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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sobre o Sacrifício em Atenas


A Acrópoles de Atenas era cheia de monunentos cultuados. Os templos eram localizados em volta de um pátio aberto, e nesse pátio eram realizados os sacrifícios. Era preciso ter um espaço aberto, onde o público pudesse se reunir para assistir e participar dos sacrifícios. Nos dias de festival ou em quaisquer dias, as pessoas podiam ir ao templo e pedir aos deuses que Eles lhes concedessem seu favor sobre aquilo que Lhes era pedido. era comum que em um mesmo templo houvessem altar para duas ou mais divindades, tendo cada um o seu altar e o seu temenos.
Normalmente, apenas animais eram sacrificados aos deuses, mas haviam situações diferenciais, em que outros tipos de sacrifício eram efetuados, inclusive os sacrifícios humanos
A constatação de que os sacrifícios eram efetuados no also do templo é uma dedução, fruto do fato de que era necessário um lugar aberto, com espaço para os espectadores e participantes do rito, bem como um local em que o sangue pudesse escorrer através do altar. Porém, não foram encontradas durantes as escavações arqueológicas, quaisquer vestígios de altares.
Durante séculos os historiadores pensaram que o friso interno do PArtenon representava a procissão da Grande Panatenéia, mas uma nova teoria sugere que ele possa representar o sacrifício de três jovens virgens em oferenda aos deuses para salvar Atenas de ataques guerreiros.
O sacrificio humano na Grécia Antiga fazia parte do momento histórico. Parece ter acontecido apenas em momento de extrema necessidade, quando havia catástrofes, fome ou guerras, e os gregos precisavam da ajuda dos deuses para resolver a situação. Os sacrifícios humanos foram eliminados durante a Idade do Ouro, mesmo que ainda hoje sejam admitidas controvérsias nas duas teorias aceca do significado so friso interno do Partenon.

sábado, 18 de abril de 2009

He Thusía - Dos Sacrifícios


Os sacrifícios eram práticas comuns na religiosidade grega antiga, sendo considerados a maior provade devoção para com os deuses, posto que nele ofertava-se o mais caro (no sentido de valioso, não de alto preço, econômico) ao mais caro.
Além dos sacrifícios de sangue, ainda haviam as ofertas e primícias , que também enquadravam-se como parte inerente ao ritual de sacrifícios ( He Thusía).

Hoje, o sacrifício de sangue é visto com certa estranhesa por muitos, reconstrucionistas ou não. Já mesmo na Antiguidade haviam correntes de pensamento que não concordavam com as práticas. Ainda hoje, talvez o maior problema ao considerarmos o rito sangrento seja a lógica inerente ao pensamento. Somos educados em um meio permeado por uma moral judáico-cristã que, apesar de exigir a fidelidade para com o "deus", não tem fins que não aqueles muitas vezes comerciais, disvirtuando a imagem da instituição religiosa.
É inegável que na Antiguidade grega os sacrifícios de sangue eram uma realidade comum e inerente aos festivais em honra aos deuses e ancestrais, assim também como em outras civilizações, próximas ou não. A cada deus eram sacrificados determinados animais que se Lhes condizia, bem como o aspceto físico propriamente dito do animal, mudava de acordo com o aspceto do deus a quem se iria sacrificar. Por exemplo: cavalos eram sacrificados a Posídon, touros a Zeus , Posidon e Hades; Deméter era honrada com porcos, e Dioniso com cabras. Em geral os animais de cor clara eram ofertados aos deuses olímpicos, e os de cor escura aos deuses ctônicos. Da mesma forma que se podia ofertar animais, os sacrifícios de sangue, haviam momentos em que não se poderia ofertar. A exemplo disso, há relatos de que na entrada do Templo de Atena no Partenon , havia um altar a Zeus onde não se poderia ofertar sangue nem vinho; apenas bolos e leite. Ao inverso disso, alguns festivais também promoviam o sacirfício de seres humanos, principalmente na antiguidade.
Na epopéia homérica a imagem de Ifigênia é latente quando se fala em sacrifícios humanos. Ela, a mais bela cria da estação, deveria ser sacrificada a Ártemis , em desculpa por uma corça que havia sido matada no bosque sagrado da deusa, e em vista disso, Ártemis não deixava que o tempo permitisse a saída dos barcos gregos rumo à Tróia. Pouco antes do sacrifício, Ártemis "raptou" a menina para junto de si, e em seu lugar depositou uma corça, a fim de substitui-la. Esse é um relato clássico a ligar a imagem da Ártemis aos sacrífícios humanos. Porém, é preciso lembrar que , apesar de haverem festivais e ritos em que o sacrifício humano era comum, ele dependia muito mais do momento histórico propriamente dito. Em momentos em que a pólis era atingida por grandes catástrofes, guerras, pestes ou secas , toda a comunidade reunia-se a fim de fazer preces aos deuses e ofertar-Lhes o mais valioso bem que eles tinham, em geral um membro valoroso da comunidade, como se pode ver no mito de Andrômeda.
Em Mélite, subúrbio ocidental de Atenas, o templo de Ártemis Aristoboulé ficava no local onde eram lançados os suplicantes e as cordas usadas pelos suicidas (Plutarco). Também em Rodes, Aristouboulé era cultuada extra murus, e na festa chamada Cronia, em Sua honra, e diante de sua estátua , matava-se um criminso sentenciado.
Porém Ártemis não é a única divindade que tem seu culto ligado ao sacrificio humano. Marcel Dietienne relata em Dioniso a Céu Aberto que em certa ilha perto de Delfos, na antiguidade, havia um festival dionisíaco exclusivo de mulheres. Nesse festival , o telhado de cobre do templo era retirado ao nascer do sol e as mulheres haveria de reconstruí-lo até o fim da tarte, antes do pôr-do-sol. Caso alguma mulher caísse lá das alturas, as outras atiravam-se sobre ela, para devorá-la com os dentes, ainda viva. Semelhante fato ocorria em sacrifícios de touro, em honra ao Dioniso, nesse caso, o próprio deus assumia o lugar do touro, simbolicamente, sendo assim chamado Taûros.