para o sudeste, cruzando a falha de Delfos no local do oráculo. Uma linha de fontes que atravessava o santuário e cruzava o templo marcava a localização da falha de Kerna abaixo da antiga plataforma e das ruínas de pedras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyToO3-FGQI/AAAAAAAAASQ/iofdlPvy0eU/s1600-h/4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyToO3-FGQI/AAAAAAAAASQ/iofdlPvy0eU/s320/4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Neste mesmo ano, a equipe arqueológica e geológica de Michael D. Higgins e Reynold Higgins (pai e filho) publicou um livro sugerindo que estávamos na pista certa. Em seu Geological Companion to Greece and the Aegean, assinalam que a linha de fontes sugeria de fato a presença de uma - falha abrupta - indo de noroeste para sudeste através do santuário. Eles apontavam também que não havia nenhuma razão geológica para rejeitar a antiga tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Higgins e Higgins teorizaram que o gás emitido poderia conter dióxido de carbono. Na década anterior, outra equipe científica detectara uma emissão semelhante em outro templo de Apolo, em Hierápolis (atual Parnukkale) na Ásia Menor (atual Turquia e sede de ruínas de várias e extensas cidades gregas). Seguindo a pista de Estrabão, os pesquisadores modernos descobriram que o templo de Apolo em Hierápolis fora deliberadamente construído sobre uma abertura de gases tóxicos que, após concluído o templo, emergiam a partir de uma gruta nas fundações da construção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo em Hierápolis não era um lugar de profecia e o dióxido de carbono não era exatamente um tóxico inebriante, utilizado, isso sim, para tirar a vida dos animais destinados aos sacrifícios, de pássaros a touros. Ainda hoje o gás, emitido irregularmente, mata os pássaros que pousam sobre a cerca de arame farpado construída para manter as pessoas afastadas. Outros templos de Apolo na Turquia, entretanto, eram oraculares e foram construídos sobre fontes ativas, como os templos em Didyma e Claros. Parecia surgir assim uma conexão evidente entre os templos de Apolo e os locais de atividade geológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Gás Perfeito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Embora as falhas fossem recém-descobertas&amp;nbsp; em Delfos indicassem que os gases e a água da fonte pudessem ter alcançado a superfície através das rachaduras abaixo do templo criadas pelas falhas, não explicavam a produção dos próprios gases. De Boer, entretanto, observara depósitos de travertino, fluxos de calcita, depositados pela água da fonte, revestindo os declives acima do templo e até mesmo uma antiga parede de arrimo. Esses fluxos sugeriram a de Boer que a água subia, através de profundas camadas de pedra calcária, para a superfície, onde depositava mineralizações de calcita (um fenômeno observado também em Hierápolis, na Turquia). Um exame dos estudos geológicos gregos sobre o Monte Parnaso revelou que havia, entre as formações rochosas cretáceas nas proximidades do templo, camadas de calcário betuminoso que continham a elevada taxa de 20% de uma matéria petroquímica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTsEtPsZoI/AAAAAAAAASY/ZWppujBgV_I/s1600-h/5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTsEtPsZoI/AAAAAAAAASY/ZWppujBgV_I/s320/5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De Boer percebeu que um sistema tomava forma. As falhas, que estavam bem evidentes nas inclinações salientes do Monte Parnaso, atravessavam o calcário betuminoso. O movimento ao longo das falhas criava a fricção que aquecia o calcário até o ponto em que as substâncias petroquímicas vaporizavam. Estas subiam então ao longo da falha junto com a água da fonte, especialmente nos pontos em que o falhamento cruzado tornava a rocha mais permeável. Com o passar do tempo, a obstrução dos espaços no interior da falha pelas crostas de calcita causava a diminuição das emissões de gás, que só eram restabelecidas após um novo deslizamento tectônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio de de Boer parecia estar de acordo com as descobertas dos arqueólogos franceses no início do século 20, que haviam finalmente alcançado o leito de rocha sob o ádito poucos anos após a publicação do artigo de Oppé. Abaixo de um estrato de argila marrom eles encontraram a rocha que tinha uma - fissura provocada pela ação das águas -. Acreditamos que essas fissuras foram criadas mais pelas falhas e deslocamentos que pela água, embora elas possam ter sido, com o tempo, ampliadas pela água subterrânea; em tentativas anteriores de alcançar o leito de rocha os arqueólogos franceses observaram que as cavidades permaneciam cheias de água. Acreditamos ainda que a rachadura visível no ádito possa ter sido uma fissura que se estendeu pela camada de argila acima do leito de rocha atravessado pela falha.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma meticulosa pesquisa geológica, aliada ao raciocínio, resolveu um enigma atrás do outro, mas restava ainda a questão de quais gases teriam ascendido. De Boer sabia que geólogos trabalhando no golfo do México haviam analisado gases que formavam bolhas ao longo de falhas submersas. Eles descobriram que falhas ativas nesta área de calcário betuminoso estavam produzindo gases leves de hidrocarboneto, como o etano e o metano. O mesmo não poderia ter acontecido em Delfos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para investigarmos, pedimos permissão para colher amostras da fonte de Delfos, bem como amostras da rocha de calcário depositada pelas antigas fontes. Esperávamos descobrir nesta rocha porosa vestígios dos gases trazidos à superfície em épocas remotas. Nesse momento, o químico Chanton juntou-se à equipe. Nas amostras de calcário coletadas por de Boer e Hale ele encontrou metano e etano, produto da decomposição do etileno. Chanton foi então para a Grécia coletar amostras das fontes situadas no local do oráculo e em torno dele. A análise da fonte de Kerna revelou a presença de metano, etano e etileno. Como o etileno apresentava um aroma agradável, a presença deste gás parecia apoiar a descrição de Plutarco de um gás cujo cheiro se assemelhava ao de um sofisticado perfume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar a interpretar os possíveis efeitos que tais gases produziriam em pessoas alojadas em um espaço restrito como o ádito, o toxicólogo Spiller integrou o projeto. Seu trabalho com os adolescentes usuários de drogas que ficavam agitados ao inalar substâncias como cola e tíner, muitas das quais contêm gases leves de hidrocarboneto, revelava uma série de paralelos com o relato do estado de transe experimentado pela pitonisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTsHut7f4I/AAAAAAAAASg/kJQV29q2Avc/s1600-h/6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTsHut7f4I/AAAAAAAAASg/kJQV29q2Avc/s320/6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Spiller descobriu ainda outros paralelos nos experimentos sobre as propriedades anestésicas do etileno realizados há cinqüenta anos por Isabella Herb, pioneira americana em anestesia. Ela descobriu que uma mistura com 20% de etileno produzia um estado de inconsciência e que concentrações mais baixas induziam um estado de transe. Na maioria dos casos, o transe era benigno: o paciente permanecia consciente, era capaz de se sentar e de responder perguntas, experimentava sensações físicas e euforia e tinha amnésia após retirado o gás. Ocasionalmente, porém, Herb observou reações violentas: o paciente emitia gritos enfurecidos e incoerentes e realizava movimentos descontrolados. Se o paciente tivesse vomitado durante este estado de exaltação, e parte do vômito penetrado em seus pulmões, a conseqüência seria, inevitavelmente, pneumonia e morte. Assim, de acordo com a análise de Spiller, a inalação do etileno poderia explicar as várias descrições dadas aos efeitos do pneuma em Delfos: seu aroma agradável e as diversas influências exercidas sobre as pessoas, inclusive o seu potencial letal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma Inspiração Inesperada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há dois mil anos Plutarco&amp;nbsp; estava interessado em reconciliar religião e ciência. Na qualidade de sacerdote de Apolo, teve de responder aos religiosos conservadores, que discordavam da noção de que um deus usasse um incerto gás natural para realizar um milagre. Por que não entrar no corpo da mulher diretamente? Plutarco acreditava que os deuses precisavam confiar nas substâncias deste mundo corrupto e transitório para realizar suas tarefas. Embora um deus, Apolo era obrigado a comunicar suas profecias por meio das vozes dos mortais e, para isso, precisava inspirá-los com estímulos que pertenciam ao mundo natural. As meticulosas observações de Plutarco e o seu relato sobre as emissões gasosas em Delfos revelam que os antigos não tentavam excluir a investigação científica da compreensão religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal lição que extraímos do projeto oráculo de Delfos não é a surrada mensagem de que a ciência moderna pode esclarecer curiosidades antigas. Mais importante, talvez, é compreender que temos muito a ganhar se abordarmos os problemas com a mente aberta e com enfoque interdisciplinar, como o preferido pelos gregos.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;por John Hale, Jelle de Boer, Jeff Chanton e Henry Spiller , originário &lt;a href="http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_fonte_do_poder_no_oraculo_de_delfos_imprimir.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8553600073045364105?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8553600073045364105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/12/fonte-do-poder-no-oraculo-de-delfos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8553600073045364105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8553600073045364105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/12/fonte-do-poder-no-oraculo-de-delfos.html' title='A fonte do poder no Oráculo de Delfos'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SyTm7QyxqII/AAAAAAAAAR4/Uw2PfyLRges/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6495859656034314954</id><published>2009-11-21T16:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T12:45:34.855-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Modernos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinos'/><title type='text'>Para Athena dos descendentes dos Heróis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SwiKNvJYl1I/AAAAAAAAARw/8ZRf1ZUToAk/s1600/Atenea0.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SwiKNvJYl1I/AAAAAAAAARw/8ZRf1ZUToAk/s320/Atenea0.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Filha augusta de Zeus Cronida&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Oliveira a brotar reluzente de meu espírito&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Tu, soberana em terra e na água&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;nas profundezas do Tártaro&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;ou nas altura gloriosas do Olimpo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eu que sempre me fiz fiel e leal a teus princípios&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Senhora dos elementos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;a brandir a ordem de Zeus Pai &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;com tua lança&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;e a incitar força e coragem no meu coração&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Inventiva, nascida da cabeça dEle&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;a gritar os cantos de batalha em voz altissonante&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Óh! Ergane,Palas, &amp;nbsp;de olhos verde-mar amedrontadores&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;a luzir no escuro da noite&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Auxiliadora, do bom conselho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sempre Virgem e Forte, Armada de Bronze&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Conduzindo os batalhões aos campos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Esteja sempre ao meu lado, Magnânima&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;e sempre que eu ver teu brilhante olho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;ou tua firme voz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;possa eu ter certeza de que és Tu, senhora de mim&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;a conduzir meus passos e a incitar em mim coragem&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;para sempre ir em frente&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;para ser sempre forte&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;e ir ao encontro do que me espera!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Possa ser eu sempre digno de contemplar tua face&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Dourada e sábia, deusa das batalhas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Verte sobre mim o óleo de tua graça&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;e que a ventura me seja sempre solícita&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;posto que és Tu, quem estás a meu lado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Óh Athena, ouve minha voz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;pois é para Ti, tudo que digo aqui. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Estente Tua mão sobre os homens e mulheres&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;desta terra e nos faz forte e vigorosos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;como teus verdadeiros filhos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;descendentes da raça dos Heróis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Somos todos os Portadores da Vitória&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;porque é teu nome que Cantamos, Vitoriosa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;- Thiago Oliveira&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6495859656034314954?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6495859656034314954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/11/para-athena-dos-descentes-dos-herois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6495859656034314954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6495859656034314954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/11/para-athena-dos-descentes-dos-herois.html' title='Para Athena dos descendentes dos Heróis'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SwiKNvJYl1I/AAAAAAAAARw/8ZRf1ZUToAk/s72-c/Atenea0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6467957155332402384</id><published>2009-11-21T10:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T10:36:39.324-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História Grega'/><title type='text'>Links Recomendados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passeando pelo site da revista virtual História: Imagens e Narrativas encontrei alguns artigos muito proveitosos que disponibilizo aqui para leitura sobre os mais diversos temas da religiosidade, sociedade, política e cultura helênicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historiaimagem.com.br/edicao3setembro2006/identidadespossiveis.pdf"&gt;Identidades Possíveis: Quão “grega” é a espartana?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historiaimagem.com.br/edicao6abril2008/01-odisseu.pdf"&gt;A busca de Odisseu: sociedade e moral na Grécia Antiga sob o olhar de Homero na Odisséia.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historiaimagem.com.br/edicao4abril2007/medoatenas.pdf"&gt;A representação do medo na descrição da peste em Atenas (V século a. C.)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historiaimagem.com.br/edicao5setembro2007/19-oraculos-haggstron.pdf"&gt;Oráculos Gregos: A importânica da Mântika em Édipo Tirano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6467957155332402384?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6467957155332402384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/11/links-recomendados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6467957155332402384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6467957155332402384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/11/links-recomendados.html' title='Links Recomendados'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2000265183620395876</id><published>2009-11-20T10:32:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T10:32:15.039-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Altar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simbologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortopraxia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ritos'/><title type='text'>Ritual de Consagração de uma Imagem para Culto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SwbgLQRI-bI/AAAAAAAAARg/pA2ZhPyZmCc/s1600/Wrwn.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SwbgLQRI-bI/AAAAAAAAARg/pA2ZhPyZmCc/s320/Wrwn.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Então você conseguiu uma imagem pra colocar no seu altar?! Ótimo. Mas precisamos saber que uma imgem por si não é uma imagem de culto. O que diferencia uma representação dos deuses de uma imagem de culto é o status de consagração que lhe conferimos por meio de rituais específicos. Na antiguidade haviam rituais específicos para isso. Alguns mais simples, outros mais sigilosos e escabrosos, mas cada um com seu sentido e adequado às necessidades dos povos&amp;nbsp; que as utilizava. Exemplo: em algusn tiásoi da Beócia, onde Dioniso era cultuado, as imagens eram feitas em lenho de figueira e consagrado com sangue do bode que lhe era oferecido em sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamento por um motivo ou dois nos dias de hoje isso não é tão viável ou coerente com as leis e princípios ambientais. Felizmente tenho por recurso a analogia, e podemos trocar os símbolos do ritual, lhe preservando o simbolismo, que é mais importante. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir sugerimos um ritual bem simples para consagração de uma imagem pra culto. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Observações Prévias:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - A imagem deve estar totalmente pronta e limpa antes da cerimônia; sendo assim se for pintada já deve estar pintado, com o seu nome e eventualmente roupa e/ou acesórios (devidamente consagrados também). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Como em todo ritual a ortopraxia exige a purificação e o uso de roupas limpas. A purificação pode ser feita com banhos de ervas, fonte ou mar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Ritual:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acenda a vela e a consagre recitanto o Hino Homérico a Héstia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Consagre o espaço com água lustral: pegue um ramo&amp;nbsp; de louro ou arruda, queime na chama e com ele aspergir a água no espaço da celebração. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acenda o incenso&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Recite um Hino ao Deus a quem a imagem é dedicada&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A seguir a imagem pode ser untada com um óleo aromático dedicado a esse deus (amêndoas para Zeus, azeite para Athena, Rosas para Afrodite e assim por diante; caso não consiga elaborar uma relação&amp;nbsp;para o deus em questão, pode-se usar o azeite mesmo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Faça&amp;nbsp;a consagração da imagem&amp;nbsp;por meio de uma declaração. Exemplo de consagração de uma imagem&amp;nbsp;à Athena: &lt;em&gt;" Oh Tu Ergane, de olhos verde-mar, conduzindo os heróis, Sempre amiga dos&amp;nbsp;homens&amp;nbsp;fortes e virtuosos. Eu que sempre canto teu nome e te ofereço líquidos e ofertas vem até mim. Isto é para Ti e em tua homenagem, deus de Olhos Terríveis, Filha do Zeus Porta-Égide. Oh Athena, preenche este ambiente com tua presença&lt;/em&gt;!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Verta uma libação, queime&amp;nbsp;ofertas e faça preces, à sua&amp;nbsp;vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Faça uma prece e libação final e encerre o ritual como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A imagem de ilustração faz parte da &lt;a href="http://www.delphys.gr/Thargilia.htm"&gt;celebração da Thargelia no YSEE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2 - O ritual pode ser adaptado pra consagração de outros objetos de culto,como cadernos de registro, utensílios de ritual e oráculos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2000265183620395876?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2000265183620395876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/11/ritual-de-consagracao-de-uma-imagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2000265183620395876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2000265183620395876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/11/ritual-de-consagracao-de-uma-imagem.html' title='Ritual de Consagração de uma Imagem para Culto'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SwbgLQRI-bI/AAAAAAAAARg/pA2ZhPyZmCc/s72-c/Wrwn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6443479472933413643</id><published>2009-10-10T16:21:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T16:21:55.784-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zoé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simbologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Militância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deusas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Negação ou Afirmação ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pela primeira vez sou denunciado por acreditar nos mortos, e viver pelo passado. E é sobre isso que escrevo. Hoje essas denúncias chegaram a um ponto em que estou sendo acusado de negar a vida, pensando afirmá-la, com a crença pela qual opetei. Geralmente não costumo misturar temas especificamente pessoais, em especial minhas opiniões, com temas que tem um interesse geral. Acredito que nesse tipo de caso a melhor coisa a fazer seria expor os fatos como os vejo (afinal de contas, a neutralidade é difícil) e deixar que cada um opte pelo lado ou opinião que melhor lhe convier. Fato é que em situações como essa, onde somos minoria, querendo ou não aquele sentimento de que realmente estamos errados impera frente&amp;nbsp;à &amp;nbsp;imensa maioria. Mas isso é, penso eu agora, absolutamente redículo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos aos fatos...&amp;nbsp; se fizermos um paralelo entre as religiões contemporâneas e a religião grega veremos que na verdade há uma imensa maioria de religiões que têm como foco a negação da vida, frente a poucas correntes de pensamento religioso, entre elas o Politeísmo Helênico, onde a vida é enaltecida e contantemente enobrecida e afirmada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A religião grega não trabalha com essas possibilidades, ao menos não a religião cívica grega. Não há na religião grega relatos de crença pós-mortem, milagres ou coisas fo gênero. A religião grega afirma a vida, não faz promessas para depois ou constrói suas crenças com base numa moral do mais fraco; a moral grgea crê em valores maiores que a humilhação travestida de humildade: o heroísmo, a métis, a astrúcia , temperadas pela chabris, xênia, eusebia. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A religião grega vê vida e morte entrelaçadas de forma que uma não pode existir sem a outra. Os portais entre um mundo e outro existem, mas ocilam de tal forma que sempre se pode ver uma brecha entre a vida e a morte. Já os deueses sempre flutuam entre as esferas do humano e do divino. São "abrotoi", os de vida perpétua...&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é sempre a essência da prática social, cultural e religiosa. Não se nega ou se foge da vida. A moral e todos os aspectos da civilização grega apontam para a experiência e para o engrentamente desse imenso "agon&amp;nbsp; kharismático".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6443479472933413643?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6443479472933413643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/10/negacao-ou-afirmacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6443479472933413643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6443479472933413643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/10/negacao-ou-afirmacao.html' title='Negação ou Afirmação ?'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3687616648684641025</id><published>2009-10-08T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T09:08:41.254-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Danças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Danças Folclóricas Gregas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dança é uma das principais formas de expressão dos Gregos, é uma atividade comum tanto para mulheres quanto para homens, os gregos dançam por alegria, por tristeza, dor, amor, paixão, prazer, enfim, na Grécia há sempre um bom motivo para dançar! Temos aqui alguns exemplos de danças&amp;nbsp; gregas, somente alguns pois seria impossível relacionar todas elas: Hassápiko, Hassaposérviko,&amp;nbsp; Syrto Kalamatianô, Tsámiko, Sirtaki, Zeibekiko, Ballo e Tsifteteli.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;BALLO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.grupogrecia.com/imagens_danca/ballo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" height="88" src="http://www.grupogrecia.com/imagens_danca/ballo.jpg" width="96" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ballo é proveniente da região do mar Egeu e dançada por todos, pois é muito simples, suas melodias são&amp;nbsp; alegres e assim como o Kalamatianô são sempre dançadas em festas de noivados. Pode ser dançada&amp;nbsp; em casais ou em roda e permite improvisações. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;HASSÁPIKO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.guiagrecia.com.br/danca-hassapiko.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" height="129" src="http://www.guiagrecia.com.br/danca-hassapiko.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hassápiko (hassápis = “açougueiro”, em turco), é uma dança relativamente moderna e muito popular na Grécia. Suas músicas tem uma melodia romântica, e é dançada em todo o país, principalmente em tavernas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas ficam lado a lado e mantém as mãos sobre os ombros umas das outras, o passo básico é uma seqüência alternada de movimento das pernas, havendo entre os passos básicos variações diversas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Syrtaki (Zorba) Começa com um Hassápiko bem lento, os passos então vão ficando cada vez mais rápidos e a dança acaba transformando-se em Hassaposérviko. Todos em roda, com as mãos nos ombros uns dos &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;outros, alternam chutes para esquerda e para a direita. Essa dança tornou-se mundialmente conhecida, &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pois a música "Zorba" escrita por Mikis Theodorakis, foi tema do filme "Zorba o Grego".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;KALAMATIANO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2tee-n-smyrn.att.sch.gr/xoroi/kalamatiano.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" height="136" src="http://2tee-n-smyrn.att.sch.gr/xoroi/kalamatiano.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kalamatiano é uma dança muito popular na Grécia, é a mais conhecida entre as variações do Syrto, e é&amp;nbsp; sempre dançada em festas de noivados e casamentos, são rodas abertas, onde as pessoas dão as&amp;nbsp; mãos e andam no sentido anti-horário com o ritmo forte, o primeiro da fila faz algumas "figuras", como:&amp;nbsp; dar voltas, fazer túnel e até saltos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;TSAMIKO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.grupogrecia.com/imagens_danca/tsamiko.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://www.grupogrecia.com/imagens_danca/tsamiko.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tsâmiko é a dança dos antigos guerreiros, onde eles demostravam sua energia e performance através de saltos. Normalmente os homens é que dançam e a roupa típica associada a essa dança é o Tsoliá&amp;nbsp; (a roupa do soldado grego).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;ZEIBEKIKO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.greeksongs-greekmusic.com/wp-content/uploads/2009/07/zeibekiko-sepia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" height="200" src="http://www.greeksongs-greekmusic.com/wp-content/uploads/2009/07/zeibekiko-sepia.jpg" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Zeibekiko é uma dança muito comum, não só na Grécia, mas em todos os países com grande concentração de gregos. O Zeibekiko é uma dança individual e antigamente somente os homens a dançavam. Quando alguém se levanta para dançar um Zeibekiko, normalmente as pessoas fazem uma roda em sua volta e ficam&amp;nbsp; de joelhos batendo palmas, o importante é, ninguém entrar na dança de ninguém, apenas se for convidado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;É realmente uma dança individual e não tem passos certos, dependem da criatividade e da mobilidade&amp;nbsp; do dançarino, muitos utilizam em suas performances copos, cadeiras, mesas, chegam até a carregá-las com os dentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;TSIFTETELI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tamaraenicolas.com/nicolas/dgrega/tsifteteli.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" height="200" src="http://www.tamaraenicolas.com/nicolas/dgrega/tsifteteli.jpg" width="172" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dança é na verdade proveniente da Turquia e sofreu diversas variações até se transformar no Tsifteteli.&amp;nbsp; Pode ser dançado sozinho ou em casais, os movimentos dos membros superiores lembram muito a dança&amp;nbsp; do ventre, porém os membros inferiores tem movimentos mais marcados no tempo e são bem mais simples&amp;nbsp; do que na dança turca, é comum na Grécia as mulheres subirem em cima das mesas para dançar o Tsifteteli. Atualmente muitas pessoas a confundem com a dança do ventre&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.helenica.com.br/"&gt;Coletividade Helência de São Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.grupogrecia.com/"&gt;Grupo Grécia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.greeksongs-greekmusic.com/"&gt;Greek Song Greek Music&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3687616648684641025?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3687616648684641025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/10/dancas-folcloricas-gregas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3687616648684641025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3687616648684641025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/10/dancas-folcloricas-gregas.html' title='Danças Folclóricas Gregas'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8774309356859089418</id><published>2009-10-08T14:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T14:56:05.370-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Complexo de Hipólito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me incomoda bastante essa idéia que algumas pessoas recém chegadas ao Hellenismos têm de ver os deuses como possibilidades de escolhas. Aquela impressão que eles têm de que precisam escolher um deus macho, uma deusa fêmea e após isso está tudo pronto. Como já disse em outros ensaios, a coisa não é bem assim. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do contexto das diversas religiões neopagãs contemporâneas e as religiões históricas reconstrucionistas podemos observar que há diversas linhas de concepção teológica. Há as linhas duoteístas, como no caso do Zoroastrismo persa &amp;nbsp;e da Wicca contemporânea, há as monoteístas, via de regra vinculadas à tendências ocultistas ou espiritualistas e há linhas politeistas, como no caso do Hellenismos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em geral após algum tempo as pessoas acomodam-se no culto de seus deuses paterno e negligenciam a visão e a experiência em outros deuses, o que eu chamo de Síndrome de Hipólito, que eu relembro aqui apenas a título de tornar isto mais compreensível. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hipólito era filho de Teseu e fora criado com Fedra, sua madrasta. Era verdadeiramente leal à deusa Ártemis, de modo que como tal, conservara-se virgem e casto, desrespeitando as necessidades humanas de amor, presente na figura de Afrodite, chegando até mesmo a desrespeitá-la. Em punição Afrodite fez com que Fedra, sua madrasta, concebesse uma paixão louca por ele, no qual teve a empregada do palácio como sua cúmplice. Mas não teve sucesso em sua tentativa de seduzir o jovem, leal que era ao seu voto de castidade. Repelida, Fedra acusou Hipólito junto ao pai de tentar seduzi-la. Hipólito fugiu montado em&amp;nbsp;sua biga.&amp;nbsp;Teseu baniu da casa o filho e pediu a Posídon que que fizesse o filho perecer. Atendend-o, Posídon mandou contra Hipólito um montra marinho que espantou os cavalos de seu carro e o moço morreu despedaçado. Fedra enforcou-se de remorso. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Ss5fkzGa0pI/AAAAAAAAAQM/8_IVa_8_81Q/s1600-h/Alves+128.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Ss5fkzGa0pI/AAAAAAAAAQM/8_IVa_8_81Q/s320/Alves+128.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero sugerir com isso que todos devam cultuar a todos os deuses do panteão, porque afinal de contas isso também seria uma forma de insolênia, hýbris, desrespeito. Não se pode dizer, como no hábito cristão, mesmo que falsamente, que "amamos os próximos como a nós mesmos". Evidente que cada um terá deuses com os quais é mais próximo, e se sente reconhecido e agraciado pelo favor do deus, mas não se pode negligenciar a ação e a celebração em favor dos demais. Falar para um decsonhecido e para um amigo de longa data que você ama aos dois de igual maneira soa como um desrespeito e total desconsideração. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de distintos, os deuses têm uma natureza complementar. Com suas virtudes e vícios, podem ensinar sobre a vida um fato que aparentemente não pode ser bem entendido na figura de um outro. Sendo assim, podemos entender sobre a métis de Atena enquanto estudamos sobre a placidez de Apolo ou celebramos o entusiamo dionisíaco.&amp;nbsp; É preciso considerar os deuses não como formas arquetípicas ou objetos&amp;nbsp;em especial. distantes do nosso plano de ação e&amp;nbsp;experiência. Eles estãõ tão&amp;nbsp;ou mais próximos da vida em si quanto nós.&amp;nbsp;São seres reais e partes da vida que é o todo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8774309356859089418?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8774309356859089418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/10/complexo-de-hipolito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8774309356859089418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8774309356859089418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/10/complexo-de-hipolito.html' title='Complexo de Hipólito'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Ss5fkzGa0pI/AAAAAAAAAQM/8_IVa_8_81Q/s72-c/Alves+128.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2834894206853060825</id><published>2009-09-26T06:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T06:11:31.762-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><title type='text'>A Oskophoria e o ciclo agrícola de Pyanepsion</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sr4S4MY7yeI/AAAAAAAAANc/WfqsF_VKuv0/s1600-h/Hellenismos_by_Th+(32).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sr4S4MY7yeI/AAAAAAAAANc/WfqsF_VKuv0/s320/Hellenismos_by_Th+(32).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Oskophoria é um dos maiores festivais do mês de Pyanpesion, e faz parte de um corpo maior de festivais que o antecede e sucede, que mesmo sendo independentes entre si, fazem parte de um corpo maior e significativo no seu conjunto. Pyanpesion é o mês do Outono na Grécia, e aqui da Primavera. É o momento da colheita dos frutos, a preparação do solo para a nova semeadura e da feitura do vinho. A Proerosia é o primeiro dos grandes festivais nesse ciclo de Pyanepsion. É comemorado no sexto dia do mês, o dia de Ártemis. Durante a Proerosia é pedida a bênção de Deméter para a preparação do solo a fim de iniciar a semeadura do Outono. No dia seguinte acontece a celebração da Pyanpesia, em honra de Fepo Apolo e Hélio, mas também às Horai. É o dia da procissão das Eiresinome, um ramo de louro envolto por lã que é carregado pelas crianças e é típico dos festivais de Apolo. Há uma espécie de brincadeira feita pelas crianças na qual pode ser retirada um notável sentido de distribuição de bens e prosperidade para as famílias. As crianças saem durante a pompê de casa em casa oferecendo a Eiresinome abençoada em troca de um presente, enquanto dizem: “'A Eiresione traz ricos bolos e figos e mel em um jarro, e óleo de oliveira para santificar você, e copos de vinho maduro que você pode beber e adormecer” (tradução da Álex). Ao chegar no Santuário de Apolo, a Eiresinome é amarrada à entrada e é lá que as ofertas, libações e sacrifícios são feitos. No mesmo dia da Pyanepsia acontece a Oskophoria, em honra de Dioniso.A Oskophoria é a procissão dos Oskophoroi travestidos. O travestismo é um típico elemento do culto dionisíaco masculino, marcando a androginia do deus.As guirlandas que usualmente são colocadas sobre a cabeça em todos os festivais nesse momento é colocada sobre os bastões ou tirsos, em memória do luto de Teseu pela morte do pai, após o regresso da luta contra o Minotauro em Creta, já que Teseu também é honrado nesse festival junto com Athena. A procissão tem início no Templo de Dioniso e sai pelas ruas de Atenas e sai liderada pelos oskophoroi até o templo de Athena Skira. Uma questão interessante é o envolvimento de Athena nesse festival, algo aparentemente tão diferente de sua natureza. A Oskophoria é o festival da vindima e do fazer do vinho, e Ela, como deusa da cidade, tem interesse no vinho por ele ser um fator importante na economia ateniense, junto com o azeite, como mostra a canção das crianças. A procissão segue com hinos de lamento e júbilo. Além da procissão dos Oskophoroi (portadores dos ramos de videira) e das Deipnophoroi (as portadoras do jantar) o festival é marcado pela preparação do vinho. É provável que houvessem apresentações de Epilinios, uma dança feita sobre os tonéis de uva,pisando-as, típico desse momento dos festivais dionisíacos. Além disso haviam libações e ofertas, como há em todos os festivais. E fechando este ciclo comum de festivais temos a Theseia, no oitavo dia do mês, honrando Teseu. Aqui são feitas celebrações incluindo sacrifícios, ofertas e jogos atléticos, algo bem semelhante à Ikteria, em honra de Apolo e Teseu. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2834894206853060825?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2834894206853060825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/oskophoria-e-o-ciclo-agricola-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2834894206853060825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2834894206853060825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/oskophoria-e-o-ciclo-agricola-de.html' title='A Oskophoria e o ciclo agrícola de Pyanepsion'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Sr4S4MY7yeI/AAAAAAAAANc/WfqsF_VKuv0/s72-c/Hellenismos_by_Th+(32).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3375043768072483339</id><published>2009-09-18T07:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T07:51:40.769-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Sobre a Moralidade no Exercício Religioso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma queixa frequente de quem estuda a religião grega é a antimoral dos deuses expressa nos mitos. É essa uma questão frequente, ainda mais num contexto reconstrucionista, onde se tenta valorizar uma postura ética adequada e coerente com aquilo que se acredita. Mas temos que levar em conta que os mitos não são a essência da religião. A religião está naquilo que se faz, e numa religião onde não existem dogmas, como o Hellenismos, isto deve ser evidenciado. Também é preciso levar em conta que, por mais extravagantes que possam parecer, os mitos são de certa forma advertências para o que pode acontecer, e é comum que os deuses sejam colocados como personagens principais destes enredos onde eles mesmos são colocados como vítimas e causadores. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A função do mito vai muito além daquela religiosa. Há mitos que têm apensa função cívica ou educacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minah visão pessoal, cada culto oferece um ensinamento ético específico, que se relaciona com um determinado valor presente na cultura e religiosidade gregas. Como imaginar Zeus e Dioniso sem aa Xênia, a hospitalidade, ou Athena sem a métis e o métron, Héstia sem a Kharis, Afrodite e Ares e não reconhecer na relação recíproca entre ambos u jogo, o agon ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mito, muito além do que expressa a nível superficial pode oferecer outra leituras&amp;nbsp;de modo a nos tornar mais acessível o entendimento de como os gregos&amp;nbsp;viam o mundo e o milagre da vida. E mais engrandecedor&amp;nbsp; ainda é o serviço religioso que oferece a cada pessoa o contato&amp;nbsp;direto com o sagrado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3375043768072483339?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3375043768072483339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/sobre-moralidade-no-exercicio-religioso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3375043768072483339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3375043768072483339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/sobre-moralidade-no-exercicio-religioso.html' title='Sobre a Moralidade no Exercício Religioso'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-375430076537387906</id><published>2009-09-09T07:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T07:01:25.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oráculos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortopraxia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deusas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O fogo como instrumento mantiko</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mantika é como chamamos via de regra toda forma de oráculo, e mantikoi a pessoa especializada nesse instrumento. Na antiga Grécia esse era um dos momentos de maior importância, pois, segundo Platão, era no sacrifício e nos jogos de advinhação que os deuses estavam mais próximos e íntimos dos homens. Os mais diversos tipos de advinhação e oráculos eram utilizados na Antiga Héllas, desde os mais institucionalizados, como Delfos, Dídima e Éfira, aqui três tipos bem distintos, até aqueles mais simples e objetivos, como o oráculo de seixos de Hermes, o alfabético de Apolo, os sonhos, as juntas de ossos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos traçar uma linha geral de como esses rituais ocorria. Em geral, os mais institucionalizados exigiam rituais de purificação, que poderiam ser desde os banhos de mar, khernips ou&amp;nbsp; outros meios; isto era seguido por um sacrifício ou oferta, e logo depois&amp;nbsp;o consulente apresenta-se com uma prece pedindo aos deuses que lhe permitam ver aquilo que a moirá planeja. É sempre bom lembrar que os oráculos são fatídicos, eles mostram as possibilidades para que algo acontece, vez por outra determinam o que pode acontecer, mas isso é sempre o desfecho de um ciclo de ações. Sempre é possívelm, através da postura adequada, refazer a situação descrita, mesmo porque se observarmos com cuidado, apesar de não serem os mais famosos, a maioria dos instrumentos mantikos era de aconselhamento e não de previsão propriamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos ritos de Eleusis, uma cerimônia muito importante das celebrações era a leitura da sorte na chama da tocha. As indicações que seguem abaixo são uma releitura a respeito do que sabemos sobre essa técnica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Antes de começar, a purificação é sempre exigida. Não é de bom tom apresentar-se aos deuses sujo. Em caso de uma consulta rápida, o simples lavar das mãos, rosto e pés pode resolver. Mas, se possível o ritual completo é o mais indicado sempre, seja qual rito for.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Prepare o material a ser utilizado. No caso do fogo, o ideal é um local fechado e com pouca iluminação. Caso a fonte de fogo utilizada seja maior, como fogueira ou braseiros, locais abertos. O fogo deve ser livre de máculas. Sendo assim, use uma vela virgem e pura, da cor relacionada com a deidade, ou se for fogeuira, uma madeira de lei, e &amp;nbsp;nas brasas carvão legal. Era costume temperar o fogo com ervas, a fim de chamar a atenção dos deuses com o perfume das fumaças. Asssim , você pode colocar as mais diversas ervas,&amp;nbsp; porém é importante observar para que haja uma relação de coerência entre aquilo que vai-se colocar no fogo e o deus em questão. Você pode colocar açafrão para Ártemis, louro para Apolo, murta para Afrodite, folhas de hera para Dioniso, figo para Hera e carvalho para Zeus...&amp;nbsp; Também é importante zelar pela limpeza e adequação do local. Prepare o altar com ofertas e líquidos, além das imagens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando começar o ritual, faça primeiro as ofertas, libações e sacrifícios, sempre acompanhados de hinos e preces. A etiqueta ritual preza pela honra daquele que está pedindo, sendo assim, não é elegante pedir alguma coisa, por mais que seja um conselhor, sem ofertar nada em troca. E caso não tenha nada preparado para ofertar no momento, prometa retribuir asim que possível , e evidentemente cumpra com suas promessas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A divinação pelo fogo é feita através dos sinais. Faça uma invocação das divindades que lhe servirão de guia. Em geral , todos os deuses têm oráculos relacionados a si, alguns são mais desenvolvidos, como Dioniso, Apollon, Hermes e diversos Heróis, outros mais recatados. As linhas dadas aqui sugere um ritual onde o fogo é recomendado pelas Duas Deusas (Deméter e Perséphone). O primeiro passo após o que foi dito acim aé o chamamento. Diga algo do tipo :&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" Oh Deméter, sempre verde, a distribuir dádivas entre os homens&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;assim como nos palácios de Eleusis concebias planos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de grandeza absoluta, possas Tu, Senhora, me ser favorável&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e pelos olhos de Hélio que tudo vê e te indicas a direção adequada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para chegar à Tua filha, a sempre jovem Koré, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;me mostrar aquilo que é possível sobre (aqui você insere de forma objetiva a questão)"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sinais do fogo são bem nítidos quando o local é fechado. A chama baixa sugere uma resposta negativa, a chama elevada uma positividade. A chama inerte uma posição que deve ser repensada e o extinção da chama um mal presságio para a situação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa importante e que deve ser observada é manter um distanciamente pessoal entre você e a situação, afim de que suas intensões não intervenham na questão. É por isso que muitas vezes se aconselha que não se faça auto-consultas em determinados tipos de oráculos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-375430076537387906?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/375430076537387906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/o-fogo-como-instrumento-mantiko.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/375430076537387906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/375430076537387906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/o-fogo-como-instrumento-mantiko.html' title='O fogo como instrumento mantiko'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-7141276065699321572</id><published>2009-09-05T06:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T06:12:47.082-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><title type='text'>Sugestões para Celebração dos Mistérios Maiores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é de bom tom lembrar, os mistérios eram celebrações que apesar de aceitarem qualquer pessoa que falasse a língua grega e que fosse puro&amp;nbsp; (não tivesse matado ninguém , ou sujado as mãos de sangue) era m mistérios, e como tal, seu conteúdo é velado. De qualquer forma, é um bom momento para celebrar as Duas Deusas, como eram comumente chamadas Deméter e Perséphone nas celebrações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então aqui faço algumas sugestões que podem ser incoporadas nesses dez dias de mistérios ou feitos de uma única a vez, a mercê de sua disponibilidade de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1-&lt;span style="color: red;"&gt; Purificação&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante os mistérios exigia-se do iniciado um corpo puro de máculas. Sendo assim ele não deveria ter cometido qualquer crime contra a vida, principalmente&amp;nbsp;o homicídio. O principal ritual de purificação era o banho do mar, um dos mais importante e frequentes na religião grega. Além disso, a abstinência sexual durante um certo tempo antes do inicio e durante o ritual era aconselhada. Outras medidas como jejuns e outras formas de "purificação" são modificações tardias, do período em que os Mistérios foram levados à Roma e consequentemente se degeneraram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - &lt;span style="color: red;"&gt;Latreia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O serviço religiodo pode seguir o roteiro comum. Indico aqui uma oferta como simulacro, isso pode ser um pão em formato de porco, ou bolos com romãs. As romãs também podem ser parcamente ofertadas, à Deméter e Perséphone. No tocante às libações,&amp;nbsp; é bom que se mencione fazer com vinho apenas à Dioniso que nos festivais é louvado como Íaco, o líder da procissão,o gritador, e à Asklépio, que tem seu próprio momento dentro do festival, as Asklepéia, o festival que o honra como deus da Cura e filho de Apollo e Côronis. Ademais isso você pode deixar uma vela de sete dias&amp;nbsp; na cor verde acesa durante esse perído, ou então acender uma vela a cada dia, fazendo preces e cantando Hinos. Também pode estudar os mitos e reencená-los ou reconta-los, sej apor meio da literatura, música, artes visuais....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3- &lt;span style="color: red;"&gt;Divinação&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um tipo de divinação bastante comum no roteiro dos Mistérios era aquela que se fazia com&amp;nbsp; uso do fogo. Talvez num próximo post eu escreva sobr esse mecanismo de contato com os deuses. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4- &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Symposium&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como todo festival, o simposium é um dos maiores atos do festival. É quando todos se reunem para o banquete com os deuses. Você pode fazer um almoço especial com cereais e sem carne suína para sua família, evidentemente mencionando o motivo. Acredito que aqui não seja necéssárias muitas explicações para as pessoas que vão compartilhar desse momento com você; pode-se dizer apenas que é um almoço em homenagem à sua Padroeira, por exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5- &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Agon&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar dessa ser uma parte que não tem muita referência histórica dentro dos mistérios, era comum a todo festival. Pode-se fazer competições de música, artísticas e esportivas, a seu critério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que as sugestõs tenham sido válidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Holade Mystai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-7141276065699321572?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/7141276065699321572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/sugestoes-para-celebracao-dos-misterios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7141276065699321572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7141276065699321572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/09/sugestoes-para-celebracao-dos-misterios.html' title='Sugestões para Celebração dos Mistérios Maiores'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-1172026171012649486</id><published>2009-08-29T17:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T17:24:53.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simbologia'/><title type='text'>O que é um festival ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos inversamente pular a definição e recolocá-la mais a frente. Comecemos pelos exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No nosso calendário existem diversos festivais. E além deles há celebrações e dias especiais. Os festivais são datas mais importantes do calendário cívico e religioso no politeísmo helênico. Geralmente se referem à fatos importantes para a pólis. Em geral, os festivais eram restritos às pólis. Cada cidade-estado tinha festivais próprios que aconteciam de modo semelhante em outras cidades, mas foi a partir do século V A.E.C. que eles começaram a atingir um espaço maior, com a tentativa de realizar festivais comuns a todos os povos de língua grega,&amp;nbsp; como a Anthesteiria, a Panathenéia e os Jogos Olímpicos. Na Antiguidade eram momentos em que toda a comunidade se reunia a fim de festejar os deuses e as ocasiões a que se referiam os festivais. Hoje, talvez seja difícil compreender o sentido dos festivais, principalmente por ser sempre necessário adbicar de grande parte das atividas ou de necessitar modificá-las devido à ausência de um grupo de culto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.corsodireligione.it/religioni/esoterismo/IMAGES/YSEE_ritual.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" lk="true" src="http://www.corsodireligione.it/religioni/esoterismo/IMAGES/YSEE_ritual.jpg" width="420" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Em suma é mais fácil entendermos a função cultual do festival do que necessariamente a função social. E é justamente esse foco que pretendo explorar, e para isso, vamos abrir mão dos exemplos mais comuns e mais próximos da compreensão que são os festivais cristãos, evidentemente, acentuando as diferenças quando se fizer necessário. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A primeira questão a se fazer é:&amp;nbsp; o que fazer nos festivais ? O principal de um festival é o seu significado. Dentro da prática religiosa tudo é símbolo para um simbolismo. Os ritos são manifestações disso. São ações pelas quais efetivamos nossa crença em determinada causa. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tudo aquilo que se planeja dentro de um festival faz parte de um conjunto maior de ações a que podemos chamar de Eusebia e Charis. Eusebia significa piedade, é a observância às regras e atitudes referentes ao ritual e ao símbolismo. A charis pode ser traduzida como reciprocidade... é dela que vem o termo caridade, eucaristia, em português, e "eucharisto", obrigado em grego. Portanto, diz respeito à como nós nos portamos diante daquilo que pra nós é sagrado, não só o ritual, mas a intensão e a forma como é feita cada ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O ritual em si envolve&amp;nbsp; uma porção de atividades que não apenas as religiosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A idéia da Kharis é envolver a comunidade nas atividades que se relacionam à festividade em questão. No momento atual, não se refere unicamente à converter as pessoas ou convida-las a participar, mas sim, por meio de atividade coletivas não necessariamente religiosas, mas sim que tenham um simbolismo e que esse simbolismo seja coerente com as propostas e idéias celebradas pelo festival. Assim, podemos fazer um festival que além dos rituais particulares desenvolvidos por todos aquiles que comunguem da mesma idéia religiosa, também tenham atividades artísticas, sociais, esportivas e culturais. Aqui podemos envolver pintura, visitas, estudos,leituras, apresentações teatrais, musicais, divinatórias e de desenvolvimento pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tomemos um exemplo cristão para fazermos uma paralelo com um exemplo helênico.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O que há na Páscoa dos cristãos ? A celebração do renascimento símbólico, da comungação de Cristo como renovação, e o mito expresso para isso é a saída dos judeus do Egito e sua passagem para a nova terra. Além dos rituais religiosos, como a abstinência de carne, as missas e toda a indumentária ritual de que se faz uso, há também as celebrações não religiosas, mas que também são partes do ritual Nas escolas as crianças fazem brincadeiras celebrando os símbolos, há troca de presentes, ceias e tudo o mais. A idéia dos festival é exatamente essa. Envolver toda a comunidade em torno de um simbolismo comum. agora falemos do exemplo grego, o Noumenia.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O Noumenia é&amp;nbsp; o primeiro dia da lua nova, o primeiro dia do mês no calendário. É costume limpar o altar e se fazer ofertas. Como o altar está sendo limpo, o habitual é fazer-se ofertas no altar do jardim. O que podemos fazer ? Bem.. uma faxina, por que não? Em minha casa Noumenia é sinônimo de faxina, renovação dos ares; limpeza da casa e do espírito, e essa é uma atividade em que todos os membros da família se envolvem, cada um contribuindo com o que há de melhor mediante o que sabe fazer. E tudo é finalizado com um almoço, que é um verdadeiro symposium. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Espero que o tema aqui trabalhado tenha sido útil de alguma forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mais para o momento. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-1172026171012649486?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/1172026171012649486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/08/o-que-e-um-festival.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1172026171012649486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/1172026171012649486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/08/o-que-e-um-festival.html' title='O que é um festival ?'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6040438190387815394</id><published>2009-07-18T15:53:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T15:59:25.640-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Altar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><title type='text'>Sobre o Altar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Esse não é um tema o qual eu goste de discorrer frequentemente por ver aqui uma questão de inclinação pessoal, mas dada as muitas dúvidas a respeito deste tema em nosso fórum de politeísmo helênico, decidi-me por escrever. Vamos lá!&lt;br /&gt;            O termo altar vem do latim altáre, transfigurado em altus, termo utilizado para designar alguma coisa elevado, ou que assim estava. Sendo assim, podemos identificar a primeira natureza do altar, que é colocar em destaque algo ou alguma coisa, através do princípio de elevação.&lt;br /&gt;            Na prática religiosa esse não é um elemento obrigatório, mas é bastante positivo, pois cria entre o devoto e os deuses um espaço mais propício à reflexão, conversa e até mesmo à devoção, visto nossa visível dificuldade em termos templos públicos para o exercício da nossa fé. Mas isso é o de menos; temos nossas casas e vidas, os quais se prestam muito bem ao serviço dos deuses. O altar, assim que montado, não pertence mais ao devoto, e sim aos deuses. É ali um espaço sagrado, que deve estar alheio às perturbações e miasmas.&lt;br /&gt;            Não se pode determinar uma forma específica para se montar um altar, pois nem mesmo na antiguidade isso existia. Apesar de existirem rituais específicos para firmamento de altares nos templos, esses rituais variavam de acordo com a pólis, o deus, ou até mesmo com  o sacerdote e a função a que se prestaria tal altar. O que se pode fazer hoje é dar linhas gerais para fomentar a curiosidade e a falta de informações específicas sobre este tema. É com este objetivo que escrevemos.&lt;br /&gt;             A primeira coisa que se deve fazer é escolher os deuses o qual será dedicado o altar. Talvez seja o momento de recolocar a situação. Não somos nós que escolhemos os deuses, mas sim estes que Se nos mostram sua divina face. Então... atendendo ao pedido do deus de montarmos um espaço específico para nos relacionarmos diretamente com ele, montamos o espaço de acordo com elementos que façam referência à esta divindade. O altar não precisa necessariamente ter um espaço para todos os deuses ( o que implicaria em um altar absolutamente enorme! ), contudo não é necessário que tenhamos um altar para cada deus, ou que em cada altar cultuemos apenas um casal de deuses. Esse critério fica a mercê da inclinação pessoal de cada um. O fato de juntarmos deuses aparentemente contrastantes também faz pouco relevância (salva algumas exceções). Os próprios gregos muitas vezes casavam e descasavam (em sentido simbólico) deuses e deusas; é daí que vem muitas versões diferentes versões sobre um mesmo mito de pólis para pólis.&lt;br /&gt;            O altar pode ser confeccionado com os mais diversos materiais, desde o concreto até uma prateleira ou caixa firme o suficiente para suportar o peso daquilo que você disporá sobre ele. Tradicionalmente, ele estava voltado para o lesto, o nascente, mas quando isso não for possível não há problema algum. Outra questão propícia é o fato de colocar-se o altar, quando destinado aos deuses ctônicos, no chão ou o mais próximo possível dele, já que na Antiguidade esses altares eram localizados em buracos, cavernas ou fendas no solo muitas vezes.&lt;br /&gt;            A segunda questão que se impõe é providenciar elementos adequados para a montagem do altar, principalmente uma imagem dos deuses a quem o altar será destinado. A imagem a ser utilizada pode ter as mais diversas naturezas. Podem ser estatuetas, modelagens ou até mesmos gravuras e fotos. É importante colocar de alguma forma (por meio de inscrição gravada, palitos, pedaços de madeira ou qualquer outro material o nome do deus que habita o altar.  O ideal é que possa haver espaço no altar, então se o local destinado para ele é pouco espaçoso, não coloque muitos elementos decorativos, apenas o necessário. Entende-se por necessário velas, incenso, a imagem dos deuses e um prato e/ou taça para ofertas e libações. Ele também pode ser decorado com outros elementos como toalhas, representações simbólicas, flores e aromáticos. Todas as coisas que serão dispostas no altar devem ser purificadas e dedicadas à divindade. Isso pode ser feito por meio de ritos específicos, ou simplesmente por meio de uma prece antecedida por uma fumigação com incensos ou enxofre. A dedicação pode estar inclusa na prece ou ser feita apenas por meio de declarações do tipo “ estas são Tuas estas velas, Febo, como agradecimento pela Tua sempre presente ajuda nos meus ofícios, sejas Tu favorável sempre, e aqui sempre nos encontraremos’. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6040438190387815394?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6040438190387815394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/sobre-o-altar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6040438190387815394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6040438190387815394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/sobre-o-altar.html' title='Sobre o Altar'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-561371616416797599</id><published>2009-07-15T17:10:00.000-07:00</published><updated>2010-12-30T13:49:24.575-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Panatenéia'/><title type='text'>ADAPTAÇÃO DA PANETHENÉIA PARA DOIS DIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8Z-SfESmoBk/R7UAk9C2CDI/AAAAAAAAAQw/mfwT7-C38LM/S600/atena.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_8Z-SfESmoBk/R7UAk9C2CDI/AAAAAAAAAQw/mfwT7-C38LM/S600/atena.jpg" style="display: block; height: 597px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 417px;" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao tempo, ou até mesmo à ausência de uma estrutura organizada que possa estabelecer atividades envolvendo grupos grande, nem sempre é possível celebrar alguns festivais antigos presentes em nossos calendários como eles o eram celebrados na antiguidade. A maior parte dos festivais eram fenômenos que envolviam grandes aglomerações participando ou apenas assistindo, mas o fato é que os festivais religiosos gregos eram comemorações civis com grande quantidade de pessoas. Devido à desestruturação de nossa religião ao longo da história, hoje estamos reduzidos a um número pequeno de adeptos, mas nem por isso desleixados com as suas práticas.&lt;br /&gt;Da mesma forma que os cristãos celebram suas datas religiosas, nós temos o direito de celebrar as nossas. Em momentos como as pompês, celebrações grupais e outras momentos mais dos ritos isso fica complicado de realizar devido às questões numéricas, é aqui que surge a necessidade de adaptações.&lt;br /&gt;O principal momento das Panethenáicas era procissão para entrega do presente de aniversário da Deusa, era nesse momento que a cidade e seus cidadãos mostravam-se com o que tinham de melhor a oferecer para os deuses. Após isso jogos, sacrifícios e banquetes enormes eram realizadas para toda a pólis em honra de deusa Athena. Esta é a minha adaptação da celebração para moldes mais versáteis, tentando manter a máxima coerência com os significados e momentos do ritual grego antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Dia 1&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia envolve festividades mais relacionadas à purificação da casa e do altar para a deusa, bem como a entrega dos presentes e a purificação da casa e do corpo do miasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· &lt;b&gt;Pôr-do-Sol e Noit&lt;/b&gt;e : A celebração começa com um momento de vigília. Do pôr do Sol até a noite pode-se apagar as luzes e usar apenas velas. A casa, quarto ou altar pode ser limpa à luz das velas (preferencialmente azuis, a cor da deusa). O altar pode ser montado com motivos festivos como fitas azuis, presentes como roupas e acessórios, oferendas votivas e bolos de aniversário. Pode-se confeccionar vasos para libação, pintando-os, ou bordando toalhas para o altar dEla. Pode fazer a purificação do ambiente com khernips, após varremos bem o local e ungirmos o altar com óleo de oliva ou azeite. Quando se tem um espaço físico, pode-se fazer a purificação antiga, ou seja, a purificação pelo enxofre algumas horas antes, ou, para quem busca algo mais simples, a fumigação com incenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· &lt;b&gt;Nascer do dia&lt;/b&gt;: Ao nascer do dia começam os rituais propriamente religiosos. Começamos pela preparação das ofertas e libações a serem entregues. Podemos ofertar roupas, como na antiguidade quando um peplos novo, que era confeccionado durante cerca de nove meses, era entregue como presente à deusa nas Panethenáias maiores, além disso podemos fazer outras ofertas como jóias ou acessórios em geral. Uma dica: escolha temáticas que tenham relação com a deusa, como: colares, anéis, broches ou pulseiras com serpentes, corujas ou górgonas. Como comidas podemos fazer bolos, biscoitos ou pães em formato de cabras e vacas. Para libar: azeite, vinho, mel. O ritual segue as linhas gerais: purificação (feita na noite anterior), hino à Héstia, ao deus do festival e aos deuses e heróis que se queira louvar junto, nesse caso, podemos louvar a virtude dos heróis, como Odisseu, Belerofonte. Perseu e Hérakles. Podemos relembrar mitos em que se conta como Ela sempre esteve presente nas ações desses heróis, fazendo algo como que promessas de melhorarmos nossa conduta de modo a nos tornarmos dignos de estar frente à divina face dos deuses, em especial dEla. Após isso podemos fazer as ofertas e o sacrifícios dos simulacros, agradecendo à deusa pela Sua proteção e observância durante esse ciclo, parabenizando-A pelo Seu aniversário e tudo o mais que se queira fazer, como rituais de advinhação, encenações de mitos, danças ou músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Dia 2&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;· O segundo dia fica reservado à jogos, competições e momentos de agradecimento emgeral. Se você tem filhos pode leva-los para conhecer locais importantes para a história de sua cidade, ou fazer competições com Eles. Pode-se reunir amigos e famílias para um grande churrasco (caso você coma carne opte especialmente por carnes de vaca e cabra) em honra dEla. As competições podem ser premiadas com vasos cheios de leite ou doces no caso das crianças. O importante aqui é não perder o sentido do ritual e transformar as ações em momentos indiferentes ou apenas ‘ocasiões’. Deixe claro a intensão da celebração, mesmo que os outros não compartilhem da mesma fé que você. Não é necessário que eles participem do ritual, mas apenas que respeitem e/ou entendam o motivo das festividades. Ações veladas podem ser entendidas como vergonha, do meu ponto de vista,frente à fé que defende pratica e aos deuses que você cultua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-561371616416797599?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/561371616416797599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/adaptacao-da-panetheneia-para-dois-dias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/561371616416797599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/561371616416797599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/adaptacao-da-panetheneia-para-dois-dias.html' title='ADAPTAÇÃO DA PANETHENÉIA PARA DOIS DIAS'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8Z-SfESmoBk/R7UAk9C2CDI/AAAAAAAAAQw/mfwT7-C38LM/s72-c/atena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-609722543492428899</id><published>2009-07-15T17:01:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T17:09:01.024-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afrodite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deusas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heróis'/><title type='text'>Adônia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xjiM7OrzTTY/SFLk7XaRf3I/AAAAAAAABC8/yqZ5ICQObT0/s400/EtruscanDeathAdonis-e.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xjiM7OrzTTY/SFLk7XaRf3I/AAAAAAAABC8/yqZ5ICQObT0/s400/EtruscanDeathAdonis-e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Adônia é um dos poucos festivais que tem uma relação direta com o público masculino. É preciso que reconheçamos que enquanto os homens dominavam a maior parte da vida social em geral na Grécia Antiga, cabia às mulheres as responsabilidade pela maioria dos cultos, ritos e festivais em geral. Na antiguidade esse poderia ser entendido como um aspecto complementar dos cultos heróicos. Enquanto a maioria destes louvava os aspectos guerreiros e a transição para a puberdade, o culto de Adônis revela uma faceta mais sutil, relacionada à formação social do menino.&lt;br /&gt;O mito que envolve toda a aura do festival é o da morte do mesmo herói que dá nome ao festival, Adônis. A vida de Adônis e seu fim prematuro eram objeto de um culto intenso na Grécia. No dia dedicado para comemorar-Lhe a morte, deitava-se Adônis morto num leito de prata recoberto de púrpura. Gritavam e soluçavam as mulheres, protegidas por uma abobada de folhagens, a carpi o corpo do jovem deus-herói. As oferendas eram frutos, perfumes, folhagens em cestas de prata. Atiravam-no no outro dia ao mar e então ecoavam cantos alegres,pois Adônis com as chuvas da próxima estação ressucitaria. Essa imagem ressalta o papel dele nos cultos como filho de Afrodite e como imagem da breve eclosão da primavera. Em Biblos passava um rio chamado Adônis que no dia do festival de sua morte ficava vermelho cor de sangue. Na Síria a festa era celebrada na entrada da primavera. Plantavam-se em vasos e caixas sementes que molhavam todos os dias com água morna, para faze-las germinar mais depressa. As plantas assim obtidas chamavam-se plantas do ‘jardim de Adônis’. Morriam logo depois de nascer.&lt;br /&gt;Hoje podemos festejar essa data relembrando os mitos que as envolvem e fazendo ofertas às deusas Geia, Afrodite e Perséfone, além do homenageado, é claro. A seguir algumas instruções que creio que serão válidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;- Purifique-se por meio de um banho. Prepare o altar contendo imagens de Adônis e Afrodite, principalmente. Outros deuses podem ser acrescentados, tais como Perséfone e Geia. Separe roupas limpas para a celebração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;- Faça a dedicação de tudo aquilo que será ofertado e/ou libado. Isso pode ser feito com a fumigação de incensos sobre as ofertas e uma espécie de dedicação como “aos deuses o que Lhes é devidos’. Pode-se ofertar rosas brancas para Adônis, além de perfumes, vasos de rosas repletos de folhas aromáticas, além das anêmonas, se possível. Para Afrodite: rosas, espelhos, bijuterias, perfumes, frutas – romã e maçãs. Os líquidos para serem libados podem ser orvalho, água de fonte, leite e mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;- Purifique o altar com óleo, leite ou essência de rosas. Acenda a chama do altar e por alguns instantes medite no significado da data e nos deuses que serão honrados. Cante o primeiro hino.à Héstia e Geia: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Toda-Fértil e Toda-Destruidora Gaia, Mãe de Tudo, que traz generosos frutos e flores, Toda variedade, Donzela que ancora no mundo eterno sozinha, Imortal, Abençoada, coroada com toda a graça, Profundo florescer da Terra, doces planíces e campos, gramas aromáticas nas chuvas que nutrem. Em torno de ti voam as belas estrelas, eternas e divinas; Venha, Abençoada Deusa, e ouça as preces de Teus Filhos, faça os frutos e grãos crescerem em teu constante cuidado, e que com as estações férteis tuas criadas se aproximem e abençoem teus suplicantes&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;                                                                                                            - Hino Órfico à Géia, com olíbano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Héstia, tu que cuidas da sagrada casa do senhor Apolo, o que atira longe ao enorme Pytho, com suave óleo escorrendo sempre de suas madeixas, venha agora a esta casa, venha, tendo uma só mente com Zeus o onisciente -- venha para perto, e sobretudo conceda suas graças sobre a minha canção&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                  -Hino Homérico XXIV à Héstia&lt;br /&gt;Eventualmente pode-se fazer alguma oferta a Elas após a primeira libação. Em seguida pode-se cantar hinos para Afrodite, sejam eles antigos, modernos ou composições próprias. As libações são feitas durante o recitar do hino e as ofertas podem ser feitas ao término da libação com uma dedicatória aos deuses como por exemplo: “ Adônis, para Ti, ó Belo, estas rosas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt;- Ao terminar as libações agradecer a presença dos deuses em uma saudação do tipo: ‘saúdo os eternos deuses de nossos pais reinterando minha devoção e fé ao sagrado panteão para que todos os pensamentos que compartilhamos hoje sejam enviados e reconhecidos através da Terra. Assim seja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu poema para o festival, em honra de Adônis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hino à Adônis &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;A fumigação das rosáceas&lt;br /&gt;Libação de suco de rosas e leite &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Musa, inspira minha canção&lt;br /&gt;Para que eu cante os amores da Ourania&lt;br /&gt;E de seu filho desditoso,&lt;br /&gt;Amado entre as deuses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Adônis, do hálito floral&lt;br /&gt;Tu, desditoso fosse ao receer da moira tão prematura morte&lt;br /&gt;Mas também tivesses a graça do amor de tua mãe e amadas&lt;br /&gt;A espalhar pela terra as cores da primavera&lt;br /&gt;Apaixonadas, numes de róseos braços&lt;br /&gt;E madeixas graciosas, duas , te dedicaram especial afeto;&lt;br /&gt;A sempre bela Ourania, tua mãe e amada&lt;br /&gt;E a sempre pura Koré, entre os homens venerada&lt;br /&gt;Possa minha canção subir garciosa como os ramos da rosácea florida&lt;br /&gt;E os deuses ouvirem minha canção&lt;br /&gt;E no dia de tua morte cantarão felizes&lt;br /&gt;Promessas para uma nova estação&lt;br /&gt;Oh deusas de belos braços, que eu sempre seja forte&lt;br /&gt;Soberbo e agraciado, pelo vosso sopro e favores&lt;br /&gt;Sempre eternos.&lt;br /&gt;Ó tõn Téoi, ecsfaristo polý&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-609722543492428899?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/609722543492428899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/adonia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/609722543492428899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/609722543492428899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/adonia.html' title='Adônia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xjiM7OrzTTY/SFLk7XaRf3I/AAAAAAAABC8/yqZ5ICQObT0/s72-c/EtruscanDeathAdonis-e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8005730115511547381</id><published>2009-07-07T17:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T17:34:23.882-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kharis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortopraxia'/><title type='text'>Em busca de uma religiosidade que faça sentido...</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Não podemos esperar que nossos especialistas religiosos façam tudo para nós. Sei que temos poucos santuários privados e nenhum templo público, mas temos nossos corações e nossos lares. Embora nossas comunidades sejam ainda pequenas, cada um de nós tem os meios para praticar o Helenismo plenamente. Os ciclos da vida e os rituais diários, mensais e anuais são esses meios.&lt;/em&gt;" (Drew Campbell: 'Old Stones, New Temples' , traduzido por Αλεξανδρα Ελληνοπουλα Νικασιος , in sofalex.blogspot.com )&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Acho que não preciso mais dizer que o mundo está um caos. E as pessoas buscam na religião um sentido, um norteador para suas ações dentro de ssa ordem caótica. Ao chegarmos nas religiões  assim ditas "pagãs' é costume exigir dos deuses dessas religiões provas de sua real existência. Ora! Se quisermos ver e estar com os deuses, basta abrirmos os olhos para o óbvio, que é a manifestação dos deuses na nossa mais restrita intimidade. É impossível não ver no balanço do mar a manifestação da incosntância de Posídon, ou no nascer e pôr do sol, uma epifania de Hélios... mas nem sempre esse entendimento do natural como manifestação dos deuses na vida é entendido, e a gente foge pras hipóteses mais absurdas e infundadas... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Defendo a idéia que a religião é uma função social, e como tal, os deuses são partes da sociedade. Uma das formas práticas de entrarmos em contato com os deuses é nos dispormos, atuar em atividades ligadas à Eles, e assim absorver as experiências e ensinamentos que Eles podem nos oferecer.  Aqui segue o esboço de algumas idéias...&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Zeus: Envolva-se em atividades ligadas a auxílio a estrangeiros,como albergues e sopões  aprenda os sinais meteorológicos expresso nas nuvens, visite um apicultor ou estude sobre isso ;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hera: Tenha interesse por questões polítocas, econômicas, a nível global ou mesmo doméstico. Estude o significado do casamento, seja voluntário em lares de crianças abandonadas&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ártemis: recicle seu lixo, envolva-se em movimentos ambientalistas, aprenda  a usar o arco, seja voluntário em orfanatos e locais que abriquem crianças abandonadas;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hermes: aprenda línguas estrangeiras, pesos e medidas, conheça sua cidade, ajude estranhos na rua, bem como locais de assistência a deficientes físicos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apolo: medite,  estude primeiros socorros ou música. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8005730115511547381?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8005730115511547381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/em-busca-de-uma-religiosidade-que-faca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8005730115511547381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8005730115511547381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/07/em-busca-de-uma-religiosidade-que-faca.html' title='Em busca de uma religiosidade que faça sentido...'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2268716266641206499</id><published>2009-06-15T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-12-30T14:19:43.299-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Clareando as Idéias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;,Verdade seja dita, muito pouco sabemos sobre a religião grega em si. Em meio a tantas fontes, que se dizem sempre e sempre reais e confiáveis, o que não deve na maior parte das vezes ser considerado. Mesmo que o autor seja reconhecido e confiável, já que o tempo pode fazer com que as opiniões do autor fiquem ultrapassadas face às novas descobertas e interpretações do mito e do culto gregos. Poucos foram os volumes lançados sobre o que teria sido a religião grega. E fazendo um levantamento geral de toda a questão posso concluir que hoje, aquele que tem acesso a bons autores e fontes idôneas de informação conhece muito mais sobre os aspectos, à luz dos gregos, secundários da religião, do que sobre o culto em si, e sobre as posturas e condutas sugeridas por estas.&lt;br /&gt;Dispondo-se a um exame mais atento das obras publicadas até hoje, podemos concluir que muito se falou sobre os mistérios, sobre as doutrinas de reencarnação e do post-mortem, enfim... mas o ideal inspirado pela religião grega tem sido deixado de lado. E todo crítico “prudente” pune vigoroso aquele que tenta aproximar-se do objeto de estudo (que no nosso caso, sai do estudo e passa a ser experiência) com uma séria indagação, a exemplo da que fez Bernard Wyss, no epílogo da Epifania ( Walter F. Otto, Ed. Odysseus, 2006) ao indagar “mas ele [Walter Otto] acreditava mesmo nesses deuses ? “, de modo como se isso fosse algo impossível, o que é totalmente contestado pelo autor, que em si, continha o espírito de devoção semelhante àquele cultivado pelos gregos antigos, e justamente por essa proximidade, ele como poucos, pôde instruir a respeito da religião grega em si, e valorizar o mito como instrumento não apenas literário, mas sim informativo.&lt;br /&gt;Cabe porém observar que nem todo mito tem um fundamento religioso. É uma idéia corrente que o mito é uma explicação do rito, surgindo posterior. Porém, as pesquisas antropológicas e filológicas cada vez mais indicam para uma relação mútua entre esses. O mito não é uma narrativa de algo que já sucedeu-se; O MITO É. É o fato presente, posto que é o testemunho da presença divina latente em tudo que há no mundo. Posto que Eles são o mundo. Não se trata aqui de personificações, ante o contrário, pois os deuses são os elementos iniciais, são as formas que moldaram no homem os conceitos que ele manipula, desde o físico ao metafísico.&lt;br /&gt;O leitor atento da literatura antiga, certamente irá deparar-se com situações delicadas aos nossos olhos e conclamá-las como absurdas, a exemplo de Helena culpando Afrodite pela sua paixão... acusará de desrespeito e blasfêmia certamente, mas aos olhos do grego não é isso que acontece. O sentimento de proximidade do gregos para com seus deuses é tão profundo e latente que os deuses são a fonte original de todo agir. Eles não só nos aconselham a respeito do proceder, como também fazem parte desse movimento. Eles sempre estão por perto, para nos apoiar ou nos corrigir, sendo forças impulsivas e destruidoras simultaneamente.&lt;br /&gt;Quando ouvimos a bacante dizer sentir-se invadida pelo gozo de Dioniso, não é ao sexo expresso na figura do deus que ela refere-se propriamente, mas sim à divina manifestação da vida expressa pela presença do deus. Os deuses gregos não são arquétipos, figuras mitológicas tampouco imaginárias, mas sim realidades concretas.&lt;br /&gt;Outra questão que deve ser levantada é a postura dos adeptos. Não é de se admirar que maior parte dos “politeístas helênicos” de fato não o seja, ao menos não dentro do contexto reconstrucionista. Ligados às práticas mágicas, e a livres-interpretações acerca da “essência” dos deuses, eles preocupam-se muito mais com os aspectos secundários do culto, e com questionamentos do que com a experiência e com o de mais importante que o Helenismo tem a contribuir para o homem: uma conduta ética e uma visão vívida do mundo. Um mundo cheio de deuses, como disse certo autor da antiguidade; e mesmo assim os adeptos “exigem provas da presença dos deuses”. Talvez isso se dê por uma questão simples: perde-se muito tempo com falsos intelecualismos do que com a prática. É preciso tentar e errar para assimilar aquilo a que se propõe aprender. É preciso vivenciar a experiência para obter informações e um repertório de contato íntimo com os deuses.&lt;br /&gt;Diferente do conhecimento comum dos neopagãos, a visão reconstrucionista vê que não basta apenas pensamentos, isto porque os deuses per si já estão, sempre estão, em nossos pensamentos, pois, como dito anteriormente, Eles são a essência da ação. Mas isso de forma alguma reprime, ou anula a necessidade da prática devocional, antes a faz mais necessária, posto que é preciso honrar os deuses, de modo que se possa invocar justamente pelo favor dEles quando necessário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2268716266641206499?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2268716266641206499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/06/clareando-as-ideias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2268716266641206499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2268716266641206499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/06/clareando-as-ideias.html' title='Clareando as Idéias'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8898540056167189894</id><published>2009-06-04T17:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T17:14:17.261-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skirophoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atena'/><title type='text'>Skirophoria</title><content type='html'>O mês de Skirophorium é o mês das colheitas, compreende um período das estações o qual os gregos costumavam nomear “oporá” o qual corresponde um período quente, permeado muitas vezes por pestes e mortes súbitas, no clima poeirento do país, mas é também o mês da colheita dos grãos.  O festival que dá nome ao mês, o Skirophoria ( ou Skira, como também é nomeado) ocorre durante o período da triagem das safras, quando os grãos são cortados e debulhados. É um rito de reconciliação entre os aspectos pastoris e urbanos, visto que ambos dependem um do outro, mas acima de tudo, é um festival no qual se pede por proteção, pelo favor dos deuses, frente às secas, queimadas e pestes trazidas pelo calor insuportável. A skirophoria também relembra a reconciliação e a volta aos laços de fraternidade entre as pólis de Atenas e Eleusis.&lt;br /&gt;            Como na grande maioria dos festivais religiosos gregos, o Skirophoria é dominado pelas mulheres. Na Antiguidade, o festival era celebrado no monte Skiron, onde, de acordo com as tradições locais, ocorreu a primeira semeadura, ensinada a Deméter aos homens. De forma bastante resumida podemos dizer que o festival consistia de uma procissão onde um dossel era carregado, esse era uma espécie de escudo apotropáico,  feito em madeira e com o seu interior forrado, na frente havia representações relacionadas ao tema do festival O dossel era usado como símbolo de proteção, a fim de que os deuses não permitissem que praga alguma se aproximasse do vilarejo.  Esse dossel é chamado de Skiron, e provavelmente  o nome do festival advenha dele. Após isso, as mulheres retiravam-se, abstendo-se de quaisquer intercurso que não os necessários para celebração dos ritos. Eram realizadas ofertas de pequenos leitões no altares de Deméter localizadas nas cavernas. Esses altares eram denominados mégara, e eram essas ofertas sacrificais que seriam utilizadas pelas mulheres nas Themophorias, nos seus rituais de fertilidade. Aos homens sobravam os jogos agonísticos, no qual eles competiam por uma pentaploa. O agon consistia de uma corrida com ramos de videira que se estendia do templo de Dioniso até o templo de Atena Skiras,&lt;br /&gt;            Para aqueles que querem celebrar ou comemorar o festival, aqui segue minha sugestão de modificação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-      Como sempre, a primeira fase do ritual é a purificação. Tome banho, e logo em seguida prepare o altar o lugar onde o ritual festival será celebrado. Deixe tudo previamente pronto, desde as roupas até as ofertas e libações.  O altar pode ser enfeitado com grãos, principalmente milho, que está em safra, além de velas verdes e azuis, e imagens de Atena, Deméter, além de Hélio, Posídon e Koré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-      A seguir, pode-se propor uma pompê, ou seja, uma procissão. Não precisa ser um absurdo, nem em percurso, nem em elaboração. Pode-se circumbular o espaço do altar, ou , se possível , fazer uma caminhada pela terra, pela plantação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-      Após a caminhada, podemos começar a celebração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-       Acenda as velas, ou a chama do altar. Relaxe, medite um pouco sobre a ocasião e significado do festival. Prepare suas ofertas e líquidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-      Pode-se libar vinho, leite, mel e principalmente óleo de oliva, ou azeite. As  ofertas podem assumir-se como simulacros. Evidentemente que hoje é praticamente impossível para a maioria dos politeístas helênicos ( e também conflitante com os valores ambientais que defendemos, e que já na antiguidade muitos apoiaram) sacrificarem leitões e porcos, mesmo que se reconheça sem muito ou nenhum esforço o valor  e distinção que o gesto levanta. Pode-se ofertas queijos, bolos, pães, ou até mesmo biscoitos, em forma de porcos, além evidentemente de grãos, ou produtos destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-      A primeira prece deve ser orientada a Héstia, em seguida pode-se cantar os hinos à Atena e a Deméter (além de Hélio, como senhor dos juramentos, aquele que tudo vê; e Posídon, senhor dos mares e protetor dos navegantes, o fertilzador da terra;) sendo estes os da himnódia tradicional, ou composições próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-       Enquanto se faz isso, pode-se ir vertendo os líquidos em direção ao solo, ou sobre um recipiente com esta finalidade disposto sobre o altar. A mesma coisa pode ser feita com os ofertas, enquanto se faz os pedidos para proteção frente aos perigos e desatinos das “roças contemporâneas”, cheias de serpentes e falsos carneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-      As competições e atividades físicas sempre são estimuladas, já que um corpo são motiva uma mente igualmente sã. Corpo e alma devem ser cuidados e zelo idênticos, já que são interdependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-      Seguida as práticas sugeridas, pode-se partilhar da comida e das ofertas, bem como prestar outros serviços, como a mantika, interpretação de mitos enfim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8898540056167189894?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8898540056167189894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/06/skirophoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8898540056167189894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8898540056167189894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/06/skirophoria.html' title='Skirophoria'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2784615523802274422</id><published>2009-05-28T11:51:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T12:10:27.788-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros Autores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><title type='text'>Os deuses não são personificações</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;- Eles nos abrem os olhos para o essencial e o verdadeiro-&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;- Walter Friedrich Otto *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há um grande número de divindades como Diké e Têmis, “Direito” e “Lei”, Eirene, ou seja, “Paz”, Plutos (Pluton), “Riqueza”, etc. Divinas figuras como estas, dentre tantas outras como Aidos e as Cárites, são chamadas de “personificações”, porque seus nomes se acham no idioma como conceitos abstratos. Todavia, muitas vezes é possível demonstrar que o nome do deus foi o que precedeu e o conceito abstrato derivou dele. Desde muito se firmou o costume de falar “personificação” como sendo um processo muito natural, quando ente de natureza impessoal – um ente abstrato- pode elevar-se ao pessoal. Basta colocar a questão para responder imediatamente que isso é impossível. Ainda hoje, a linguagem poética tem abundância dessas figuras. Quando Hölderlin se dirige à “Paz”, como uma deusa e a venera, terá por acaso personificado um conceito abstrato? Até hoje erigimos à Justiça e à Liberdade estátuas de aparência divina. E se, no famoso ato popular “Cada Qual”, a Fé é apresentada como uma figura celeste, será uma personificação o que tanto comove os espectadores?&lt;br /&gt;Na verdade não há personificação e sim, apenas, despersonificação – assim como inexiste mitificação, mas tão somente desmitificação, e tampouco faz sentido, segundo a tão famosa sentença de Schelling, indagar como o homem teria chegado a Deus quando antes só cabe indagar como é que d’Ele pôde afastar-se.&lt;br /&gt;A figura mítica é o fenômeno originário. Só porque eram originalmente personagens divinas, míticas, as noções de “Vitória”, “Paz”, “Liberdade”, “Justiça”, “Amor” etc. puderam ressurgir qual seres sobre humanos na poesia e na arte de todos os tempos.&lt;br /&gt;Assim é que a própria língua, junto com as artes plásticas, nos confirma a veracidade desse aforismo atribuído a Tales: “Tudo está cheio de deuses”.&lt;br /&gt;Este saber de uma pletora de deuses que não apenas vive no universo, antes é o universo, nada tem a ver com o panteísmo. Seria o caso de dizer “ tudo que é substancial e verdadeiro manifesta uma forma divina”. Porém mais certo seria o contrário: “são as formas divinas que tornam manifestos tudo quanto há de essencial e verdadeiro”. Já aqui pode-se notar que se os gregos puderam descortinar tão profundamente os mil tesouros do Ser foi por lhes ter as formas divinas aberto os olhos.&lt;br /&gt;Em todas as formas divinas do gênero daquelas de que demos exemplos acima repete-se o divino milagre da síntese unificadora do subjetivo e do objetivo. E todas elas, por limitadas que pareçam enquanto nos apegamos ao significado conceitual de seus nomes, quanto mais longe miramos tanto mais ampliam seu domínio, até abranger todo o mundo, toda a existência.&lt;br /&gt;Acima delas, porém, reúnem-se augustas figuras divinas; estas não retiram às primeiras seu significado próprio, antes abarcam em seu ser mais vasto.&lt;br /&gt;Também elas são , em certo sentido,representantes de um determinado círculo do mundo e da existência; mais o que tornam manifesto com seu ser é tão grande, tão poderoso, tão variado, a tal ponto preenche todas as lonjuras e todas as profundezas do real que por si só cada uma delas parece ser todo o divino.&lt;br /&gt;Com sua divina grandeza elas se acham presentes em todos os círculos do ser - no cósmico, no elementar, no vegetal e no animal- , convertendo-os em reflexos do seu próprio ser, para revelar-se finalmente na forma humana. Assim, cada uma dessas divindades, sem prejuízo de suas figuras mais excelsa não só pode ter ao pé de si o animal ou vegetal, como pode aparecer e ser venerada como animal ou vegetal. Que o racionalista chame isso de fetichismo; o sábio compreenderá que não se rebaixa a divindade, antes transparece através dos seres seu fundamento infinito de modo tal que neles impõe sua sacra veneração.&lt;br /&gt;Esses grandes deuses já por seus nomes tornam claro que seu culto é mais antigo que a cultura grega propriamente dita. Isso se aplica também a Zeus, deus do céu e do universo, cujo nome é grego. Conforme atestam os povos da Índia, da Itália e da Germânia, a adoração dele já estava presente na proto-história indo-européia, e os gregos a trouxeram consigo ao imigrar do norte para o país cujas populações primitivas se misturaram.&lt;br /&gt;Conquanto na maioria dos casos não saibamos muita coisa a respeito dos representações ligadas a essas figuras antes de elas se converterem em deuses gregos, o pouco que temos conhecimento, já nos serve para, em confronto com as idéias religiosas do Próximo Oriente, distinguir o pensamento religioso autenticamente grego do das formas de culto de outros povos.&lt;br /&gt;Afrodite, Apolo e Ártemis, Hermes e os demais deuses, qualquer que tenha sido a forma como se apresentaram a seus adoradores na época pré-helênica, manifestaram-se em um nova revelação, tal qual as viu Homero, que delas nos dá o testemunho mais antigo, válido para todos os tempos. Essas aparições dos divinos é uma das iluminações mais destacadas do espírito grego. Não tem sentido querer explicar a fé nos deuses com base nas condições de existência e na atitude espiritual da Grécia primitiva. O que chamamos de atitude espiritual e modo de vida dos gregos nada mais é que auto-revelação de deuses como Zeus, Atena e Apolo. Eles é que fizeram a Hélade ser o que foi. Todas as suas obras e descobertas admiráveis são, em última instância, irradiações da revelação feita aos gregos, e só a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otto, Walter Friedrich. TEOFANIA: O Espírito da Religião dos Gregos Antigos;&lt;br /&gt;Tradução de Ordep Trindade Serra. São Paulo, Odysseus Editora, 2006&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2784615523802274422?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2784615523802274422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/os-deuses-nao-sao-personificacoes-eles.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2784615523802274422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2784615523802274422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/os-deuses-nao-sao-personificacoes-eles.html' title='Os deuses não são personificações'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2259909022722003485</id><published>2009-05-24T12:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T12:17:52.889-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deusas'/><title type='text'>As coisas não são bem assim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Isso mesmo, as coisas não são bem assim. Ao pensarmos no sagrado feminino o usual é aquela instrução costumeiramente wicanna ou qualquer dessas correntes do paganismo contemporâneo que diz-se portador de uma tradição anterior, ao menos é isso que defendem. Mas as coisas não são bem assim. O comum é imaginar as deusas como mulheres ou maternais, ou moças ou senhoras idosas e sábias. De fato, elas podem ser assim. É inegável o amor e zelo de Hera pelo Seu consorte, a doçura de Deméter para com sua filha Koré-Perséphone, ou a beleza de Ártemis a correr pelas campinas e montanhas. Mas o mundo das deusas e dos deuses é todo um complexo, que deve ser entendido, assim como bem aponta o helenista karl Kerényi sem preconceitos. “O autor entende que, se o desejo do estudioso é alcançar os caracteres fundamentais dos mitos, ele deve se desligar dos seus próprios preconceitos o mais que puder. Isso porque, antes, não haverá senão uma correspondência superficial entre o mundo do estudioso e o dos mitos. Ele passará meramente ao status de uma curiosidade, ou seu conteúdo será interpretado de forma degenerada, face seu significado inicial.”&lt;br /&gt;            A cultura pop simplificou a imagem dos deuses, já anteriormente fragmentada pelo pseudo-intelectualismo dos escritores da Idade Média e das perseguições contra os povos pagãos. Enfrentar esse universo onde a imagem dos deuses é deturpada ou simplificada é o primeiro desafio àquele que tenta estar próximo do complexo sui generis que é a divindade.&lt;br /&gt;            Há uma quarta, quinta, sexta face do divino feminino que muitas vezes é ignorado. E ao se deparar com ele, surge muito naturalmente um desconforto ou estranhamente, típico de quem enxerga os deuses como entidades belas,  amplamente benéficas, perfeitas e acolhedoras. E de fato, Eles e Elas são sim, mas as coisas assumem uma dimensão muito maior que essa proposta. Os deuses são bondosos, mas acima de tudo, justos. E, semelhantes a nós, têm suas paixões, vícios, escolhas e tristezas.&lt;br /&gt;            Confesso que a primeira vez que me deparei com a imagem de Atena me assustei. Uma deusa de olhos belos, pele rosada  e cabelos negros como o ébano, e que logo ao nascer solta um grito de guerra que ecoa por todas as partes do mundo, logo em seguida vestindo-se, toda armada, reluz e fulgura frente a seus tios, pai e irmãos, estarrecidos, frente ao poder daquela deusa, toda virgem e casta... uma deusa Guerreira! Não era a donzela, não era Mãe, tampouco anciã. Era a guerreira, armada com a lança e com a égide. Isso me encanta.&lt;br /&gt;            A violência e a competição são forças latentes e indissociáveis para quem deseja compreender o mundo religioso e social grego. Pode parecer egocêntrico, ou exibicionismo, mas o grego sempre se empenha a fim de  ser o melhor. Quando falamos em “grego/heleno” sempre estamos nos referindo àquele que opta por partilhar de uma educação moldada por normas éticas e morais baseadas no respeito, na ordem, na tradição e no bem geral da comunidade, bem como de si mesmo.&lt;br /&gt;            Mais uma vez vou recorrer à moral judaico-cristã como uma das maiores barreiras para a compreensão do pensamento grego e primitivo (em termos históricos, não “evolucionários”). A moral judaico-cristã moldou o pensamento humano a conceber um sistema de mundo em que os mais frágeis são sempre os mais fortes, os bem aventurados são os retalhados, os pobres e os excluídos. A moral grega vai contra isso. A  moral grega funda-se sobre a honra do adepto. O homem oferta o melhor de si, empenha-se em ser o melhor naquilo que efetua, pois assim está contribuindo para o crescimento de seu grupo e também honrando os deuses  a quem é devotado. O grego sempre quer ser o melhor. &lt;br /&gt;Penso seriamente que o mundo grego precisa ser visto com olhos despidos de idéias pré-concebidas e de pensamentos formados. Um autor sempre defende uma linha de pensamento, e como tal, é suscetível como todo mortal a “puxar a sardinha” para o seu lado, então, como no contexto do politeísmo helênico, as fontes históricas são as ferramentas mais costumeiras, é sempre bom advertir que nem toda leitura é recomendável, e mesmo aos recomendáveis, cabe por observações, e verificar as fontes de que se servem.&lt;br /&gt;Não se pode conceber um deus como uma simples coisa, a exemplo do que se aprende na escola como “ Afrodite é a deusa do amor, Ares o deus da Guerra, Zeus deus do trovão, Hera do casamento”... tratar as coisas desse modo é desrespeitoso para com um deus. Talvez seja como etiqueta-lo, e sabemos que no real as coisas não são tão claras assim. E um deus é uma realidade concreta, não um arquétipo ou uma entidade imaginária e/ou mágica. Eles também são entidades com poderes destrutivos. São tão complexos quanto qualquer um de nós... mas mesmo assim, ainda são deuses. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2259909022722003485?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2259909022722003485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/as-coisas-nao-sao-bem-assim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2259909022722003485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2259909022722003485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/as-coisas-nao-sao-bem-assim.html' title='As coisas não são bem assim'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2062079455499622282</id><published>2009-05-24T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-12-12T12:46:34.742-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História Grega'/><title type='text'>Uma Cronologia Resumida da Perseguição Cristã aos Pagãos Helenos</title><content type='html'>314 – Imediatamente depois de sua legalização, a igreja cristão atca os pagãos: o concílio de Ancyra denuncia o culto à deusa Ártemis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;324- O Imperador Constantino, declara o cristianismo como a única religião oficial do Império Romano. Em Dídima, na Ásia Menor, oráculo de Apolo é saqueado e os sacerdotes são torturados até a morte. Também denuncia todos os pagãos do Monte Atos e destrói todos os templos pagãos do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;366 –O Imperador Constantino seguindo as instruções de sua mãe, Helena, destrói o Templo do deus Asclépio e Higéia, na Sicília e muitos templos da deisa Aforidite em Jerusalém, Afaka, Mambre, Fenícia, Baalbek etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;330 – O Imperador Constantino rouba os tesouros e as estátuas dos templos pagãos da Grécia para decorar a nova capital do seu Império, Nova Roma (Constantinopla)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;335- O Imperador Constantino saqueia muitos templos pagãos da Ásia Menor e Palestina, e ordena a crucificação de todos os magos e adivinho. Martírio do filósofo neoplatônico Sopatro.&lt;br /&gt;341 – O Imperador Flávio Júlio Constâncio persegue a todos os adivinhos e helenistas. Muitos pagãos gregos são presos e executados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;346 – Novas perseguições em grandes escalas contro os pagãos em Constantinopla. Exílio do famoso orador Libanio, acusado de ser “mago”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;353 – Um decreto de Constancio ordena a pena de morte para classe de culto com sacrifício e idolatria, ou culto a ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;354 – Um novo ato de Constancio ordena a destruição dos Templos Pagãos e a execução de todos os idólatras.  As bibliotecas de várias cidades do Império são incendiadas. As primeiras fábricas de cal são construídas ao lado dos templos pagãos fechados. Uma grande parte da arquitetura dos templos pagãos é transformada em Cal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;357 – Constantino proíbe todos os métodos de adivinhação (exceto a astrologia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;359 – EM Skythopolis , Síria, os cristãos organizam o primeiro campo de concentração para tortura e execução pagãos encontrados em qualquer parte do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;361 a 363 – Em Constantinopla ( 11 de Dezembro do ano de 361 ) o imperador pagão Flávio Cláudio Juliano declara tolerância religiosa e restaura os cultos pagãos.  Em 11 de Junho de 363 o Imperador Juliano é assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;364 – O Imperador Juliano ordena que a Biblioteca de Antioquia seja incendiada.&lt;br /&gt;Um ato imperial (11 de Setembro) ordena a pena de morte para todos os pagãos que rendam culto a seus deuses ancestrais ou pratiquem adivinhação (silieat omnibus perpetuo divinandi curiositas). Três decretos diferentes ( 4 de fevereiro, 9 de Setembro e 23 de Dezembro) ordem  que todas as propriedades dos Templos pagãos sejam conficadas e castiga com pena de morte a participação em rituais pagãos, inclusive os privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;365 – Um decreto imperial (17 de Novembro) proíbe que os funcionário pagãos comandem soldados cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;370 – O Imperador Valens ordena uma grande perseguição contra os pagãos em toda a parte oriental do Império. Em Antioquia se executa, entre muitos outros, o ex- geovernador Fidaustio e os sacerdotes Hilário e Patrício. Montanhas de livros são queimadas nas praças públicas das cidades do leste do Império. Todos os amigos de Juliano (Orebasio, Salustio, Pegaso etc) são perseguidos. O filósofo Simônides é queimado vivo e Máximo é decapitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;372 – O imperador Valens ordena ao governador da Ásia Menor que extermine todos os helenos e todos os documentos relativos à sua sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;373 – Nova proibição a todos os métodos de adivinhação. O termo “pagão” (pagani, aldeano = pagão, que mora nas cercanias, camponês, aldeão) é introduzido pelos cristãos para depreciar toda a classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;375 –  O Epidauro, Templo de Asclépio na Grécia, é fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;380 – Em 27 de fevereiro, um Ato do Imperador Flavio Teodosio converte o cristianismo na religião exclusiva do Império romano, requerendo que “todas as nações que estão sujeitas à nossa clemência e moderação devem continuar praticando a religião que foi entregadoa aos romanos pelo divino apóstolo Pedro”. Os ao-cristão são chamados “repugnantes, hereges, estúpidos e cegos”. Em outro decreto Teodósio chama  de “loucos” todos aqueles que não crêem no deus cristão e proíbe toda  discrepância com os dogmas da Igreja.  Ambrosio, o bispo de Milão, empreende a destruição dos templos pagãos de sua área. Os sacerdotes cristãos dirigem seus esforços contra o Templo da deusa Deméter, em Eleusis e tentam  linchar os sacerdotes pagãos Netorio e Priskos. Nestorio, o sacerdote de Deméter, aos 95 anos de idade, encerra os Mistérios de Eleusis e anuncia a predominância da obscuridade mental sobre a raça humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;381 – Em 2 de Maio, Teodosio priva de todos os direitos os cristãos que voltarem a praticar sua religião pagã. Em toda a porção oriental do Império são saqueados e queimados Templos e Bibliotecas pagãs. Em 21 de dezembro Teodósio proíbe inclusive as simples visitas aos templos helenos. Em Constantinopla, o templo da deusa Afrodite é transformado em cabaré (bordel, prostíbulo) e os templos de Hélio e Ártemis em estábulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;382 – O “ Hallelu-jah” , Aleluia (Glória aYAHVeh) é imposto nas missas cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;384 – O Imperador Teodósio ordena ao “pretor prefecto” Maternus Cynergius, um devoto cristão, que coopere com os bispos locais e destrua os templos pagãos no norte da Grécia e na Ásia Menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;385 a 388 – (traduzir) 385 a 388 Maternus Cynerdius, animado por suas fanática esposa e pelo bispo San Marcelo, varrem todo o país  com suas tropas, saqueando e destruindo centenas de templos, altares e relicários helênicos. Entre outros, destroem o Templo de Edesa, o Templo aos Kabiroi, em Imbros, o templo de Seus em Apamea, o Templo de Apolo em Didima e todos os templos da região de Palmira. Milhares de inocentes pagãos de todas as zonas do império são martirizados nos terríveis campos de Concentração de Skythopolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;386 – Em 16 de Junho o Imperador Teodósio proíbe a manutenção e o cuidado dos templos pagão saqueados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;388 – Por vontade de Teodosio, são proibidas as charlas públicas sobre temas religiosos. O orador exilado Líbano envia sua famosa epístola “Pro Templis” a Teodosio com a esperança de que os poucos templos helenos restantes sejam respeitados e conservados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;389 a 390 – São proibidas todas as festas que não sejam cristãs. Hordas de ermitões fanáticos do deserto inundam as cidades do Oriente Médio e Egito destruindo estátuas, altares, bibliotecas e templos pagãos, e linchando os pagãos. Teófilo, patriarca de Alexandria, inicia duras perseguições contra os pagãos, converte o templo de Dioniso em igreja cristã, destrói o Templo de Zeus e zomba dos sacerdotes pagãos antes de os matar a pedradas. A população cristã profana as imagens de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;391 – Em 24 de Fevereiro, um novo decreto de Teodosio não só proíbe a visita aos Templos pagãos como também observar as imagens destroçadas. Novas e terríveis perseguições por todo o Império são empreendidas. Em Alexandria, os pagãos liderados pelo filósofo Olimpio, organizam uma revolta e depois de algumas pelejas violentas se trancam dentro do templo fortificado de Serapis. Depois de um violento cerco, os cristãos tomam conta do edifício, derrubam-no, incendeiam sua biblioteca e profanam as imagens de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;392 -  Em 8 de Novembro o Imperador Teodosio proíbe os rituais não cristãos e os denomina “superstições gentílicas”. Novas perseguições em grande escala contra os pagãos. São encerrados os Mistérios da Samotrácia e seus  sacerdotes são assassinados. Em Chipre, os bispos locais San Epifanio e San Tychon destroem quase todos os templos da ilha e exterminam a milhares de pagãos. Os Mistérios locais da deusa Afrodite são encerrados também.  O Ato de Teodósio declara que “aqueles que não obedecerem ao padre Epifanio não terão direito de continuar vivendo na ilha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;393- São proibidos os jogos pítios, os jogos de Aktia e os jogos Olímpicos como parte da idolatria helênica. Os cristãos saqueiam o templo de Olímpia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;395 – Dois novos decretos ( 27 de Julho e 7 de Agosto) ocasionam novas perseguições contra os pagãos. Rufino, eunuco do primeiro ministro do Imperador Flavio Arcádio dirige as hordas dos godos batizados (seguidos por Alarico) à Grécia. Animados por monges cristãos, os bárbaros saqueiam e queimam muitas cidades (Dion, Delfos, Megara, Corinto, Feneos, Argos, Nemea, Lycosoura, Esparta, Messene , Figaleia, Olímpia etc) massacram e escravizam incontáveis pagãos helenos e derrubam todos os templos. Entre outros locais , incendeiam o santuário de Eleusis e quiemam vivos os seus sacerdotes ( incluindo o sacerdote de Mitra Hilário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;396 – Em 7 de dezembro, um novo decreto do imperador Arcádio ordena que o paganismo seja tratado como alta traição. Encarceiram-se os poucos sacerdotes pagãos que insistem na prática das antigas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;397 – Demolidos! O Imperador Flávio Arcádio ordena demolir todos os Templos pagãos que ainda continuam de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;398 -  O IV Concílio Eclesiástico de Cartago proíbe a todos, incluindo os bispos cristãos, o estudo dos livros pagãos. Porfírio, o bispo de Gaza, derruba quase todos os templos pagãos da cidade (exceto nove deles que permanecem ativos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;399 -  Com um novo Ato ( 13 de Julho) o Imperador Flávio Arcádio ordena a demolição imediata de todos os templos pagãos que todavia resistem em pé, principalmente aqueles na zona rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;400 -  O bispo Nicetas destrói o oráculo do deus Dioniso em  Vestai e batiza forçadamente a todos os pagãos da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A população cristã de Cartago lincha os pagãos e destroem templos e ídolos. Também em Gaza, o bispo local santo Porfírio, ordena a seus seguidores o linchamento dos pagãos e a demolição dos nove templos restantes em atividade na cidade. O V Concílio de Chalkedon ordena a excomungação (inclusive depois da morte) dos cristãos que mantenham boas relações com seus parentes pagãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;405 – Juan Crisostomo envia hordas de monges vestidos de gris e armads]os com maças e barras de ferro para destruir ídolos de todas as cidades da Palestina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juan Cristodomo arrecada fundos com a ajuda de mulheres cristãs ricas para financiar a demolição dos templos helênicos. Em Éfeso ordena a destruição do Templo de Ártemis. Em Salamis, Chipre, os “santos” Epitáfio e Eutychius continuam as perseguições contra os pagãos e destroem seus templos e santuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo decreto proíbe mais uma vez todos os atos de culto não cristão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Imperador da parte Oriental do Império, Honório, e o Imperador da parte Ocidental, Arcádio, ordenam juntos que todas as esculturas dos templos pagãos sejam destruídas ou retiradas. Também são proibidas a propriedade privada e individual de qualquer escultura pagã. Os bispos locais dirigem novas e terríveis perseguições contra os pagãos e novos incêndios contra seus livros.Juízes que mostram piedade aos pagãos também são perseguidos. San Agustim massacra centenas de pagãos em Calama, Argélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais, um decreto ordena que se castigue com pena de morte a astrologia e todos os métodos de adivinhação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;415 – Em Alexandria, a população cristã influenciada pelo bispo Cirilo, uns quatro dias antes da Páscoa judaico-cristã (Paskha) arca em corta em pedaços a famosa e bela filósofa Hypatia. Os pedaços de seus corpo são arrastados pelas ruas da cidade de Alexandria nas mãos das pessoas da cidade; são finalmente queimados junto com seus livros em um lugar chamado Cynaron. Em 30 de Agosto dá-se o início de novas perseguições contra os pagãos do Norte da África, que terminam com suas vidas crucificados ou queimados vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;416 – O inquisidor Hypatio, “ A Espada de Deus”, extermina os últismo pagãos em Bythina. Em Constantinopla, à 7 de dezembro, são despedidos todos os oficiais do exército , funcionários públicos e juízes que não sejam cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;423 – O Imperador TEodósio II declara, em 8 de junho, que a religião dos pagãos não é nada mais que “um culto ao demônio” e ordena que  todos aqueles que insistam em praticá-la sejam castigados com prisão e tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;429 -  O Partenon é saqueado. Os pagãos atenienses são perseguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- em 14 de novembro, um novo ato imperial de Teodósio II ordena a pena de morte para todos os “hereges” e pagãos do Império. O Judaísmo é proclamado como a única religião oficial além do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;438 – O imperador Teodósio II emite um novo decreto em 31 de Janeirom contra  os pagãos considerando a “idolatria” como a razão da praga que atacara a Império no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;440 a 450 – Os cristãos demolem todos os monumentos, altares e templos de Atenas, Olímpia e outras cidades gregas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;448 -  Teodósio II ordena que todos os livros não-cristãos sejam queimados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;450 – São demolidos todos os Templos de Afrodisia, cidade da deusa Afrodite, e todas as livrarias da cidade são incendiadas. A cidade é renomeada com o nome de Stravroupolis (Cidade da Cruz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;451 – Um novo decreto do Imperador Teodósio Ii ( 4/11) reafirma que a idolatria deve ser castigada com pena de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;457  a 491 – Perseguições exporádicas contra os pagãos da parte oriental do Império. São executados entre outros o médico Jacobo e o filósofo GEsio. Severiano, Herestios, Zosimo, Isidoro e outros são presos. Conon e seus seguidores exterminam os últimos pagãos da ilha de Imbro, no nordeste do Mar Egeu. Em Chipre, os últimos adoradores de Zeus Layranio são exterminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;482 a 488 – Depois de uma revolta desesperada contra Igreja e o Imperador a maioria dos pagãos da Ásia Menor é exterminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;486 – Mais sacerdotes pagãos que permaneciam escondidos são encontrados, levados, humilhados, torturados e executados em Alexandria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O batismo se faz obrigatório, inclusive para aqueles que se afirmavam cristãos. O imperador de Constantinopla, Anastásio, ordena o massacre contra os pagãos da cidade árabe de Zoara e a demolição do Templo do deus local Theandrites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;528 – O imperador Jutprada (Justiniano) proíbe os Jogos Olímpicos alternativos de Antioquia. Também ordena a execução (na fogueira, crucificação, despedaçamento por bestas selvagens, esquartejamento) de todos aqueles que pratiquem “ a feitiçaria, a adivinhação, a magia e a idolatria” eproíbe todas as encenações dos pagãos (“aqueles que sofrem da blasfêmia e loucura dos Helenos”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;529 – O Imperador Justinianos fecha a Academia de Filosofia de Atenas (onde Platão havia lecionado) e confisca sua propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;532 – O inquisidor Juan Asiacus, um monge fanático, dirige uma cruzada contra os pagãos da Ásia Menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;542 – O imperador Justiniano permite ao inquisidor Asiacus converter  os pagãos da Frigia, Caria e Lídia, na Ásia Menor. Em 35 anos, 99 igrejas e 12 monasterios foram construídos sobre templos pagãos destruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;546 -  Centenas de pagãos são condenados à morte em Constantinopla pelo inquisidor Juan Asiacus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;556 – O imperador Justiniano odena ao terrível inquisidor Amâncio que vá a Antioquia para encontrar, trazer, torturar e exterminar os últimos pagãos da cidade assim como para que incendeie todas as bibliotecas privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;562 – Arrastões em massa, zombarias, torturas e prisões de pagãos helenos em Atenas, Antioquia, Palmira e Constantinopla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;578 a 582 – Os cristãos torturam e crucificam os pagãos helenos por toda a parte oriental do Império e exterminam os últimos pagãos de Heliópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;580 –Os inquisidores cristãos atacam um templo secreto de Zeus em Antioquia. O sacerdote se suicida, mas o restante dos pagãos é levada. Todos os prisioneiros, incluindo Anatólio, o vice-governador, são torturados e mandados à Constantinipla, para comparecer em juízo. São sentenciados à morte e jogados aos leões. Ao ver que os animais não queriam atacar, finalmente os pagãos acabaram crucificados. Seus cadáveres são profanados, carregados pelas ruas da cidade em tons de zombaria exibicionista, e finalmente os cadáveres são lançados sem nenhum tipo de enterro em um lugar vertedouro.&lt;br /&gt;583 – Novas expedições contra os cristão, a mando do Imperador Maurício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;590 – Em toda a área oriental do Império os acusadores cristãos descobrem conspirações pagãs. Nova onde de torturas e execuções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;692 – O Concílio de Constantinopla proíbe o restante das celebrações pagãs/dionisíacas, como as Calendas, as Brumálias, as Anthestérias etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;804 – Os pagãos helenos de Mesa Mani ( Cabo Tainaron, Lacônia) resistem com sucesso ao intentdo de Tarasio, patriarca de Constantinopla.  de converte-los em cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;850 a 860 – Conversão violenta dos últimos pagãos helênicos de Mesa Mani pelo armênio San Nikon.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2062079455499622282?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2062079455499622282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/uma-coronologia-resumida-da-perseguicao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2062079455499622282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2062079455499622282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/uma-coronologia-resumida-da-perseguicao.html' title='Uma Cronologia Resumida da Perseguição Cristã aos Pagãos Helenos'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6975763138539608309</id><published>2009-05-12T07:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T07:22:29.783-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Postura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erínias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A CONSCIÊNCIA – PARTE I</title><content type='html'>As Erínias são as despersonificações dos remorsos. Quando se comete um crime, e sobretudo quando um filho ou um pai manchou as mãos no sangue dopai ou de um dos parentes, Elas não tardam e aparecer e fazer ouvir o seu canto funesto,rodeando o criminoso com sua ronda infernal, e brandando-lhe aos ouvidos um horroroso hino no qual Elas reconstroem o crime.Não há mortal que lhes possa escapar; perseguem-no por toda parte, como o caçador persegue a caça,e terminam sempre por atingi-lo. As súplicas e as lágrimas não as comovem. Mas se as Erínias são inclementes com os criminosos, o que tem as mãos puras nada tem a temer delas.&lt;br /&gt;            Anteriores a Zeus e aos deuses olímpicos, que elas dizem ser divindades de data recente, representam na opinião pública, a antiga justiça, a única que conhecem os povos primitivos, a lei de talião; a todo crie corresponde um castigo. As inexoráveis deusas, que não conhecem perdão nem ouvem os rogos, estão relegadas ao fundo das trevas; não deixam a sua tenebrosa morada senão quando o cheiro do sangue derramado e as imprecações da vítima às chamam à terra. Divindades desventuradas, jamais participam nos banquetes dos Imortais; mas são infatigáveis quando é preciso perseguir o mortal e não lhe dão tréguas.&lt;br /&gt;            O pintor ateniense Nícias compusera sobre as Erínias um quando  assaz celebrado na antiguidade. Aparecem as vezes em vasos pintados.estão figuradas  sob a forma arcaica  no altar dos doze deuses, no Louvre. Seguram um cetro encimado por uma romã, símbolo de seu poder, e a sua mãe esquerda aberta significa a justiça cujas prisões executam. No Hades, as Erínias,  Alecto, Tisífone  e Megera têm por missão castigar os culpados e tirar-lhes  toda esperança de misericórdia.&lt;br /&gt;            Nos povos primitivos, a idéia de clemência e de perdão só aparece tardiamente, porque parece incompatível com a idéia soberana de justiça. No entanto, chega um instante em que a consciência humana pergunta a si mesma se uma falta não pode ser expiada mediante certas purificações  e práticas religiosas. Aliás, a hospitalidade é o mais santo dos deveres: os templos são asilos sagrados e dos deuses podem repelir os suplicantes. Em  face das Erínias que reclamam o culpado em nome da justiça inexorável, erguem-se os deuses  do Olimpo que pretendem , às vezes, conceder o perdão.  Como determinar o ponto exato em que a justiça deve deter-se perante a clemência ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6975763138539608309?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6975763138539608309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/consciencia-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6975763138539608309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6975763138539608309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/05/consciencia-parte-i.html' title='A CONSCIÊNCIA – PARTE I'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8027186003326784617</id><published>2009-04-30T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T14:09:06.669-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><title type='text'>Festejando a Thargelia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_We6QHS-zzSM/SEWTx_y611I/AAAAAAAAAoI/55R7EeQdTGI/s400/photo-apollon-008.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_We6QHS-zzSM/SEWTx_y611I/AAAAAAAAAoI/55R7EeQdTGI/s400/photo-apollon-008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Thargelia em suma é um festival de dois dias, onde há purificação e sacrifícios dos primeiros frutos da estação. O primeiro dia, o seis de thargelion, celebra o aniversário de Ártemis, gêmea de Apolo e também promove a purificação da comunidade e dos indivíduos do miasma. O segundo dia celebra o aniversário d'Ele e a entrega dos primeiros frutos da estação. Porém, o festival tem uma particularidade. Ele começa antes mesmo do ínico, com a contrução daquilo que é denominado de pharmakós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pharmakos na antigiguidade constituia de um bode expiatória, um representante da comunidade ,preferencialmente sem quaisquer atributos físicos. Hoje, como é quase consenço de todos os reconstrucionistas serem particantes isolados pode-se optar pela construção de uma kolosso, uma espécie de boneca voodo utilizada na antiguidade para fins apotropáicos. O Pharmakos neste sentido pode ser construído com qualquer material inflamável: tecido, papel, papel machê, plástico, enfim.... dentro do pharmakos pode ser depoistado elementos pessoais que o represente como indivíduo, tais como unhas, cabelo, fluídos... O pharmakos deve ser levado consigo durante algum tempo a fim de que ele possa absorver todos os traços negativos. Ele é aparentemten bem tratado, porém não se deve estabelecer vínculos emocionais com ele. Os homens têm seu pharmakos com um colar figos pretos e as mulheres com figos brancos, porém também se pode usar bulbos de cebola. Outra alternativa é usar miçangas de bijuteria, caso não seja possível ter os figos ou cebolas no colar. Durante a semana ou dia o pharmakos é castigado com "chicoteadas" feitas com ramos de figo e bulbos de cebola. A procisão até o local de realização do festival caminha no mesmo ritmo, com a flagelação do pharmakos. Durante o primeiro dia ocorro a purificação do Pharmakos. Como nesse dia comemoramos também o aniversário de nascimento de Ártemis pode-se ofertar flores e bolos no altar dedicado à Ela e fazer libações de leite e mel, celebrando o mito de seu nascimento e epifania. A seguir ocorro a purificação do pharmakos propriamente dita. Pode-se acender algo como uma fogueira ou vela na qual o Pharmakos será queimado. Enquanto isso pode-se cantar um Hino ou poesia à Apolo e Ártemis, meditando na purificação daqueles miasmas que se depositou no pharmakos, assumindo assim um compromisso consigo e com o deus de evolução. Seguido isso, o ritual segue com a comemoração, onde pode-se dançar em honra ao nascimento da Deusa, ou relembrar, ou recontar o mito de seu nascimento na Ilha de Delos, conforme nos conta Hesíodo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante o segundo dia ocorre a oferta dos grãos. É nesse dia que se comemora também o aniversário de Apolo. É também nesse dia que se faz o thargelos, a papa ou pão de cereais típica desse festival. O targelos pode ser feito com grãos de milho cozidos e outros vegetais também podem ser adicionados. Seguindo as guias gerais do dia anterior, pode-se cantar o Hino Órfico a Apolo, ofertar milho e outros cereais a Ele e a Deméter, bem como fazer libações de mel, óleos e azeite. Seguindo isso a comemoração segue com leituras de oráculos, meditação, exercícios físicos e/ou competições esportivas, quando possível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As atividades sociais não são esquecidas. Pode-se em comemoração ao festival fazer doações de comida a instituições filantrópicas com fins semelhantes a alimentar sem tetos e afins. visitar orfanatos e participar de ativades envolvendo as crianças, contando-lhes histórias por exemplo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8027186003326784617?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8027186003326784617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/festejando-thargelia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8027186003326784617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8027186003326784617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/festejando-thargelia.html' title='Festejando a Thargelia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_We6QHS-zzSM/SEWTx_y611I/AAAAAAAAAoI/55R7EeQdTGI/s72-c/photo-apollon-008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-4262703318400742730</id><published>2009-04-30T12:59:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T13:16:13.920-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><title type='text'>Sobre Thargelia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SfoG-yialKI/AAAAAAAAAIg/xmR0xXbjiL4/s1600-h/apolo.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330580784734180514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SfoG-yialKI/AAAAAAAAAIg/xmR0xXbjiL4/s320/apolo.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SfoG42chmcI/AAAAAAAAAIY/uMhfP6oQOR4/s1600-h/apolo.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mês de Thargelion é especialmente dedicado à Apolo e recebe seu nome devido ao antigo festival da colheita dedicado à Apolo. Em suma, A Thargelia parece remotar ao antigo Thalysia, um festival arcaico ao deus em que se ofertava os primeiros frutos da colheita; apesar da data variar de fazenda para fazenda, já que ele ocorria durante a debulha do milho, convencionou-se marcá-lo para o sétimo dia do mês, onde é comemorado o aniversário de Apolo. O nome Thagelia refere-se ao Thargelos, uma pão ou cereal comumente distribuído durante o festival composto de milho e cereais diversos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Thagelia é o festival que honra Apolo como deus purificador e protetor das safras e colheitas, já que, pela tradição estabelecida de relacioná-lo a Hélio, o Sol, acabou-se por relacionar a Ele também a garantia das colheitas. Ele é realizado em dois dias, os dias 06 e 07 do mês, onde comemora-se respectivamente os aniversários de Ártemis e Apollon.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-4262703318400742730?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/4262703318400742730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/sobre-thargelia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/4262703318400742730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/4262703318400742730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/sobre-thargelia.html' title='Sobre Thargelia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SfoG-yialKI/AAAAAAAAAIg/xmR0xXbjiL4/s72-c/apolo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6427006244526886146</id><published>2009-04-29T11:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T11:55:08.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='magia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Politeísmo e Magia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://helenismo.googlepages.com/lawrence_alma-tadema_-_a_greek_woman.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://helenismo.googlepages.com/lawrence_alma-tadema_-_a_greek_woman.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa que vem me preocupando nos últimos tempos é a visão altamente simplista a cerca daquilo que se pensa saber sobre as religiõs históricas. Sabemos que grande parte das religiões da antiguidade eram politeísta e que algumas delas , principalmente as de raíz xamânica acreditavam em preceitos que durante a idade Média convencionou-se chamar como práticas mágicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante o século XIX quando voltou-se a desenvolver um fascínio por essas religiões devido ao surgimento de ciências novas como a antropologia e a arqueologia, muitas dessas religiões (que em suma mesmo com o passar dos tempos ainda conservou seus princípios) acabaram por ganahr novos adeptos, que foram os frutos daquilo que eu enquadrei como "curiosos" no artigo sobre a militância no reconstrucionismo. E foi graças a uma parte leiga desses novos adeptos que convencionou-se pensar que havia um laço lógico e indissociável entre a prática religiosa desses povos antigos, ou seja, a crença politéísta e a prática que , como já disse, convenvionou-se chamar de "magia". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de continuarmos compete defirnosmos o que se entende por magia. De forma geral podemos chamar de magia tuda ação que tem por finalidade alterar a ordem natural das coisas; essa prática, segundo historidores, antropólogos e aqueólogos faz parte do substrato primitivo das religiões de todo o mundo ao longo da história e com o desenvolvimento da ciência e sistemas de crenças antigos elas foram misturando-se à religião institucionalizada e afirmando-se não mais como misticismo ou crendice, mas sim como componentes esseciais, como se pode ver entre os egípcios. E em outros casos esse sistema "mágico" acabou por distanciar-se da religião institucionalizada passando a ser um sistema independente, livre e não exatamente religioso, como ocorreu com a Grécia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em suma é preciso adverter que não há ligação entre politeísmo e magia. Há religiões politeístas que usam ou usaram de magia, e também há religiões monoteístas que fazem uso dela. No caso Grego a magia perdeu-se ao longo do desenvolvimento histórico do politeísmo helênico. À religião civil uniu-se o culto dos mortos e dos deuses ctônicos, bem como os cultos domésticos, mas não de forma necessária a prática mágica. Evidentemente não há regras, sendo assim, podemos dizer que a magia era praticada na Grécia, mas não como forma estatal. Era antes de mais um veículo marginal usada por alguns cidadãos de algumas polieis a fm de combater mal olhado e outros casos semelhantes. Porém, esses casos ocorriam fora dos limites das vilas e pólis , nas matas e caminhos nas suas cercanias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É costume dizer que os cultos agrários abarcam práticas mágicas a fimd e trazer fertilidade }à terra e prosperidade. Porém, entedendo-se a magia da forma apontada acima, não considero que em tais ritos haja uma forma de magia, mas sim de ritual local em que é pedido o favor dos deuses para aquilo que é necessário aos fiéis, assim como ocorre na pólis, com suas necessidades e festividades relacionadas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6427006244526886146?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6427006244526886146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/politeismo-e-magia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6427006244526886146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6427006244526886146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/politeismo-e-magia.html' title='Politeísmo e Magia'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6246461655905278244</id><published>2009-04-24T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T17:32:00.713-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sacrifício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><title type='text'>Sobre o Sacrifício em Atenas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//7e/b3/cb/12695_000e7bph.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 370px;" src="http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//7e/b3/cb/12695_000e7bph.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Acrópoles de Atenas era cheia de monunentos cultuados. Os templos eram localizados em volta de um pátio aberto, e nesse pátio eram realizados os sacrifícios. Era preciso ter um espaço aberto, onde o público pudesse se reunir para assistir e participar dos sacrifícios. Nos dias de festival ou em quaisquer dias, as pessoas podiam ir ao templo e pedir aos deuses que Eles lhes concedessem seu favor sobre aquilo que Lhes era pedido. era comum que em um mesmo templo houvessem altar para duas ou mais divindades, tendo cada um o seu altar e o seu temenos. &lt;br /&gt;Normalmente, apenas animais eram sacrificados aos deuses, mas haviam situações diferenciais, em que outros tipos de sacrifício eram efetuados, inclusive os sacrifícios humanos&lt;br /&gt;A constatação de que os sacrifícios eram efetuados no also do templo é uma dedução, fruto do fato de que era necessário um lugar aberto, com espaço para os espectadores e participantes do rito, bem como um local em que o sangue pudesse escorrer através do altar. Porém, não foram encontradas durantes as escavações arqueológicas, quaisquer vestígios de altares.&lt;br /&gt;Durante séculos os historiadores pensaram que o friso interno do PArtenon representava a procissão da Grande Panatenéia, mas uma nova teoria sugere que ele possa representar o sacrifício de três jovens virgens em oferenda aos deuses para salvar Atenas de ataques guerreiros.&lt;br /&gt; O sacrificio humano na Grécia Antiga fazia parte do momento histórico. Parece ter acontecido apenas em momento de extrema necessidade, quando havia catástrofes, fome ou guerras, e os gregos precisavam da ajuda  dos deuses para resolver a situação. Os sacrifícios humanos foram eliminados durante a Idade do Ouro, mesmo que ainda hoje sejam admitidas controvérsias nas duas teorias aceca do significado so friso interno do Partenon.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6246461655905278244?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6246461655905278244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/sobre-o-sacrificio-em-atenas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6246461655905278244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6246461655905278244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/sobre-o-sacrificio-em-atenas.html' title='Sobre o Sacrifício em Atenas'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3646842220391164739</id><published>2009-04-22T16:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T17:42:44.340-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Militância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politeísmo Helênico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reconstrucionismo'/><title type='text'>Há militância no Reconstrucionismo ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://hellenismos.us/blog/wp-content/uploads/kalinides/2008/08/r912164794.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://hellenismos.us/blog/wp-content/uploads/kalinides/2008/08/r912164794.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há militância no reconstrucionismo helênico ? Pergunta capiciosa... mas não sem resposta. Porém, antes de respondermos cabe bem uma análise dos grupos que compõem a cena do Politeísmo Helênico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De forma sintetizada e não acadêmica, podemos dividir os "adeptos" do politeísmo helênico em três grandes grupos com diversas ramificações internas de acordo com as características que lhe são próprias. São esses:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* &lt;strong&gt;Neopagães&lt;/strong&gt;: São de fato, o grupo mais numerosos. É formado por pessoas que cultuam os deuses gregos, mas sem um compromisso específico com Eles. Nesse grupo as tendências ecléticas e a livre interpretação dos deuses são caraterísticas presentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;*&lt;strong&gt; Reconstrucionistas&lt;/strong&gt;: É o menos grupo, talvez. Como o próprio nome diz, reflete um ideal de reconstrução da religiosidade, ética e cultos dos gregos antigos adaptando-os, sempre que necessário for, às situações do dia dia que envolvem a pós-contemporaneidade que vivenciamos. Não são admitidas as livre-interpretações ou ecletismo nessa tendência, visto que ela é de caráter histórico-ritual, ou seja, os ritos desenvolvidos são o máximo possível semelhantes ao que se tem conhecimento de como eles eram executados na antiguidade, inclusive em seu simbolismo e significado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* &lt;strong&gt;Curiosos&lt;/strong&gt;: Um civilização tão magnífica como a grega deixa admirados ao longo de toda a história, e sem dúvida, esse grupo de admiradores contituem a maior dos helenos. Não cosntituem de fato um grupo de cultuadores dos deuses gregos, mas são apenas afins... indivíduos que sentem o que poderíamos chamar de simpatia pela arte, filosofia, política, mitologia, história, enfim.. qualquer vínculo que o relacione à Grécia Antiga sem um compromisso necessariamente "formal". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O enfoque Reconstrucionistas da religião grega é de certa forma um fato recente no culto moderno. É sem dúvida admissível a hipótese de que ele resultou de um desmembramento de visões daqueles que um dia foram neopagãos, mas que devido à inclinações ideólógicas naturais, acabaram assumindo posturas de maior compromisso apenas com o Helenismo, sem misturas, distorções ou adaptações infundadas; aquilo que chamamos de paganismo reconstrucionistas emergiu com o cientista da religião Isaac Benewits, que de certa forma, cunhou o termo. Porém, foi apenas no final da mesma década que o Reconstrucionismo Pagão começou a fundar-se com as estruturas com que o conhecemos hoje. Foi Margot Adler quem começou a utilizar o termo de modo a referir-se aqueles que aderiram à religiões históricas, como a religião celta, grega, etrusta, persa, germânica.... Hoje caminha-se numa tendência de não mais usar-se o termo "reconstrucionista pagão" referindo-se exclusivamete à tendência que lhe é inata, por exemplo: os Reconstriciosnitas celtas em maioria preferem chamar-se de Druídas ( em referência ao Druidismo, sua antiga forma de religião). Simultâneo a isso, há a tendência e/ou preferência de muitos grupos em utilizar mesmo o termo reconstrucionista pagão, por verem na sua expressão a mais antiga corrente da religião que "defendem". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além do ecletismo, há outras diferenças fundamentais que separam o neopaganismo do reconstrucionismo, tais como: não utilização do formato dito "wiccano" para realização dos ritos e festivais, onde há uma tendência ao uso de magia, o que vai contra os registros hoistóricos a cerca da religiosadade helênica pelo menos, que diferente de grande parte das civilizações vizinhas, que têm sua raíz no xamanismo, o Helenismo é fruto do animismo primitivo. A acuidade histórica é , sem dúvida, uma das características mais fundamentais do reconstrucionismo. O Reconstrucionismo Helênico propriamente dito, emergiu na década de 1990, e foi "cosntitucionalizado" em 1997, pelo YSEE ( Supremo Conselho dos Gentis Helênos). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora... voltemos à nossa questão: há militância no Reconstrucionismo Helênico ? De certa forma não, por quê? Se partirmos do príncipio de que a militância religiosa é algo como a "evangelização" dos cristãos, não, nós não praticamos e/ou defendemos tais práticas. Não é pretensão de nenhum reconstruciosnista, creio eu, ser algo como um quinto, sexto.. milésimo evangelhista, a propagar a "palavra dos deuses" aos sete cantos do mundo... vivenciamos a fé que defendemos, porém sem lhe fazer apologias e/ou manisfestações de modo a converter quem quer que seja à nossa fé. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maioria das pessoas que chegam ao Helenismo são oriundas de outras expressões religiosas e chegaram de modo pessoal, ou seja, sem que ninguém as convidasse necessariamente... algo que começa como encanto, fascinação e atração, como bem diz o Sannion. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Evidentemente, estamos no mundo, e como tal, eventualmente nos dispomos a esclarecer um equívoco que se constata no dia-dia, e mesmo assim, nos momentos em que isto se faz pertinente. Isso pode ser considerado militância? Sinceramente, não sei responder. Mas acredito que não é pretensão de nenhum reconstrucionistas defender seu ponto de vista sobre a beleza que engloba o Helenismo como uma verdade única e absoluta, ao modelo cristão quando diz " Eu sou o único caminho para o Pai".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos centramos mais em uma conduta virtuosa e digna do respeito nosso e dos deuses, reconhecendo a importância dos demais membros da comunidade e nos empenhando em dar o melhor de que somos capazes. Como bem explica a Álex, no fórum RHB, "a&lt;em&gt; moralidade helênica (assim como a nórdica) é baseada primeiro no heroísmo e na honra pessoal. Como foi dito por Diógenes Laércio 'Os Deuses devem ser tratados com reverência, nenhum mal deve ser feito, e a honra deve ser preservada'. Ou como os celtas costumam dizer: "Verdade em nosso corações, Força em nossos braços, e Realização em nossas línguas", esta última querendo dizer que as palavras de alguém devem refletir seus sentimentos e atitudes, e serem defendidas para manter a honra da pessoa". &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Defendemos nossos pontos de vista, mas sem querer incutir aos outros esses mesmo de modo que eles se tornem uma única coisa. Admiramos a diversidade, o viço e a exuberância que é a vida, bem como os deuses que habitam nesses sublimes momentos de estonteante beleza e majestade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3646842220391164739?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3646842220391164739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/ha-militancia-no-reconstrucionismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3646842220391164739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3646842220391164739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/ha-militancia-no-reconstrucionismo.html' title='Há militância no Reconstrucionismo ?'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-6658381554484676913</id><published>2009-04-21T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T13:42:48.502-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Géia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da Terra'/><title type='text'>Celebrando o Dia da Terra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Se4unwMMQCI/AAAAAAAAAIA/O8iyR-zyM5A/s1600-h/Geia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 262px; height: 333px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Se4unwMMQCI/AAAAAAAAAIA/O8iyR-zyM5A/s400/Geia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327246669711687714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No culto helênico podemos distinguir bem dois tipos de ritos: os ritos olímpicos e os ritos ctônicos. Como o nome bem afirma, os ritos ctônicos são aqueles relacionados aos deuses de baixo, do mundo inferiror ou que têm ligação com a terra e a fertilidade, a quem nós chamamos de Ctônicos. Entre esses encontramos a deusa Gaia, filha do Caos. De seios fartos, Ela é o suiporte de tudo quanto existe, até mesmo de nós, conforme nos conta Hesíodo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Dia da Terra não se encontra dentre os festivais antifos, mas sim é uma das adaptações modernas, assim como a Heliougenna. O Dia da Terra foi criado no ano de 1970, quando o senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto  nacional contra a poluição. A partir de 1990 outros países começaram a aderir à celebração da data.&lt;br /&gt;Enquanto politeístas helênicos, nós aproveitamos a data para honrar a Deusa Géia , ou Gaia , como é mais comum ouvir-ms ou lermos o nome dEla.&lt;br /&gt;Nesse dia podemos ofertar fruotos, fazer preces, erguer hinos e libações ( lembrando que aos deuses ctônicos ofertamos e libamos no estilo khoés/choé, no qual a oferta é enterrada e o líquido da libação derrubado no chão, de modo que ensope o chão literalmente. Há inclusive a possibilidade, de quando o rito for realizado a céu aberto, o altar e ser feito em um buraco no chão, a que nós chamamos bôthros.&lt;br /&gt;Aqui segue um esquema simples para a celebração do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Purificação&lt;br /&gt;* Pompê ao local do rito, ou então circumbulação pelo altar  será realizado o festival,caso ela seja feito em casa ou num lugar de espaço restrito.&lt;br /&gt;* Declame  os Hinos Homéricos e/ou  Órficos à Ela.&lt;br /&gt;* Faça a libação , derrubando com as mãos o pote onde está o líquido  de modo que ele seja derramado no chão.&lt;br /&gt;* Entregue as ofertas&lt;br /&gt;* Eventualmente, faça os agradecimentos ou os pedidos à Ela.&lt;br /&gt;* Declame hinos, poesias, escute música, use oráculos... esse é o momento mais pessoal e íntimo do festival; na antiguidade esse seria o momento do agon, mas como hoje, é mais comum encontrarmos helenos solitários, essa possibilidade é mais viável.&lt;br /&gt;* Encerre o festival, agradeça a Ela em frases como " &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Géia, eucharisto para polý, ouve minha canção e nos encontraremos novamente&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lembretes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;= Libação e ofertas do tipo khoés, não são compatilhadas;&lt;br /&gt;= Pode-se decorar o altar com terra, pedras, frutas...&lt;br /&gt;= Ofertas: frutas como romã, maçãs verdes, cacau, cupuaçu , fruta-pão (mocambo)...&lt;br /&gt;= Libação = Leite, mel, água, suco das frutas acima referidas;&lt;br /&gt;= Hinos : http://helenismo.forumeiros.com/hinos-e-preces-antigos-f5/hino-homerico-a-geia-t384.htm ; http://helenismo.forumeiros.com/hinos-e-preces-antigos-f5/hino-orfico-a-gaia-t383.htm&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-6658381554484676913?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/6658381554484676913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/celebrando-o-dia-da-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6658381554484676913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/6658381554484676913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/celebrando-o-dia-da-terra.html' title='Celebrando o Dia da Terra'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/Se4unwMMQCI/AAAAAAAAAIA/O8iyR-zyM5A/s72-c/Geia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-3202753094304443742</id><published>2009-04-18T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T13:43:32.816-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>A Ponte Hermética</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/hermes9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 300px; height: 608px;" alt="" src="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/imagens/hermes9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Do nome de Hermes derivou o adjetivo "hermético", de origem erudita. Esta remota à difusão do Corpus Hermeticum, um conjunto de obras sapienciais, místicas, astrológicas e mágicas qie na Renascença , graças a Pico della Mirandola e Marsilio Ficino difundiram-se amplamente no meio culto ,ganhando uma nova leitura filosófica , e fez muito sucesso por longo tempo. &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No começo do século XX, o adjetivo tomou novo sentido; enriqueiceu-se por sua associação com uma escola literária. Hermético e hermetismo passaram a indicar um estilo ("difícil", complexo, rico em simbolismo). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sem dúvida interessante a evolução semântica desse adjetivo derivado do nome do deus Hermes.Mas fundamentalmente, o sentido do adjetivo "hermético" se conformou e evoluiu a partir de uma ligação com as ciências ocultas, em especial a alquimia e a astrologia. Seu emprego mais simples de "relativo a Hermes" é mesmo raro. Mas não pode ser considerado menos impertinente. Karl Kerényi, o empregou assim na Conferência de Eranos, por ele mesmo dedicada a "Hermes der Seelenfübrer", fonte do livro publicado após sua morte. Prefaciando-lhe, essa obra póstuma, sua esposa, Magda kerényi, ecoou uma tese que o helenista deixara em esboço: a de que era preciso agregar ao par conceitual nitzscheano "apolínei/dionisíaco": o termo "hermético", que possivelmente corresponderia a um campo de ligação , uma interface entre os dois polos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-3202753094304443742?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/3202753094304443742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/ponte-hermetica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3202753094304443742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/3202753094304443742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/ponte-hermetica.html' title='A Ponte Hermética'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-2946872171442065727</id><published>2009-04-18T12:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T12:53:40.908-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sacrifício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ártemis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>He Thusía - Dos Sacrifícios</title><content type='html'>&lt;a href="http://olimpia776.warj.med.br/img/sacrificio.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://olimpia776.warj.med.br/img/sacrificio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;    Os sacrifícios eram práticas comuns na religiosidade grega antiga, sendo considerados a maior provade devoção para com os deuses, posto que nele ofertava-se o mais caro (no sentido de valioso, não de alto preço, econômico) ao mais caro.&lt;br /&gt;    Além dos sacrifícios de sangue, ainda haviam as ofertas e primícias , que também enquadravam-se como parte inerente ao ritual de sacrifícios ( He Thusía). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Hoje, o sacrifício de sangue é visto com certa estranhesa por muitos, reconstrucionistas ou não. Já mesmo na Antiguidade haviam correntes de pensamento que não concordavam com as práticas. Ainda hoje, talvez o maior problema ao considerarmos o rito sangrento seja a lógica inerente ao pensamento. Somos educados em um meio permeado por uma moral judáico-cristã que, apesar de exigir a fidelidade para com o "deus", não tem fins que não aqueles muitas vezes comerciais, disvirtuando a imagem da instituição religiosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     É inegável que na Antiguidade grega os sacrifícios de sangue eram uma realidade comum e inerente aos festivais em honra aos deuses e ancestrais, assim também como em outras civilizações, próximas ou não. A cada deus eram sacrificados determinados animais que se Lhes condizia, bem como o aspceto físico propriamente dito do animal, mudava de acordo com o aspceto do deus a quem se iria sacrificar. Por exemplo: cavalos eram sacrificados a Posídon, touros a Zeus , Posidon e Hades; Deméter era honrada com porcos, e Dioniso com cabras. Em geral os animais de cor clara eram ofertados aos deuses olímpicos, e os de cor escura aos deuses ctônicos. Da mesma forma que se podia ofertar animais, os sacrifícios de sangue, haviam momentos em que não se poderia ofertar. A exemplo disso, há relatos de que na entrada do Templo de Atena no Partenon , havia um altar a Zeus onde não se poderia ofertar sangue nem vinho; apenas bolos e leite. Ao inverso disso, alguns festivais também promoviam o sacirfício de seres humanos, principalmente na antiguidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    Na epopéia homérica a imagem de Ifigênia é latente quando se fala em sacrifícios humanos. Ela, a mais bela cria da estação, deveria ser sacrificada a Ártemis , em desculpa por uma corça que havia sido matada no bosque sagrado da deusa, e em vista disso, Ártemis não deixava que o tempo permitisse a saída dos barcos gregos rumo à Tróia. Pouco antes do sacrifício, Ártemis "raptou" a menina para junto de si, e em seu lugar depositou uma corça, a fim de substitui-la. Esse é um relato clássico a ligar a imagem da Ártemis aos sacrífícios humanos. Porém, é preciso lembrar que , apesar de haverem festivais e ritos em que o sacrifício humano era comum, ele dependia muito mais do momento histórico propriamente dito. Em momentos em que a pólis era atingida por grandes catástrofes, guerras, pestes ou secas , toda a comunidade reunia-se a fim de fazer preces aos deuses e ofertar-Lhes o mais valioso bem que eles tinham, em geral um membro valoroso da comunidade, como se pode ver no mito de Andrômeda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    Em Mélite, subúrbio ocidental de Atenas, o templo de Ártemis Aristoboulé ficava no local onde eram lançados os suplicantes e as cordas usadas pelos suicidas (Plutarco). Também em Rodes, Aristouboulé era cultuada extra murus, e na festa chamada Cronia, em Sua honra, e diante de sua estátua , matava-se um criminso sentenciado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    Porém Ártemis não é a única divindade que tem seu culto ligado ao sacrificio humano. Marcel Dietienne relata em Dioniso a Céu Aberto que em certa ilha perto de Delfos, na antiguidade, havia um festival dionisíaco exclusivo de mulheres. Nesse festival , o telhado de cobre do templo era retirado ao nascer do sol e as mulheres haveria de reconstruí-lo até o fim da tarte, antes do pôr-do-sol. Caso alguma mulher caísse lá das alturas, as outras atiravam-se sobre ela, para devorá-la com os dentes, ainda viva. Semelhante fato ocorria em sacrifícios de touro, em honra ao Dioniso, nesse caso, o próprio deus assumia o lugar do touro, simbolicamente, sendo assim chamado Taûros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-2946872171442065727?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/2946872171442065727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/he-thusia-dos-sacrificios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2946872171442065727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/2946872171442065727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/he-thusia-dos-sacrificios.html' title='He Thusía - Dos Sacrifícios'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-7495052334395422141</id><published>2009-04-17T10:45:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T13:00:12.072-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calendário'/><title type='text'>Considerações sobre o calendário Délfico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Calendário délfico era baseado no ano de Sírius, ou seja, iniciava-se no primeiro dia do levante prístimo dessa estrela, assim como o faziam também os egípcios. Evidenciam-no não apenas uma enumeração dos meses, amostrar que o ano começava no verão, mas também o mito da chegada anual de Apolo no primeiro mês, o seu Apellaîos, cujo começo ocorria na altura do nosso julho. O mito de Apolo dá indicação de um estado de coisas mais antigo, um estado efetivamente pré-histórico (do ponto de vista do que agora sabemos sobre Delfos) em que o advento sucedia apenas no segundo ano após o natal do deus. Paradoxalmente, Ele inaugurava sua epidemia com um ano de ausência. A explicação do motivo por que podia imputar-se a Apolo um procedimento tão extravagante deve buscar-se , com toda a certeza, na trieteris que vigorava em Delfos num período anterior, e que continuou a valar no tocante a Dioniso.&lt;br /&gt;A trieteris se refere a uma forma especial de calendário, oriundo dos cultos de Dioniso. A uma trieteris correspondia o período de dois anos. Período no qual eram celebrados os três maiores e mais importantes festivais em honra ao deus: a Lenéia, a Anhestéria e o Grande Dionísia.&lt;br /&gt;Desde quando o mesmo sistema de anos intercalares era adotado em Delfos e em Atenas, pode-se supor que o calendário délfico mais antigo tenha sido adaptado ao calendário ateniense de um ano. A partir de então, a chegada de Apolo em Delfos começou a ser celebrada anualmente.&lt;br /&gt;Na forma em que o conhecemos, o calendário délfico não é o mesmo que correspondia ao mito original de Delfos. Sem dúvida, sua conversão ao circuito de um ano (correspondente ao circuito do Sol e das estações) foi uma mudança determinada pelo reinado de Apolo: este, mais do que qualquer outro dos grandes deuses, foi identificado com o sol. Em Delfos, todavia, o novo cômputo encontrou em vigor um calenário bienal, baseado no mito de Dioniso, e adaptou-se-lhe, por um certo tempo, o que se pode inferir com certeza do mito da chegada de Apolo ao fim de dois anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-7495052334395422141?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/7495052334395422141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/consideracoes-sobre-o-calendario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7495052334395422141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7495052334395422141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/consideracoes-sobre-o-calendario.html' title='Considerações sobre o calendário Délfico'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-223752546266869343</id><published>2009-04-13T16:46:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T17:18:57.652-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>A vida Indestrutível ou uma imagem do feminino dionisíaco</title><content type='html'>&lt;a href="http://alexcmalta.fotoblog.uol.com.br/images/photo20071125124340.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 355px" alt="" src="http://alexcmalta.fotoblog.uol.com.br/images/photo20071125124340.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dioniso é bem conhecido na epopéia homérica, mesmo não desempenhando um papel ativo nas duas narrativas. Já em meados do II milênio AEC os gregos adoravam Dioniso em Creta. E em Delfos, seu culto é tão antigo que já na Antiguidade se pôde dizer que Ele já era presente lá antes mesmo de Apolo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O deus da vinha, Dioniso, representa mais que o ébrio, o entorpecimento puro e simples. Ele é a síntese e a profundidade do puro prodígio, da exuberância transbordante de todo o viço, o poder mágico da videira que torna prodigiosa a própria alma humana, unindo-a com o infinito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O aspecto dioinsíaco da vida é impassível de compreensão se adentrar-se nele sem a consciência de dois aspcetos que lhe são fundamentalmente inerentes: os mistérios da morte que enlaça a vida, e o desconhecido feminino. São estes elementos inseparáveis do Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As mulheres dionisíacas não são quaisquer mulhere. A mulher a quem Dioniso se revela não é a mulher amante que se entrega, nem aquela que pare os filhos; é a mulher que pare e nutre, fascinada pelo milagre da vida universal., não existindo qualquer barreira entre o humano e o bestial. Quando o espírito de Dioniso as arrebata, a natureza se lhes entrega como uma amante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mistério da inefável magia de Dioniso vem a ser a infinita profundeza da vida que enlaça-se à morte num jogo em que uma não existe sem a outra. Doiniso é o deus da aparição, do aspecto fantasmagórico e alucinante (como bem atestam as Anthestérias, o festival das Flores dedicado a Ele, enquanto deus ctônico); Ele é quem põe em cena, com seus destinos, paixões e quedas os grandes mortos cantados nas epopéias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida dionisíaca só se faz por meio da morte. A semente sempre morrerá antes de germinar, é isso que o deus ensina e "faz". Assim como Ele mesmo é caçador caçado(Zagreus), abatido, edstroçado e ressucitado, as mulheres que o rodeiam a dançar não são, para as crianças e crias de animais, só matarnais: são também cruéis e sangiunárias, quando as arrebata tenebrosa loucura. Mais um imagem da antítese e pluridade que envolve e cria o mundo do dionisíaco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dioniso é o deus cuja aparição borra todos os limites da existência ordenada. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-223752546266869343?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/223752546266869343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/vida-indestrutivel-ou-uma-imagem-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/223752546266869343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/223752546266869343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/vida-indestrutivel-ou-uma-imagem-do.html' title='A vida Indestrutível ou uma imagem do feminino dionisíaco'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-8039652896534762911</id><published>2009-04-13T13:37:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T13:41:37.402-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Altar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dioniso'/><title type='text'>Altar Temporário  para Dioniso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SeOjWMKqgKI/AAAAAAAAAHs/IlQeq43aEOY/s1600-h/DSC00753.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324278786100461730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SeOjWMKqgKI/AAAAAAAAAHs/IlQeq43aEOY/s400/DSC00753.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda no dilema do espaço e da disponibilidade, em certas ocasiões é "necessário" monstar-se um altar, é o caso de alguns festivais; em todo caso, o altar é um espaço onde se pode ter mais intimidade com o Deus, sendo assim, os altares temporários são boas dicas para quem precisa estabelecer um vínculo com determinadade deidade. Aqui segue uma idéia bem prática, de um altar montado sobre madeira e pedras com a reunião de alguns símbolos à Ele. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-8039652896534762911?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/8039652896534762911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/altar-temporario-para-dioniso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8039652896534762911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/8039652896534762911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/altar-temporario-para-dioniso.html' title='Altar Temporário  para Dioniso'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SeOjWMKqgKI/AAAAAAAAAHs/IlQeq43aEOY/s72-c/DSC00753.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-186678324992498226</id><published>2009-04-13T13:26:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T13:36:38.323-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Altar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afrodite'/><title type='text'>Para quem tem pouco espaço</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dentro da prática religiosa, o alatrar é um espaço importante de estudo, adoração e culto. Porém nem sempre todos têm espaço ou "soberania" para dispor um altar na sala de casa, ou mesmo dentro do quarto. Sendo assim, segue-se uma sugestão de objeto de adoração, um pequeno altar, aqui no caso feito à Afrodite, que pode ser pendurado sobre a parede como um objeto de decoração: &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324276414472133154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SeOhMJKaGiI/AAAAAAAAAHc/-B9pEIGbvjo/s400/DSC00749.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E outro altar pequeno , posto na estante de livros, para a Ela também:&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324277282570367282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SeOh-rFJ8TI/AAAAAAAAAHk/GWFZ1WPvQXE/s400/DSC00728.JPG" border="0" /&gt;Outras sugestões serão dadas em postes seguintes, bem como idéias para montá-los.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-186678324992498226?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/186678324992498226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/para-quem-tem-pouco-espaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/186678324992498226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/186678324992498226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/para-quem-tem-pouco-espaco.html' title='Para quem tem pouco espaço'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EdymeNoh4c0/SeOhMJKaGiI/AAAAAAAAAHc/-B9pEIGbvjo/s72-c/DSC00749.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-7518947086931999035</id><published>2009-04-03T06:43:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T06:44:34.675-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Modernos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preces'/><title type='text'>Prece aos Poderes Olímpianos</title><content type='html'>Zeus é o ínicio e o fim,&lt;br /&gt;Zeus está acima de mim;&lt;br /&gt;ao seu lado ,a Grande Hera , combatente de Argos estão ao seu lado&lt;br /&gt;A honra de Hera brilha em mimha face.&lt;br /&gt;Em meus pés, está Hermes o portador do caduceu,&lt;br /&gt;Hermes o habilidoso está comigo, salve Hermes , o três vezes grande.&lt;br /&gt;Em meus braços reside a força de Ares.&lt;br /&gt;A habilidade do engenho Hefaestus está em meus braços.&lt;br /&gt;Que Atena , de olhos verde mar , ilumine minha idéia&lt;br /&gt;e me fortaleça para o combate justo.&lt;br /&gt;Ártimis é minha guia &lt;br /&gt;e sobre minhas mãos correm as flechas do seu glória;&lt;br /&gt;Apollon me ilumina e guarda pela pureza das nascente délficas.&lt;br /&gt;O deus das escumas negra, o grande Basileus do mar está à minha frente;&lt;br /&gt;Ele reina sobre o mar profundo e sobre a superfície de mim. Posídon , guarda-me.&lt;br /&gt;O seio de Deméter é a fonte-nutriz do meu ser. Deméter dá-me a força do eterno viver.&lt;br /&gt;O rosto de Aphrodite brilha sobre meu coração,&lt;br /&gt;pois o meu peito resplandece o escudo das paixões. Sede-comigo ,Senhora Urânia.&lt;br /&gt;A luz de Héstia é a chama da tradição&lt;br /&gt;e sobre meu ser brilha o enigma dos antepassados.&lt;br /&gt;Saúdo às divindades do fogo ,da terra da água e do mar&lt;br /&gt;e aos antigos anciões do povo heleno.&lt;br /&gt;Saudado eu seja pela glória dos antigos e grande heróis.&lt;br /&gt;O grande Zeus portador da égide é o meu escudo.&lt;br /&gt;Zeus é o início ,Zeus é o fim;&lt;br /&gt;Zeus está acima de mim. &lt;br /&gt;Assim seja&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-7518947086931999035?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/7518947086931999035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/prece-aos-poderes-olimpianos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7518947086931999035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975548189564070901/posts/default/7518947086931999035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/prece-aos-poderes-olimpianos.html' title='Prece aos Poderes Olímpianos'/><author><name>Petraios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04275724141956903974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-FxJY2mJXZPo/TqmyPaXNmHI/AAAAAAAAAjY/RmA8eiT2mVM/s220/Hermes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975548189564070901.post-9129705761447454018</id><published>2009-04-03T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T06:43:10.310-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Receitas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Héstia'/><title type='text'>O Vinho de Héstia</title><content type='html'>A receita que seguirá agora é bem simples, porém repleta de significados, afeto e magia que dependerão de quem a fará e quem partilhará dela. Seu objetivo é servir um pouco do amor e demais sentimentos que se deseje exprimir a quem beberá com você. É antes de tudo um gesto de retribuição pelo amor e carinho dispensado a nós. Todos podem fazê-la mesmo aqueles que não têm muita prática na cozinha , desde que estejam dispostos a dividirem com os outros o que têm de melhor: o calor humano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O VINHO DE HÉSTIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para fazer o vinho será preciso os seguintes ingredientes:&lt;br /&gt;• Vinho (eu costumo usar os vinhos secos, mas pode ser qualquer vinho que você tenha, ou goste);&lt;br /&gt;• Cravos;&lt;br /&gt;• Canela (pode-se usar em pó, mas é preferível uma vareta por ser mais simples removê-la);&lt;br /&gt;• Erva-doce;&lt;br /&gt;• E demais ervas aromáticas que você desejar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar a preparar o vinho tente criar uma atmosfera que seja propícia ao seu desejo; reduza a quantidade de luzes, acenda um incenso (olíbano é sempre bom), ponha uma música que te faça sentir confortável, relaxado. Tudo isso é para criar um ar mais acolhedor e, evidentemente, pode ser modificado de modo que você possa utilizar o que tem em casa. Tome banho e vista roupas limpas (se possível brancas, esta é a cor da deusa). Acenda uma vela branca e eleve um hino à deusa. O Hino XXIV, de Homero é uma boa escolha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Héstia, tu que cuidas da sagrada casa do Senhor Apolo,&lt;br /&gt;O que atira longe ao bondoso Pytho,&lt;br /&gt;Com suave óleo escorrendo sempre de tuas madeixas,&lt;br /&gt;Venha agora a esta casa, venha,&lt;br /&gt;Tendo uma só mente com o Zeus onisciente&lt;br /&gt;Venha para perto,&lt;br /&gt;E, sobretudo conceda suas graças sobre a minha canção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso faça uma prece à Dyonisio [principalmente à Dyonisio Charidotes , fazendo-lhe referência, em uma prece pessoal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Começo a cantar ao Dionísio coroado de hera, o deus do alto grito, esplêndido filho de Zeus e da gloriosa Semele. As ninfas de longos cabelos o receberam em seus âmagos do senhor seu pai e o criaram e o nutriram cuidadosamente no pequeno vale isolado de Nysa, onde pelo desejo de seu pai ele cresceu em uma caverna de doce aroma, sendo considerado e estimado entre os imortais. Mas quando as deusas os trouxeram para cima, um deus freqüentemente homenageado, então ele começou a perambular continuamente entre as os vales cobertos de árvores, densamente coroado de hera e louro. E as Ninfas seguiram atrás dele com ele como o líder delas, e a ilimitada floresta foi preenchida com os gritos deles. E então te saúdo, Dionísio, deus das abundantes aglomerações! Conceda que possamos vir novamente nos regozijar com esta estação, e com todas as estações adiante por mais um ano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de fundamental importância que durante todo o trabalho você esteja com o coração e todo seu ser preenchido pelos sentimentos bons que você deseja compartilhar com seus amigos. No fogão coloque uma panela (pode ser qualquer panela, com exceção às panelas de ferro).Dentro da panela despeje o vinho e vá aos poucos colocando as ervas, uma a uma. As ervas de cor verde devem ser postas por último. Enquanto coloca vá mexendo a mistura com uma colher de madeira.Não se deve deixar de mexer. Após cinco ou sete minutos no máximo o vinho está pronto. Coe tudo para retirar a parte sólida das ervas e ponha nos copos para servir ou na garrafa para outras ocasiões. Agradeça a ajuda da deusa e verta para ela uma libação do mesmo vinho , ou de leite. A primeira vez que o vinho for usado, uma parte inicial desse mesmo vinho deve ser dada a ela (um pouco apenas). Pessoalmente , eu prefiro servir o vinho assim que foi terminado de ser feito. Nesse momento sente-se melhor o gosto das ervas, um sabor delicado, apurado. Sente-se o calor da deusa para com os homens no calor do próprio vinho. Os sentimentos estão latentes e tornam-se potencializados. Espero que o vinho seja do agrado de todos, pois em minha prática de magia aprendi que as coisas boas devem ser repassadas aos outros , formando um círculo de boas ações, algo que pode mudar o mundo. Que todos sejam felizes pela chama do fogo ancestral. “Ut dictum est, sic statim Fiat”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975548189564070901-9129705761447454018?l=ta-hiera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ta-hiera.blogspot.com/feeds/9129705761447454018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ta-hiera.blogspot.com/2009/04/o-vinho-de-hestia.html#comment-form' title='0 Comentár
